Colocando as coisas em dia. Resolvi em uma hora e meia o questionário da disciplina da pós que eu 'pulei'. Deram vinte dias pra pessoa resolver aquilo e eu resolvi em uma hora e meia. Aí é que me dá mais raiva de ter perdido a possibilidade de nota máxima. Aliás, a faculdade deveria ter vergonha daquela pós. Bem, enfim. Já respondi 75% da prova também. Consegui lavar a louça, a roupa e o banheiro. Ler o Drops da Fal faz desses milagres. Eu recomendo veementemente.
Preciso comprar uma TV nova. Deveria ter comprado desde que montei a estante, mas a outra ainda funciona e eu não gosto de fazer compras. Detesto. Tenho uma lista de compras pra terminar a decoração da casa e fico adiando. E não é por falta de dinheiro.
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segunda-feira, abril 14, 2014
sábado, abril 12, 2014
segunda-feira, outubro 01, 2012
Enfim!
'A magia está de volta' com OUAT (com legendas em tempo recorde) e amanhã tem Castle! O bom de ficar ansiosa pela volta das séries é que vi quase tudo com legendas em inglês mesmo. Aliás, feliz dia do tradutor ontem pra Vicky, Fernanda, minha cunhada, Fal, Beatriz e Grissom's Girl. Algumas de nós ganham por isso, outras fazem por amor mesmo.
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quarta-feira, junho 23, 2010
Como bem citou a Fal
"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco
flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo."
José Saramago (1922-2010)
Problema, escritor, é quando a gente NÃO consegue ficar sozinho.
***
Nada da mudança acontecer. É como se não existisse um dono de caminhão de mudança nesta cidadezinha pouco atingida pelas chuvas recentes. Vai que a chuva levou.
Perdi a paciência e coloquei parte das caixas no terraço. Vai que a chuva leva e me livra de parte do trabalho. Estou pensando seriamente em responder ao chamado:

Desde que eu tenha tempo pra escrever, tá valendo.
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sábado, junho 19, 2010
O que faz um dia de pintura
Saudade da Fal, da Suzi, da minha casa organizada, dos filmes classificados por ordem alfabética, das minhas estantes com livros classificados como só eu entendo, da casa sem esse cheiro horrível de tinta, e vazia, sem gente andando pra lá e pra cá.
Saudade de 'Bones', de WP em 'CSI' (ver na Record não vale), de escrever sem parar, da coleção do Batman organizada por ordem cronológica, do dileto irmão, do chão livre de tinta, da Fátima apresentando JN ao lado do Bonner, de ter tempo de ler sem pressa, e da mesa da cozinha sem esse monte de organizadores que só atrapalham na hora de encontrar o tempero certo pra fazer sopa. Sim, sopa, porque com esse frio e essa bagunça, não dá coragem de fazer mais nada, nem com as receitas da Fal e da Suzi.

Essa porcaria de tinta me deu dor de cabeça e já estou imaginando a casa amanhã, depois de mais um dia com os pintores por aqui. No mínimo, vou assistir o jogo do Brasil espirrando. Novidade: o chão da sala de jantar cedeu enquanto pintavam uma das paredes (eu não disse que aquela porcaria ia ceder?) e eu só vi agora que o pessoal foi embora.
Como Suzi comentou: 'Ao começar um novo projeto, tudo que apresentamos é apenas o resultado de um processo. Cuja qualidade será sempre proporcional à riqueza de nossa bagagem. E é aí que me pergunto: estou satisfeita com o que eu trouxe até aqui?'
Satisfeita, não sei, mas eu estou cansada, isso sim. Também deu saudade do tempo que eu podia ler vários blogs e acompanhar as histórias paralelas. Essa do telefone sem fio foi uma que só li agora, como só agora vi o post de Suzi me agradecendo pelas flores do Dia dos Namorados.
Saudade de 'Bones', de WP em 'CSI' (ver na Record não vale), de escrever sem parar, da coleção do Batman organizada por ordem cronológica, do dileto irmão, do chão livre de tinta, da Fátima apresentando JN ao lado do Bonner, de ter tempo de ler sem pressa, e da mesa da cozinha sem esse monte de organizadores que só atrapalham na hora de encontrar o tempero certo pra fazer sopa. Sim, sopa, porque com esse frio e essa bagunça, não dá coragem de fazer mais nada, nem com as receitas da Fal e da Suzi.

