domingo, setembro 27, 2015

terça-feira, setembro 15, 2015

Devaneio


'New Summer in the Country', MICHAEL & INESSA GARMASH.

sexta-feira, setembro 11, 2015

Coisas Belas


"New The Allure", MICHAEL & INESSA GARMASH.

Nessas horas, e só nessas horas, eu queria saber pintar, fotografar, ou ter o dinheiro pra arrematar o quadro.

sábado, setembro 05, 2015

Do Facebook



(art by Michael and Inessa Garmach)

Não nasci para ser adequada,
coerente, adorável, nasci para ser gente,
para sentir de verdade.
Tenho vocação para transparências
e não preciso ser interessante o tempo todo.

Marla de Queiroz


sexta-feira, setembro 04, 2015

String Plants

Adeus, 'Mais Médicos'

No dia 22.07.15, a secretária de saúde do município onde eu estava lotada apareceu no posto, acompanhada da prefeita. Eu estava atendendo a portas fechadas e não vi o escândalo que armaram lá fora, humilhando a enfermeira e o resto da equipe. Depois vieram atrás de mim, cobrar pelas faltas dos dias da pós (que foram autorizadas pela própria secretaria!) e outras coisas que nem vale a pena explicar. Mesmo porque eu não consegui abrir a boca, porque era sempre interrompida e ainda fui taxada de insubordinada com a hierarquia. 'Quer saber de uma coisa? Eu estou saindo. Neste instante. Antes que eu me suicide'. Aí vem a prefeita, supostamente enfermeira, me dizer que eu pense direito.

Ainda passou-se um mês, comigo pedindo ao supervisor que me desligasse, e ele insistindo em me transferir. Eu sem conseguir o formulário de desligamento e lidando com a lentidão da burocracia em Brasília, até saber o que e pra onde enviar pra me ver livre. Espero que o pesadelo tenha terminado. Mesmo sem emprego, sem ter tido um paciente na clínica no mês de Agosto, ainda constando como 'ativa' naquela secretaria de saúde pavorosa, minha gastrite se foi. Um monte de coisas se foi. E não vão voltar.

sexta-feira, julho 24, 2015

Keep Calm

Ainda sem chorar

Ontem, voltei ao posto pra fechar a produção. A dor de ler a história de cada pessoa que atendi nos três últimos dias, de ver escrito 'retorno em...' e saber que essa pessoa não vai ter um médico para reavaliá-la quase acabou comigo. E eu não chorei, e meu estômago não doeu. Dessa vez, eu fiz meu trabalho, recolhi meu calendário pintado por pés e bocas, peguei o lanche que tinha esquecido no dia anterior e fui-me embora.

Hoje, eu limpei o mato da entrada que crescia há meses, pensando em alternativas de suicídio, investimento na clínica particular ou transferência pra outro município. Varri a casa. Troquei os lençóis da cama, tentei falar com o marceneiro pra instalar a porta do corredor que espera há meses, arquivei as contas, inaugurei a colcha de sofá que meu irmão comprou de encomenda pra mim, molhei as orquídeas, coloquei o lixo pra fora. Dormi, dormi, dormi. Organizei o fichário eletrônico dos pacientes da clínica, fiz a lista de tarefas pra amanhã, tomei meus remédios. Nada que indique uma descompensação.

Tudo que eu queria era ficar atendendo num sítio perto de casa. Outros querem ser grandes e famosos. É crime querer tão pouco?

quarta-feira, julho 22, 2015

Sem lágrimas

Hoje eu recolhi tudo e pedi transferência do município. Deixei bem claro à gestora do porquê, consegui ignorar a maioria das ironias, apesar de ficar tremendo, é só voltarei lá porque tenho que fechar a produção. Sem produção não tem salário. Depois, ocorreu-me que ambas foram propositalmente me interrogar sobre os dias que faltei por motivo de doença pra puxar assunto após assunto até acontecer o que aconteceu. Quem sabe é o que eu preciso pra enfrentar a clínica de uma vez.

O interessante é que eu não chorei nem uma vez.

segunda-feira, julho 13, 2015

Repita comigo


Já se foram oito quilos. Faltam...

sábado, julho 11, 2015

Alívio II

Uma vez eu falei que precisava encontrar um serviço de clínica oncológica com boa vontade, pra atender os pacientes rápido. E encontrei! Mês passado, uma paciente minha apareceu com uma mamografia sugerindo um câncer de mama e, pra complicar, a mamografia já estava com seis meses! É uma paciente jovem, que toda vez que faz mamografia dá alteração, então precisa fazer o exame a cada seis meses (e não a cada ano), mas o hospital demorou a dar o laudo e quando ela recebeu eu estava de licença-médica, depois de férias (eu tenho direito a férias!) e só agora eu vi a tal mamografia. Entrei em contato com um colega oncologista, mas ele não atende mais em Recife e me indicou o Hospital do Câncer de Pernambuco. Para minha surpresa, a responsável pela marcação de consultas na secretaria de saúde disse que eles têm um programa de triagem que atende na mesma semana. E a paciente foi, mesmo, atendida dois dias depois! Minha alegria não é maior porque o hospital-escola onde estudei teve que suspender os tratamentos de quimioterapia por falta de verba. E como ele, existem outros.

sexta-feira, julho 10, 2015

Inside Out

Ano passado, fui convencida a desistir da minha primeira verdadeira viagem de turismo pra ir à primeira Comic Con brasileira. Valeu cada instante. Duas lembranças imediatas sempre me vêm à mente quando me lembro daquela viagem: conhecer Darth Vader e ser apresentada a 'Divertida mente'. Afinal, dar de cara com minha representação do Mal e ver o presidente da Pixar ao vivo tinham que deixar alguma impressão, boa ou ruim.

