Eu e meu hábito compulsivo de ler já provamos que um iPad e os livros nele contidos não são suficientes para um mera viagem de 24 horas. Sempre aparece um livro interessante, ou dois.
Resultado: agora eu me assusto com o som dos passarinhos (dinossauros são mais pássaros que répteis, lembra?), aumentou a saudade de Michael Chichton e descobri Isaac Asimov.
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sexta-feira, julho 10, 2015
quinta-feira, dezembro 11, 2014
terça-feira, janeiro 14, 2014
Estante, a saga
Então que domingo eu reuni minhas forças e saí cedinho daqui pra falar pessoalmente com o pessoal da Etna, antes de jogar a (meia) estante no lixo. Tive que esperar a loja abrir, a gerente só chegaria uma hora depois e eu não podia esperar porque tinha que lavar roupa (na casa de outra pessoa, vale salientar, continuo sem água). Um funcionário muito educado me atendeu, concordou com tudo que eu disse, anotou meus dados, me deu o número dele pra manter contato e eu saí de lá sem saber quem era mais doido: a Etna, que um dia me trata como lixo, no outro me trata como cliente, ou eu. Dei o prazo mental de uma semana pra me livrar da (meia) estante e fui na Livraria Cultura pra minha viagem não ser uma perda total (finalmente, '...E o Vento Levou'!).
Ontem eu tive tanta coisa pra fazer, inclusive estudar a galope pra cumprir o prazo insano da pós, que me esqueci da Etna. Hoje, eu estava no sítio mais distante fazendo uma visita quando o telefone toca (e nunca tem área onde eu trabalho). Era meu irmão. A Etna mandou o resto da estante pra casa do meu irmão, sem falar comigo, nem com ele, nem com minha cunhada. Quase encontram a casa fechada. Minha cunhada disse que os entregadores estavam muito aborrecidos (devem ter levado uma bronca, eu espero) e que uma das caixas tem... pelo menos dois metros!
Resultado: vou ter que pagar alguém pra trazer a outra metade da estante. Não vejo a hora de tirar os livros do meio da casa.
Ontem eu tive tanta coisa pra fazer, inclusive estudar a galope pra cumprir o prazo insano da pós, que me esqueci da Etna. Hoje, eu estava no sítio mais distante fazendo uma visita quando o telefone toca (e nunca tem área onde eu trabalho). Era meu irmão. A Etna mandou o resto da estante pra casa do meu irmão, sem falar comigo, nem com ele, nem com minha cunhada. Quase encontram a casa fechada. Minha cunhada disse que os entregadores estavam muito aborrecidos (devem ter levado uma bronca, eu espero) e que uma das caixas tem... pelo menos dois metros!
Resultado: vou ter que pagar alguém pra trazer a outra metade da estante. Não vejo a hora de tirar os livros do meio da casa.
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segunda-feira, junho 10, 2013
Indicação
(...)" Mesmo aquele que não tem em seu interior um lobo, nem por isso pode ser considerado mais feliz. E mesmo a mais infeliz das existências tem os seus momentos luminosos e suas pequenas flores de ventura a brotar entre a areia e as pedras. Assim acontecia também com o Lobo da Estepe. Não se pode negar fosse, em geral, muito infeliz, e podia também fazer os outros infelizes, especialmente quando os queria ou era por eles estimado. Pois todos os que com ele se deram viram apenas uma das partes de seu ser. Muitos o estimaram por ser uma pessoa inteligente, refinada e arguta, e mostraram-se horrorizados e desapontados quando descobriam o lobo que morava nele. E assim tinha de ser pois Harry, como toda pessoa sensível, queria ser amado como um todo e, portanto, era exatamente com aqueles cujo amor lhe era mais precioso que ele não podia de maneira alguma encobrir ou perjurar o lobo. Havia outros, todavia, que amavam nele exatamente o lobo, o livre, o selvagem, o indômito, o perigoso e o forte, e estes achavam profundamente decepcionante e deplorável quando o selvagem e perverso se transformava em homem, e mostrava anseios de bondade e refinamento, gostava de ouvir Mozart, de ler poesia e acalentar ideais humanos. Em geral, estes se mostravam mais desapontados e irritados do que os outros, e dessa forma o Lobo da Estepe levava sua própria natureza dual e discordante aos destinos alheios toda vez que entrava em contato com as pessoas."