Essa porcaria de tinta me deu dor de cabeça e já estou imaginando a casa amanhã, depois de mais um dia com os pintores por aqui. No mínimo, vou assistir o jogo do Brasil espirrando. Novidade: o chão da sala de jantar cedeu enquanto pintavam uma das paredes (eu não disse que aquela porcaria ia ceder?) e eu só vi agora que o pessoal foi embora.
Como Suzi comentou: 'Ao começar um novo projeto, tudo que apresentamos é apenas o resultado de um processo. Cuja qualidade será sempre proporcional à riqueza de nossa bagagem. E é aí que me pergunto: estou satisfeita com o que eu trouxe até aqui?'
Satisfeita, não sei, mas eu estou cansada, isso sim. Também deu saudade do tempo que eu podia ler vários blogs e acompanhar as histórias paralelas. Essa do telefone sem fio foi uma que só li agora, como só agora vi o post de Suzi me agradecendo pelas flores do Dia dos Namorados.
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segunda-feira, abril 19, 2010
Como postou a Fal
"É normal que se estabeleçam relações leitor/cronista. Todos temos nossas preferências. Há cavalheiros e damas que não leio de jeito e maneira, assim como há outros e outras que me agradam. Curiosa é a maneira como essas relações se manifestam. Muitos leitores dizem: só leio você, fulano e fulana. Pensam elogiar, mas acabam deixando “você” furioso, porque “você” – chame-se Manuel, Joaquim, João ou Pedro – sempre se considera muito melhor do que os outros dois e toma o elogio como ofensa.
Outra reação curiosa é aquela que faz o leitor querer dirigir o pensamento e a escrita do profissional. Não há duas pessoas iguais. É perfeitamente normal que os autores que admiramos e acompanhamos escrevam e pensem coisas com as quais não concordamos. Contudo, não são raros os leitores que se consideram donos do escriba e pretendem que ele dance de acordo com as suas músicas. A situação é meio complicada, sem deixar de ser muito divertida."
Eduardo Almeida Reis, no Estado de Minas
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domingo, março 28, 2010
Confissão
Semana Santa chegando. Isso me lembra que é época de confissão. Se eu contar quantas vezes me confessei, sobram dedos de uma mão. Não acredito em confissão comunitária, mas creio em arrependimento sincero. Não comungo há anos e anos. Mas um dos grandes pecados dos últimos tempos foi me esquecer de acessar o Drops da Fal. Sim, porque Fal é uma das provas da existência de Deus.
Deve ser por isso que engordei quase quatro quilos num mês. Olha o que dá pecar. Estou sendo castigada.
Recomeçou 24 horas. Adoro essa série. Não entendo 90% do que se passa. São homens suados e estranhos, correndo para lá e para cá durante uma hora (em momento NENHUM eles recarregam o celular... sei que cada episódio retrata só uma hora da vida do cara, a Cris Carriconde teve a delicadeza de me explicar isso, porque eu, palavra de honra, não tinha entendido, mas se você ficar com o celular ligado o dia TODO a bateria acaba antes do dia). Eles estão envolvidos em operações de nomes esquisitos como "Cavalo Alado", "Monte Flamenjante", "Jupira Escarlate", "Urso Depilado", sei lá. Repito não entendo nada, não sei do eles estão falando, a tela está quase sempre dividida e tela divida é a morte pruma pessoa lenta como eu, não atino nada daquilo, mas a hora, a minha e a do Jack Bauer, passa num suspiro. E as minhas horas tem levado tempo demais pra passar nesses dias.
*
A tranquilidade das pessoas me encanta. E não, eu não estou sendo irônica. O cara te dá uma facada certeira e pouquíssimo tempo depois, te encontra, te abraça, liga pra saber como vc está, manda beijos, bate os papos mais casuais, sem mencionar absolutamente nada do que se passou. Cicatriz? Qual? Mas então, discutindo cintura império com a camarada Renata, pensando com ela o quanto mudam nosso olhar, nossos padrões, como mudamos todos, sou capaz até mesmo de sorrir. Dar as costas jamais, não fico sozinha na mesma sala com criatura tão hábil no uso de armas brancas nunca mais na vida, mas sorrir? Tudo bem. Tou craque em sorrir.