Gostei tanto da ideia de 'Divertida mente' que coloquei as imagens dos personagens na porta da geladeira e comecei a contar os meses pra estreia do filme. Não consegui ver na estreia (lotado), nem no fim de semana seguinte, mas vi, finalmente. E precisei de dias pra abarcar a dimensão daquilo. Como alguém comentou comigo: não é filme pra criança. É filme, ponto.

Mais livros

Eu e meu hábito compulsivo de ler já provamos que um iPad e os livros nele contidos não são suficientes para um mera viagem de 24 horas. Sempre aparece um livro interessante, ou dois.


Resultado: agora eu me assusto com o som dos passarinhos (dinossauros são mais pássaros que répteis, lembra?), aumentou a saudade de Michael Chichton e descobri Isaac Asimov.

quarta-feira, julho 08, 2015

Matando saudades


Contando a partir de ontem 201 dias para a estreia da décima temporada!!!! Dá pra rever um episódio por dia. ;)

quinta-feira, janeiro 22, 2015


Porque ter um transtorno conversivo histérico no meio do posto não tem preço.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Reconfigurando

Claro que as fotos de ontem foram pra um blog de mau gosto que faz propaganda da prefeitura, acompanhadas de informações erradas sobre minha pessoa (eu dou plantão? Nunca dei plantão naquela cidade), com os NOMES dos pacientes e do sítio visitado. Eu não gostaria que meu endereço, foto minha e da minha casa (não se pediu permissão pra foto de casa) aparecesse num blog da prefeitura, dizendo que eu estava sendo consultada em casa. Foto anônima é diferente, mas... Não podia dizer 'não' porque ele perguntou à tecnica de enfermagem se podia tirar as fotos dela atendendo (e não à mim). Eu nao quis complicar a situação dela, que está grávida, eu soube hoje. Tudo é motivo pra demissão. Nem me ocorreu dizer que era anti-ético ou quebrava o sigilo. E eu NUNCA vou conseguir convencer os motoristas que a visita é nossa, não deles. O homem só não entrou e fotografou a troca de uma sonda urinária porque eu disse, antes dele pedir uma foto do paciente 'essa o senhor não pode fotografar'. Porque era bem capaz dele pedir pra fotografar o procedimento. Ou não, ele foi tão educado. Eu é que estou de saco cheio com a prefeitura, a secretaria, o calor e o mundo quase todo. Pedi uma vassoura hoje e me disseram que precisa falar com a SECRETÁRIA DE SAÚDE. Precisa de um requerimento em três vias também?

Então, eu acabei corrigindo as informações sobre mim e quando enviei o comentário, descobri que havia postado como 'Odessa Valadares'. Ma-ra-vi-lha, o cara vai jogar esse pesudônimo no Google e ler tudo sobre a secretaria no blog. Vou ser despedida duas vezes em menos de um ano - eu contei isso? Contei que perdi a festa de 100 anos da Escola? Contei que perdi um casamento esses dias porque passei mal de raiva? - por causa do que falo. Tive que 'privatizar' o blog nas configurações.

Já que havia comentado mesmo, fui comentar sobre o nome das pessoas e, surpresa(!), o primeiro comentário não havia aparecido, nem havia moderação (aparentemente). Excluí o que havia comentado (esqueça 'Odessa Valadares', senhor blogueiro), mas vou manter o blog privado, just in case.

Ser pau pra toda obra

Contei que tem três dias que tento fazer visitas pros pacientes? Terça e quinta são dias de visita, mas continuamos sem motorista fixo (não lembro se postei, mas demitiram enfermeira e motorista no início de dezembro). Não mandaram ninguém na terça, nem uma desculpa, e deixamos de marcar consultas à tarde porque faríamos visitas. Acabei indo socorrer alguém num carro particular e não voltei pro posto porque, se não foram me buscar pras visitas, será que se lembrariam de me pegar no fim do expediente? Saí mais cedo, mesmo sem querer.

Na quarta, tive reunião com meu supervisor e só depois de mais de duas horas que a reunião acabou, apareceu um carro pra me levar, com um motorista que estava dirigindo desde as duas e meia da manhã. Com pena dele (e com medo), fiz apenas a visita mais urgente, entreguei a pilha de receitas controladas que fiquei fazendo nas duas horas enquanto esperava pelo carro e dispensei o rapaz meia hora antes do fim do turno. Eu ia deixar ele dirigindo sem dormir até nos acidentarmos?

Quinta é dia de visita, não tem atendimento no posto. Já não teve na quarta por causa da reunião e do atraso do carro. Não avisaram ao motorista das visitas. 'Vão mandar um carro' significou esperar até mais de meio-dia! E eu fazendo receita controlada (o que conta como atendimento, mas quem vê, pensa que não estou fazendo nada). Fizemos as visitas mais importantes, mas o rapaz que veio nem é motorista, é chefe da limpeza! E ainda veio tirar foto pro blog da prefeitura, da gente trabalhando (provavelmente pra usar em nome da prefeitura). Odeio isso.

Sem falar que desde que estou sozinha eu tenho que, além de conseguir carro todo dia, tenho que providenciar vacina, medicação, água mineral, impressos, conserto de bomba d'água, material de limpeza e, que saber? O contrato diz que eu deveria ter um carro me buscando em casa. Vou reler aquela porcaria e dizer que só trabalho se for assim.