(Hermann Hesse, O lobo da estepe)
***
Indicação certeira do meu terapeuta, que adora Hermann Hesse! Só hoje, depois de três dias me encantando com o livro, descobri por que o nome me parecia tão familiar: 'Steppenwolf Theatre Company' foi co-fundada em Chicago por John Malkovich e tem, entre vários atores conhecidos, um de meus Williams prediletos no elenco fixo.
(Hermann Hesse, O lobo da estepe)
***
Indicação certeira do meu terapeuta, que adora Hermann Hesse! Só hoje, depois de três dias me encantando com o livro, descobri por que o nome me parecia tão familiar: 'Steppenwolf Theatre Company' foi co-fundada em Chicago por John Malkovich e tem, entre vários atores conhecidos, um de meus Williams prediletos no elenco fixo.
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quarta-feira, março 20, 2013
Me sentindo assim...
Namarië
Adeus
Ai! laurië lantar lassi súrinen,
Ah! como ouro caem as folhas ao vento,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
Yéni ve lintë yuldar avánier
Os longos anos se passaram como goles rápidos
mi oromardi lissë-miruvóreva
do doce hidromel em salões altos
Andúnë pella, Vardo tellumar
além do Oeste, sob as abóbadas azuis de Varda
nu luini yassen tintilar i eleni
onde as estrelas tremem
ómaryo airetári-lírinen.
na voz de sua canção, de santa e rainha.
Sí man i yulma nin enquantuva?
Quem agora há de encher-me a taça outra vez?
An sí Tintallë Varda Oiolossëo
Pois agora a Inflamadora, Varda, a Rainha das Estrelas,
ve fanyar máryat Elentári ortanë
do Monte Semprebranco ergueu suas mãos como nuvens
ar ilyë tier undulávë lumbulë
e todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;
ar sindanóriello caita mornië
e de uma terra cinzenta a escuridão se deita
i falmalinnar imbë met,
sobre as ondas espumantes entre nós,
ar hísië untúpa Calaciryo míri oialë.
e a névoa cobre as jóias de Calacirya para sempre.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
Agora perdida, perdida para aqueles do Leste está Valimar!
Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Adeus! Talvez tu hajas de encontrar Valimar!
Nai elyë hiruva. Namárië!
Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la. Adeus!
Também chamado: O Lamento de Galadriel, é o maior texto em Quenya de O Senhor dos Anéis. Texto e tradução de Tolkien.
Adeus
Ai! laurië lantar lassi súrinen,
Ah! como ouro caem as folhas ao vento,
yéni únótimë ve rámar aldaron!
longos anos inumeráveis como as asas das árvores!
Yéni ve lintë yuldar avánier
Os longos anos se passaram como goles rápidos
mi oromardi lissë-miruvóreva
do doce hidromel em salões altos
Andúnë pella, Vardo tellumar
além do Oeste, sob as abóbadas azuis de Varda
nu luini yassen tintilar i eleni
onde as estrelas tremem
ómaryo airetári-lírinen.
na voz de sua canção, de santa e rainha.
Sí man i yulma nin enquantuva?
Quem agora há de encher-me a taça outra vez?
An sí Tintallë Varda Oiolossëo
Pois agora a Inflamadora, Varda, a Rainha das Estrelas,
ve fanyar máryat Elentári ortanë
do Monte Semprebranco ergueu suas mãos como nuvens
ar ilyë tier undulávë lumbulë
e todos os caminhos mergulharam fundo nas trevas;
ar sindanóriello caita mornië
e de uma terra cinzenta a escuridão se deita
i falmalinnar imbë met,
sobre as ondas espumantes entre nós,
ar hísië untúpa Calaciryo míri oialë.
e a névoa cobre as jóias de Calacirya para sempre.
Sí vanwa ná, Rómello vanwa, Valimar!
Agora perdida, perdida para aqueles do Leste está Valimar!
Namárië! Nai hiruvalyë Valimar!