*
Voltando ao Jack Bauer, incrível como a aventura o persegue. Amo. Ele ia só fzer a mala e voltar para Los Angeles, praa brincar de vovozinho com a neta e levar uma vidinha de segurança de xópim e, pimba, os mais perigosos assassinos/ saqueadores/ facínoras/ legendários pokemons/ agentes federais/ informantes/ esquilos sem grilo/ colunistas sociais/ terroristas/ bucaneiros/ psicopatas/ Ultrasevens/ serial killers/ aqualoucos/ atiradores/ milicos/ intestinos preguiçosos/ carimbadores malucos/ estrategistas governamentais/ Harrys Potters/ punguistas/ lanceiros (oi Paulo Vanzolini)/ cientistas malucos/ super mouses/ harpics max/ tocadores de oboé/ farmaceuticos foras-da-lei/ piratas da perna de pau/ Robertis Gorens/ bookmakers / teletubies desabam sobre a vida dele e começa mór correria. Adouro.
Peraí, o Jack andou brigando com O Harry Potter? Putz! Tá mesmo na hora de acabar '24 horas'. Antes que a audiência caia a zero.
Deve ser por isso que engordei quase quatro quilos num mês. Olha o que dá pecar. Estou sendo castigada.
Recomeçou 24 horas. Adoro essa série. Não entendo 90% do que se passa. São homens suados e estranhos, correndo para lá e para cá durante uma hora (em momento NENHUM eles recarregam o celular... sei que cada episódio retrata só uma hora da vida do cara, a Cris Carriconde teve a delicadeza de me explicar isso, porque eu, palavra de honra, não tinha entendido, mas se você ficar com o celular ligado o dia TODO a bateria acaba antes do dia). Eles estão envolvidos em operações de nomes esquisitos como "Cavalo Alado", "Monte Flamenjante", "Jupira Escarlate", "Urso Depilado", sei lá. Repito não entendo nada, não sei do eles estão falando, a tela está quase sempre dividida e tela divida é a morte pruma pessoa lenta como eu, não atino nada daquilo, mas a hora, a minha e a do Jack Bauer, passa num suspiro. E as minhas horas tem levado tempo demais pra passar nesses dias.
*
A tranquilidade das pessoas me encanta. E não, eu não estou sendo irônica. O cara te dá uma facada certeira e pouquíssimo tempo depois, te encontra, te abraça, liga pra saber como vc está, manda beijos, bate os papos mais casuais, sem mencionar absolutamente nada do que se passou. Cicatriz? Qual? Mas então, discutindo cintura império com a camarada Renata, pensando com ela o quanto mudam nosso olhar, nossos padrões, como mudamos todos, sou capaz até mesmo de sorrir. Dar as costas jamais, não fico sozinha na mesma sala com criatura tão hábil no uso de armas brancas nunca mais na vida, mas sorrir? Tudo bem. Tou craque em sorrir.
*
Voltando ao Jack Bauer, incrível como a aventura o persegue. Amo. Ele ia só fzer a mala e voltar para Los Angeles, praa brincar de vovozinho com a neta e levar uma vidinha de segurança de xópim e, pimba, os mais perigosos assassinos/ saqueadores/ facínoras/ legendários pokemons/ agentes federais/ informantes/ esquilos sem grilo/ colunistas sociais/ terroristas/ bucaneiros/ psicopatas/ Ultrasevens/ serial killers/ aqualoucos/ atiradores/ milicos/ intestinos preguiçosos/ carimbadores malucos/ estrategistas governamentais/ Harrys Potters/ punguistas/ lanceiros (oi Paulo Vanzolini)/ cientistas malucos/ super mouses/ harpics max/ tocadores de oboé/ farmaceuticos foras-da-lei/ piratas da perna de pau/ Robertis Gorens/ bookmakers / teletubies desabam sobre a vida dele e começa mór correria. Adouro.
Peraí, o Jack andou brigando com O Harry Potter? Putz! Tá mesmo na hora de acabar '24 horas'. Antes que a audiência caia a zero.
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domingo, outubro 04, 2009
Dia do Tradutor
O bom de ser multitarefa é que a gente acaba com mais de um dia pra comemorar. Como quarta-feira passada era dia de São Jerônimo, padroeiro dos tradutores, foi Dia do Tradutor e eu nem sabia. Eu sou tradutora? Se sou, foi dia meu também. Não lembram de me dar parabéns nem no meu aniversário. Aliás, poucas foram as pessoas que me desejaram 'Feliz Natal' no último Natal, nem mesmo todas a quem eu mandei cartão me devolveram a gentileza. A cada resposta, fui descobrindo qual minha verdadeira família. Eu fui entendendo, portanto, o que significa 'amar ao próximo como a si mesmo'. Não é 'primeiro eu', como dizer alguns idiotas. Não! É ter um mínimo de amor-próprio pra poder amar todo o resto, é dar um pouquinho de valor a si, sabe?
Soube hoje do Dia do Tradutor por causa da Fal. Então vamos lá. Comecei a traduzir pra valer ano passado e não parei mais. Nunca ganhei um centavo e me divirto horrores com isso porque o faço pra partilhar legendas e fanfictions de CSI. Estou, inclusive, retomando a melhor fanfic GSR de todos os tempos, temporariamente suspensa porque retomei minha atividade médica (pra pagar as contas) e veio mudança de emprego, H1N1, sem falar que Grissom se mandou pra Sorbonne e isso ativou o meu lado escritora (tem Dia do Escritor?) e o lado ruim de ser multitarefa é que eu só tenho dois hemisférios cerebrais, duas mãos e minha casa continua sem o tal botão auto-clean. Quanto às legendas, não fiz por muito tempo porque o grupo não entendeu que a intenção é aprender uma língua a sério e estudar ciência. As fics estão aí e me fazem ter contato com pessoas maravilhosas.
(Olha aqui um texto sobre São Mesrob, do Paulo Coelho, que eu encontrei no meio de uma tradução pra essas legendas. São Mesrob é outro santo padroeiro dos tradutores)
Isso me ajudou recentemente no meu trabalho médico, numa aula importantíssima sobre Tuberculose e Hanseníase, onde tive que entrar em contato com o CDC, o American Leprosy, o ILEP, a OMS, em inglês e francês. Com o Ministério da Saúde também, mas foi o único órgão que não respondeu e a mensagem foi em português. Donde concluo que, apesar de tradutora de dicionário e boa vontade, eu estou no caminho certo e o dia 30 de setembro passa a partir deste ano a acompanhar o dia 18 de outubro nas comemorações aqui em casa. Vou ali assistir o segundo episódio da décima temporada da melhor série do mundo. Com legenda em inglês, claro. E sem dicionário!
Soube hoje do Dia do Tradutor por causa da Fal. Então vamos lá. Comecei a traduzir pra valer ano passado e não parei mais. Nunca ganhei um centavo e me divirto horrores com isso porque o faço pra partilhar legendas e fanfictions de CSI. Estou, inclusive, retomando a melhor fanfic GSR de todos os tempos, temporariamente suspensa porque retomei minha atividade médica (pra pagar as contas) e veio mudança de emprego, H1N1, sem falar que Grissom se mandou pra Sorbonne e isso ativou o meu lado escritora (tem Dia do Escritor?) e o lado ruim de ser multitarefa é que eu só tenho dois hemisférios cerebrais, duas mãos e minha casa continua sem o tal botão auto-clean. Quanto às legendas, não fiz por muito tempo porque o grupo não entendeu que a intenção é aprender uma língua a sério e estudar ciência. As fics estão aí e me fazem ter contato com pessoas maravilhosas.
(Olha aqui um texto sobre São Mesrob, do Paulo Coelho, que eu encontrei no meio de uma tradução pra essas legendas. São Mesrob é outro santo padroeiro dos tradutores)
Isso me ajudou recentemente no meu trabalho médico, numa aula importantíssima sobre Tuberculose e Hanseníase, onde tive que entrar em contato com o CDC, o American Leprosy, o ILEP, a OMS, em inglês e francês. Com o Ministério da Saúde também, mas foi o único órgão que não respondeu e a mensagem foi em português. Donde concluo que, apesar de tradutora de dicionário e boa vontade, eu estou no caminho certo e o dia 30 de setembro passa a partir deste ano a acompanhar o dia 18 de outubro nas comemorações aqui em casa. Vou ali assistir o segundo episódio da décima temporada da melhor série do mundo. Com legenda em inglês, claro. E sem dicionário!
quarta-feira, setembro 30, 2009
Eu andava com saudade da Fal
Citando:
Se a pessoua rompe com você e depois se dedica à nobre arte de espalhar aos quatro ventos (e faz meses) que você não faz falta, sinto informar, ela não rompeu com você. Aliás, vocês nunca foram tão próximos. :o))
Eu sei que já disse, mas não custa repetir: quando eu crescer, quero ser como a Fal.