Adeus! Talvez tu hajas de encontrar Valimar!
Nai elyë hiruva. Namárië!
Talvez tu mesmo hajas de encontrá-la. Adeus!
Também chamado: O Lamento de Galadriel, é o maior texto em Quenya de O Senhor dos Anéis. Texto e tradução de Tolkien.
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Ser especialista em saúde mental e bipolar!
Não chegamos ao décimo dia de Janeiro e já encontrei o livro do ano. Vai ser muito difícil superar esse. Obrigada, Will (do Bipolar Brasil), pela indicação!
Tive minhas dúvidas quanto a escrever um livro que descreve de modo tão explícito minhas próprias crises de mania, depressão e psicose, além da minha dificuldade para admitir a necessidade de medicação contínua. Por motivos óbvios relacionados à obtenção de licença para clinicar e do direito a fazer parte da equipe de hospitais, os profissionais relutam em levar ao conhecimento público seus problemas psiquiátricos. Essas preocupações costumam ser justificadas. Não faço a menor idéia de quais possam vir a ser os efeitos que essa minha decisão de debater tais questões com tanta franqueza trará a longo prazo à minha vida pessoal e profissional; mas, não importa quais sejam as conseqüências, é provável que sejam melhores do que se eu mantivesse o silêncio. Estou cansada de me esconder, cansada de energias desperdiçadas e emaranhadas, cansada da hipocrisia e cansada de agir como se eu tivesse algo a esconder. Cada um é o que é, e a desonestidade de se esconder atrás de um diploma, de um título ou de qualquer forma e reunião de palavras ainda é exatamente isso: desonesta. Necessária, talvez, mas desonesta.
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quinta-feira, janeiro 03, 2013
Feliz Ano Novo!
Agora sim, com a gentilíssima indicação de Vicky, que repassou a primeira coluna de Veríssimo depois da alta. Balanço total de vida pra resoluções de Ano Novo.
Desmoronando
Luiz Fernando Veríssimo
Publicado: 3/01/13 - 9h06
O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação. Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.
No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Desmoronando
Luiz Fernando Veríssimo
Publicado: 3/01/13 - 9h06
O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação. Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.
No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
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terça-feira, dezembro 11, 2012
Melhores Indicações do Ano
Este ano teve pelo dois grandes motivos de esperança no cenário jurídico do país.
- Em fevereiro, a Lei Maria da Penha fi-nal-men-te foi sancionada, incluindo este fato: ação contra agressor independe de queixa da vítima!
- Nos últimos meses, descobrimos que (aparentemente) ainda existe alguém pra servir de exemplo no Judiciário. Perdoe-me o aparentemente, anônimo leitor. Eu assistia 'Arquivo X'.
Além dessas indicações hors concours, muito obrigada pelas demais, que renderam ótimos momentos este ano:
Once Upon a Time
Se um dia descobrirem como ir adiante com a criogenia - e trouxerem os congelados de volta -, Walt Disney terá algo de bom a dizer sobre OUAT. Nem que seja sobre como os anões obtiveram seus nomes de batismo... Ah, eu já sou muito camarada em dizer que antes de Disney os anões não tinham nomes.
Obrigada pela insistência no que parecia algo muito louco, Grissom's Girl!
Os extras de Once Upon a Time
Além do óbvio - mudar a ótica sobre os personagens mais famosos dos contos de fadas, como os episódios foram criados, o figurino é elaborado -, ver a verdadeira cidade de Steveston, no Canadá, não se importar em NADA com a bagunça que a produção da série cria na rotina do lugar. Por exemplo? A cidade INTEIRA guardou segredo sobre as revelações do último episódio da primeira temporada que foram gravadas por lá.
(Lembro-me de quando 'Arquivo X' era filmado no Canadá. Era mais ou menos do mesmo jeito. Deixavam recados de apoio ao pessoal nos panfletos que avisavam, algo como: 'Esse local será fechado para locação de 'Arquivo X' nos dias ....'. Haverá povo mais amistoso e educado que os canadenses?)
Obrigada pelo presente, Grissom's Girl!
Ver as séries com as legendas originais (yes!)