Se a pessoua rompe com você e depois se dedica à nobre arte de espalhar aos quatro ventos (e faz meses) que você não faz falta, sinto informar, ela não rompeu com você. Aliás, vocês nunca foram tão próximos. :o))
Eu sei que já disse, mas não custa repetir: quando eu crescer, quero ser como a Fal.
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domingo, setembro 13, 2009
A arte de ter tempo
As pessoas vivem sem tempo. Eu costumava dizer que o dia deveria ter trinta horas, como o Unibanco (eles dizem que estão 24 horas com o cliente, além das seis horas em que a agência fica aberta). Hoje em dia eu sei que o dia tem horas suficientes, assim como muita gente ganha o bastante pra viver. Não todo mundo, mas muita gente não sabe é administrar o tempo ou o dinheiro que tem. Eu tenho essa amiga. Ela é tão ocupada que quando eu vou a Recife pra consulta médica, marco um almoço com ela entre os dois turnos de trabalho dela. Como a consulta é marcada com dois meses ou mais de antecedência, o almoço é igualmente marcado na minha agenda com a mesma antecedência.
Sabe quantas vezes Vicky faltou comigo? Nenhuma. Houve uma época em minha vida em que eu, com posto de saúde, plantão, família, companheiro, cachorro e casa pra cuidar era menos ocupada que Vicky, com um monte de turmas de alunos, aulas particulares, curso de pós-graduação e vida pessoal. Acho até que ela ganhava mais que eu, ela professora de inglês, eu médica. Nunca perguntei. As horas que passamos juntas são muito valiosas pra gente perder tempo falando de quanto ganha. Vicky sempre tem tempo pra mim, seja pra tomar um café demorado ('mas agora eu tenho que ir'), seja pra um almoço de três horas, seja pra ver o penúltimo filme do Harry Potter. Fernanda é outra, ocupada e com tempo. A mãe dela também. Fal, nem se fala. Minha amada e distante Geórgia também. Eu marco meu encontro com Geórgia com um ano ou dois de antecedência, acredita? Mas quando essas pessoas estão comigo, seja pessoalmente, seja pela internet, estão comigo.
Gente ocupada tem tempo porque sabe se organizar. Isso também vale pra dinheiro. Hoje eu ganho bem menos e vivo melhor, em todos os aspectos da minha vida. Todos. Porque aprendi a viver com vagar pra não viver com remorso. Já disse isso aqui? Da vida eu quero levar tudo, menos remorso. Pronto, agora tá dito. Vicky me mandou um texto esse mês, via email. Ela não costuma me mandar textos assim, mas eu indiquei 'De ressaca', do Luís Fernando Veríssimo e ela me devolveu com esse, que aliás, é a cara dela. Se é do LFV (eu fiquei, 'o que é LFV?', quando vi o título do email), não sei, mas alguém havia me enviado isso antes do bug do HD e eu fiquei muito satisfeita em ter novamente. Deve ser dele, porque ele adora comer, adora bater papo com os amigos e o estilo é bem a cara dele (Por vias das dúvidas, se não é, perdoe o autor, e me avise pra eu dar os devidos créditos).
Por isso, eu estou me arrancando do meu interiorzinho pra ir dar um abraço em Vicky antes que ela fique tão ocupada em Londres como Geórgia em Southhampton e eu não possa vê-la novamente. As chances de me ter dentro de um avião pra qualquer lugar são pequenas. Eu viajo em espírito e Vicky sabe o quanto eu ando viajando nos últimos dois meses. Na pior época da minha vida, Vicky teve tempo pra mim (dessa vez, Geórgia não saiu de onde estava e me levou com ela, como fez antes, mas afinal, a Inglaterra não é pertinho como o Rio Grande do Norte, né? Da outra vez, Doda também tinha os compromissos dela, mas me levou pra casa dela pra me fazer companhia. Coisa de irmã de alma). E aí, professora, jantar?

'The British are coming', de Jack Vettriano.
Exigências da vida moderna - Veríssimo
Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso??)