Cansei. Cansei de esperar dias, semanas e ainda encontrar alguns erros colossais de tradução (e de português mesmo) nas legendas. Não, meu inglês não é maravilhoso, mas nunca vai melhorar se eu ficar esperando os outros fazerem o trabalho por mim e ainda ter a audácia de criticar sem ter me esforçado. O resultado? Assistir TODA a primeira temporada de 'Once Upon a time' (com comentários dos criadores), na língua original. Próximo ano: de volta ao francês!
Obrigada pela sugestão, Fernanda!
Chicago Fire
Ainda retomando o fôlego para comentar
Obrigada, Grissom's Girl!
Castle
Grandes risadas, maravilhosos insights pra quem lê demais e está com bloqueio de escritor.
Mais uma vez, obrigada, Grissom's Girl!
Meu novo lugar para morar
Esse eu devo à minha locadora, a mesma da casa antiga, que por razões misteriosas me transportou para esse cantinho meio mágico, quase sempre calmo, menor, plano, calçado e ainda mais perto de tudo. Estou planejando uma 'reforma de um dia' pra cada cômodo daqui. Devo-lhe um café com bolo, Materna, mas não esqueci!
Dropbox
Cortesia de mi hermano, tem poupado muitos backups e anexos de emails (graças às pastas compartilhadas). Espaço nunca é demais. Obrigada, obrigada, obrigada!
A menina que roubava livros
Sem palavras.
(Por incrível que pareça, o livro me chamou na Livraria Cultura. Mais de uma vez.)
Adendo:
Downton Abbey
Queridas Geórgia Bakker e Fernanda Fontenelle, muito obrigada. Por alguma razão, Downton Abbey me transportou à minha amada ED. Em tudo, por tudo, eu vejo a escola e me vejo de volta às aulas de Administração do Lar. Num piscar de olhos, estou nos longos corredores e salões do único lugar que lembro da minha infância, além da casa da própria Geórgia. Obrigada por me levarem de volta ao lar.
- Em fevereiro, a Lei Maria da Penha fi-nal-men-te foi sancionada, incluindo este fato: ação contra agressor independe de queixa da vítima!
- Nos últimos meses, descobrimos que (aparentemente) ainda existe alguém pra servir de exemplo no Judiciário. Perdoe-me o aparentemente, anônimo leitor. Eu assistia 'Arquivo X'.
Além dessas indicações hors concours, muito obrigada pelas demais, que renderam ótimos momentos este ano:
Once Upon a Time
Se um dia descobrirem como ir adiante com a criogenia - e trouxerem os congelados de volta -, Walt Disney terá algo de bom a dizer sobre OUAT. Nem que seja sobre como os anões obtiveram seus nomes de batismo... Ah, eu já sou muito camarada em dizer que antes de Disney os anões não tinham nomes.
Obrigada pela insistência no que parecia algo muito louco, Grissom's Girl!
Os extras de Once Upon a Time
Além do óbvio - mudar a ótica sobre os personagens mais famosos dos contos de fadas, como os episódios foram criados, o figurino é elaborado -, ver a verdadeira cidade de Steveston, no Canadá, não se importar em NADA com a bagunça que a produção da série cria na rotina do lugar. Por exemplo? A cidade INTEIRA guardou segredo sobre as revelações do último episódio da primeira temporada que foram gravadas por lá.
(Lembro-me de quando 'Arquivo X' era filmado no Canadá. Era mais ou menos do mesmo jeito. Deixavam recados de apoio ao pessoal nos panfletos que avisavam, algo como: 'Esse local será fechado para locação de 'Arquivo X' nos dias ....'. Haverá povo mais amistoso e educado que os canadenses?)
Obrigada pelo presente, Grissom's Girl!
Ver as séries com as legendas originais (yes!)
Cansei. Cansei de esperar dias, semanas e ainda encontrar alguns erros colossais de tradução (e de português mesmo) nas legendas. Não, meu inglês não é maravilhoso, mas nunca vai melhorar se eu ficar esperando os outros fazerem o trabalho por mim e ainda ter a audácia de criticar sem ter me esforçado. O resultado? Assistir TODA a primeira temporada de 'Once Upon a time' (com comentários dos criadores), na língua original. Próximo ano: de volta ao francês!
Obrigada pela sugestão, Fernanda!
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Ainda retomando o fôlego para comentar
Obrigada, Grissom's Girl!
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Grandes risadas, maravilhosos insights pra quem lê demais e está com bloqueio de escritor.
Mais uma vez, obrigada, Grissom's Girl!
Meu novo lugar para morar
Esse eu devo à minha locadora, a mesma da casa antiga, que por razões misteriosas me transportou para esse cantinho meio mágico, quase sempre calmo, menor, plano, calçado e ainda mais perto de tudo. Estou planejando uma 'reforma de um dia' pra cada cômodo daqui. Devo-lhe um café com bolo, Materna, mas não esqueci!
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A menina que roubava livros
Sem palavras.
(Por incrível que pareça, o livro me chamou na Livraria Cultura. Mais de uma vez.)
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Queridas Geórgia Bakker e Fernanda Fontenelle, muito obrigada. Por alguma razão, Downton Abbey me transportou à minha amada ED. Em tudo, por tudo, eu vejo a escola e me vejo de volta às aulas de Administração do Lar. Num piscar de olhos, estou nos longos corredores e salões do único lugar que lembro da minha infância, além da casa da própria Geórgia. Obrigada por me levarem de volta ao lar.
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quarta-feira, outubro 10, 2012
Eu indico
Finalmente saiu uma nova edição! Só assistindo o filme pra entender que trabalho fantástico foi escrever o roteiro adaptado, baseado no livro. Para mim, é uma história de superação, de recomeço, de aceitação, escrita por uma pessoa com 21 anos na época. Aliás, se você não curtiu 'P.S. Eu te amo', acho que não vai gostar de 'Os descendentes' também.
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segunda-feira, setembro 17, 2012
quarta-feira, maio 30, 2012
Do Twitter
Não são só as crianças que têm amigos imaginários. A essa altura, eu tenho uma multidão imaginária, cuidadosamente dividida em vários mundos, onde habito simultaneamente. Alguns eu não criei, mas fui convidada a conhecer. Hogwarts é um deles, e pelo visto não sou só eu a única adulta a passear por lá.
Laugh! (@Laughbook): 'Voldemort is like a teenage girl. He has a diary, a tiara, a special cup, a pet he adores, and an obsession with a famous teenage boy.'
(Obrigada Vicky, que me apresentou Virág, que adora o Harry também)
Laugh! (@Laughbook): 'Voldemort is like a teenage girl. He has a diary, a tiara, a special cup, a pet he adores, and an obsession with a famous teenage boy.'
(Obrigada Vicky, que me apresentou Virág, que adora o Harry também)
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sexta-feira, maio 25, 2012
Dia da Toalha
Em homenagem a Douglas Adams, autor de 'O Guia do Mochileiro da Galáxia', que recomenda que você tenha sempre uma toalha à mão, mas nunca explica o porquê. O livro (e seus subsequentes) é uma verdadeira referência no universo geek/nerd, e por causa disso o Dia do Nerd também é comemorado hoje.
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quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Eu indico

Há alguns anos, me indicaram Stieg Larsson para ler. Finalmente, entendi por quê. Pra quem gosta de uma boa trama, o filme prende a atenção do começo ao fim, em parte pela boa atuação da atriz principal. Aliás, de onde tiraram essa tradução pro título? O original (The Girl with the Dragon Tattoo) estava perfeito.
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segunda-feira, outubro 31, 2011
Harry Halloween!
Qualquer que seja a origem do Halloween, depois do surgimento de Harry Potter, a data passou a ter mais significado pra mim. Primeiro, porque não era comemorada por aqui na minha infância. Segundo, porque mesmo hoje em dia, só crianças comemoram e seria muito estranho eu, nessa idade, sair fantasiada nessa cidadezinha. Ficaria rotulada de vez como maluca, não que eu já não seja.

Mas com HP, tudo muda. Eu posso me imaginar no Salão Principal, no banquete do Dia das Bruxas, com os fantasmas das Casas, os professores, os alunos, praticando feitiços... Ou, pelo menos, assistindo um dos filmes ou relendo um dos livros ('O enigma do Príncipe, pela enésima vez').
Posso ter todos os contratempos do mundo, mas fui abençoada com uma imaginação que compensa tudo. Tudo mesmo. E garanto que não sou a única a desejar estar nesse salão nesse momento.

Mas com HP, tudo muda. Eu posso me imaginar no Salão Principal, no banquete do Dia das Bruxas, com os fantasmas das Casas, os professores, os alunos, praticando feitiços... Ou, pelo menos, assistindo um dos filmes ou relendo um dos livros ('O enigma do Príncipe, pela enésima vez').
Posso ter todos os contratempos do mundo, mas fui abençoada com uma imaginação que compensa tudo. Tudo mesmo. E garanto que não sou a única a desejar estar nesse salão nesse momento.
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quinta-feira, outubro 20, 2011
Oh!

Thanks, Grissom's Girl, for the book. It's the third 'Pride and prejudice' of my life, but this is my first original.
(não, eu não perdi os outros. O primeiro era uma versão resumida pra adolescentes, o segundo foi relido mês passado e - a propósito - não gostei da adaptação pro cinema. Só valeu mesmo pela atuação do Donald Sutterland)
É, eu também adoraria ter uma casa própria, exatamente pra acomodar meus livros como eles merecem.
***
Aliás
Greve dos Correios, greve dos bancários, greve na INFRAERO. Consumidor também deveria entrar em greve.
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terça-feira, outubro 18, 2011
Eu indico
Com o fim da greve dos Correios, uma porção de 'mimos' (esqueça as contas, ainda não chegaram e já estão pagas) acaba de chegar, incluindo isso (antes que acabe o chocolate do mundo):

Altamente viciante, mas não indico para alérgicos a leite, a chocolate e a portadores de enxaqueca. Para ocasiões muitos especiais, combina perfeitamente com:
(os grifos são meus)

Altamente viciante, mas não indico para alérgicos a leite, a chocolate e a portadores de enxaqueca. Para ocasiões muitos especiais, combina perfeitamente com:
Não existe meio de verificar qual a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso o que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo 'esboço' não é a palavra certa, porque um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete para si mesmo provérbio alemão: 'Einmal ist keinmal', 'uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca.
(...) Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.
(Milan Kundera, 'A insustentável leveza do ser')
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quarta-feira, outubro 05, 2011
Você queria um chefe assim?
"Meu trabalho não é ser fácil com as pessoas. Meu trabalho é torná-las melhores."
(Steve Jobs)

Fonte: Apple
Ou você acha que a Apple se tornou a melhor do mundo aceitando qualquer um? Isso ficou pra Microsoft. É por isso que novas versões do Windows são testadas pelos consumidores - e até falham em pleno lançamento, na cara do Bill Gates. Você, se tiver, um computador (mesmo da Microsoft) - com baterias que duram mais de três horas, inclusive - deve a Steve Jobs. Se ele tem portas USB, agradeça a Jobs. O iPhone também, o tablet idem, e cada filme da Pixar (que eu amo!) também. Ah, se você acessa a internet - graças a um navegador - e faz isso sem fio, isso se deve a Steve Jobs também. Mal dá pra lembrar tudo que ele criou.
![]()
Fonte: Apple
Se quiser saber mais, leia: a Veja dessa semana, 'A cabeça de Steve Jobs', 'O fascinante império de Steve Jobs'; e assista 'Pirates of Silicon Valley' - aprovado por mais de um geek, indicação de mi hermano, grande admirador do trabalho de Jobs.
Fico me perguntando: o que será do usuário comum sem Steve Jobs?
(Steve Jobs)

Fonte: Apple
Ou você acha que a Apple se tornou a melhor do mundo aceitando qualquer um? Isso ficou pra Microsoft. É por isso que novas versões do Windows são testadas pelos consumidores - e até falham em pleno lançamento, na cara do Bill Gates. Você, se tiver, um computador (mesmo da Microsoft) - com baterias que duram mais de três horas, inclusive - deve a Steve Jobs. Se ele tem portas USB, agradeça a Jobs. O iPhone também, o tablet idem, e cada filme da Pixar (que eu amo!) também. Ah, se você acessa a internet - graças a um navegador - e faz isso sem fio, isso se deve a Steve Jobs também. Mal dá pra lembrar tudo que ele criou.
Fonte: Apple
Se quiser saber mais, leia: a Veja dessa semana, 'A cabeça de Steve Jobs', 'O fascinante império de Steve Jobs'; e assista 'Pirates of Silicon Valley' - aprovado por mais de um geek, indicação de mi hermano, grande admirador do trabalho de Jobs.
Fico me perguntando: o que será do usuário comum sem Steve Jobs?
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sexta-feira, maio 13, 2011
Dia de Estrela
Hoje é Dia de N. Sra de Fátima. Há exatos três anos, eu decidi não ser mais médica. Aos pouquinhos, estou conseguindo.
P.S.: só por causa disso, acabam de telefonar, pedindo uma consulta. Desculpe, estou curtindo uma crise alérgica. A chuva trouxe um monte de mofo pro meu quarto. Atchin e soneca (por causa do antialérgico) são os anões favoritos do momento.
P.S.: só por causa disso, acabam de telefonar, pedindo uma consulta. Desculpe, estou curtindo uma crise alérgica. A chuva trouxe um monte de mofo pro meu quarto. Atchin e soneca (por causa do antialérgico) são os anões favoritos do momento.
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domingo, abril 24, 2011
Pois então,
Ontem foi Dia do Livro e dos direitos do Autor, mas eu estava sem acesso à rede. Isso de passear em sítios, fazendas e afins, acaba acumulando o que fazer quando a gente volta, e tem novamente sinal pra postar, conferir emails, etc.
Falando em email, mi hermano localizou outro vídeo 'musical' dos Trapalhões, que eu nem me lembrava! Se você, anônimo leitor, tem menos de 25, vamos às explicações: Marlon Brando foi um fantástico e bonito ator, e Chico Cuoco é o mesmo Francisco Cuoco das novelas. Assim como Brando, era um sex simbol na época do tal vídeo. E Ney Matogrosso era o escândalo da época. Reconheçamos: o cara tinha que ser muito macho pra sair do armário, cantar com voz de soprano, dançar seminu, em plena ditadura militar.
Vou-me. Parece que o sono finalmente me encontrou. Se ele fugir, eu volto pro 'Ladrão de Corpos', de Anne Rice. Mais Lestat, pra variar.
Falando em email, mi hermano localizou outro vídeo 'musical' dos Trapalhões, que eu nem me lembrava! Se você, anônimo leitor, tem menos de 25, vamos às explicações: Marlon Brando foi um fantástico e bonito ator, e Chico Cuoco é o mesmo Francisco Cuoco das novelas. Assim como Brando, era um sex simbol na época do tal vídeo. E Ney Matogrosso era o escândalo da época. Reconheçamos: o cara tinha que ser muito macho pra sair do armário, cantar com voz de soprano, dançar seminu, em plena ditadura militar.
Vou-me. Parece que o sono finalmente me encontrou. Se ele fugir, eu volto pro 'Ladrão de Corpos', de Anne Rice. Mais Lestat, pra variar.
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quarta-feira, abril 20, 2011
Desaniversário
Ontem foi meu desaniversário, e alguém lembrou! Imagine receber isso, do nada:


Como já comentei aqui, costumo enviar fotos de flores pros meus correspondentes mais frequentes, ou fotos de paisagem, ou poemas. Evito textos tipo 'spam', mas gosto de enviar crônicas do Veríssimo. Até ebooks, do Domínio Público, se for o caso.
E você, anônimo leitor? Quando fez uma surpresa a alguém?

Como já comentei aqui, costumo enviar fotos de flores pros meus correspondentes mais frequentes, ou fotos de paisagem, ou poemas. Evito textos tipo 'spam', mas gosto de enviar crônicas do Veríssimo. Até ebooks, do Domínio Público, se for o caso.
E você, anônimo leitor? Quando fez uma surpresa a alguém?
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