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
Luís Fernando Veríssimo
Sabe quantas vezes Vicky faltou comigo? Nenhuma. Houve uma época em minha vida em que eu, com posto de saúde, plantão, família, companheiro, cachorro e casa pra cuidar era menos ocupada que Vicky, com um monte de turmas de alunos, aulas particulares, curso de pós-graduação e vida pessoal. Acho até que ela ganhava mais que eu, ela professora de inglês, eu médica. Nunca perguntei. As horas que passamos juntas são muito valiosas pra gente perder tempo falando de quanto ganha. Vicky sempre tem tempo pra mim, seja pra tomar um café demorado ('mas agora eu tenho que ir'), seja pra um almoço de três horas, seja pra ver o penúltimo filme do Harry Potter. Fernanda é outra, ocupada e com tempo. A mãe dela também. Fal, nem se fala. Minha amada e distante Geórgia também. Eu marco meu encontro com Geórgia com um ano ou dois de antecedência, acredita? Mas quando essas pessoas estão comigo, seja pessoalmente, seja pela internet, estão comigo.
Gente ocupada tem tempo porque sabe se organizar. Isso também vale pra dinheiro. Hoje eu ganho bem menos e vivo melhor, em todos os aspectos da minha vida. Todos. Porque aprendi a viver com vagar pra não viver com remorso. Já disse isso aqui? Da vida eu quero levar tudo, menos remorso. Pronto, agora tá dito. Vicky me mandou um texto esse mês, via email. Ela não costuma me mandar textos assim, mas eu indiquei 'De ressaca', do Luís Fernando Veríssimo e ela me devolveu com esse, que aliás, é a cara dela. Se é do LFV (eu fiquei, 'o que é LFV?', quando vi o título do email), não sei, mas alguém havia me enviado isso antes do bug do HD e eu fiquei muito satisfeita em ter novamente. Deve ser dele, porque ele adora comer, adora bater papo com os amigos e o estilo é bem a cara dele (Por vias das dúvidas, se não é, perdoe o autor, e me avise pra eu dar os devidos créditos).
Por isso, eu estou me arrancando do meu interiorzinho pra ir dar um abraço em Vicky antes que ela fique tão ocupada em Londres como Geórgia em Southhampton e eu não possa vê-la novamente. As chances de me ter dentro de um avião pra qualquer lugar são pequenas. Eu viajo em espírito e Vicky sabe o quanto eu ando viajando nos últimos dois meses. Na pior época da minha vida, Vicky teve tempo pra mim (dessa vez, Geórgia não saiu de onde estava e me levou com ela, como fez antes, mas afinal, a Inglaterra não é pertinho como o Rio Grande do Norte, né? Da outra vez, Doda também tinha os compromissos dela, mas me levou pra casa dela pra me fazer companhia. Coisa de irmã de alma). E aí, professora, jantar?

'The British are coming', de Jack Vettriano.
Exigências da vida moderna - Veríssimo
Exigências da vida moderna (quem agüenta tudo isso??)
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C.
Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água.
E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão).
Cada dia uma Aspirina, previne infarto.
Uma taça de vinho tinto também.
Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso.
Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra.
Muita, muitíssima fibra.
Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente.
E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada.
Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer.
Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito.
As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina.
Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução.
Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação.
Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais.
Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal...
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
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quinta-feira, setembro 03, 2009
Aniversário
Ontem foi aniversário da minha escola e do JN. Conheci o Jornal Nacional por causa de minha professora Ivani, de Geografia, na Escola Doméstica de Natal. O JN completou 40 anos ontem e eu o acompanho desde muito antes que William Bonner e Fátima Bernardes se tornassem regulares por lá. A ED tem 95 anos. Devo muito a ambos. Aliás, sempre disse e continuo dizendo: tenho mais lembranças de minha escola que da minha casa. Nada contra minha infância, mas conheço pelo menos outra pessoa que fala assim do colégio onde estudou: Fal Azevedo. Acho que é uma referência e tanto. E de mais a mais, eu terminei o segundo grau com uma profissão, não foi?
Presentinho pra duas instituições pra lá de significativas:

Girassol. Variedade 'Ring of Fire'.
Presentinho pra duas instituições pra lá de significativas:

Girassol. Variedade 'Ring of Fire'.
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William Bonner
Nós, sonhadores incompreendidos
As pessoas gostam do óbvio. Raramente entendem o que está subentendido. Não procuram sequer se conhecer, que dirá conhecer o que está por trás de tudo. Portanto, quando alguém decide 'abandonar' uma carreira aparentemente bem sucedida, um emprego que vai muito bem, pra seguir o que parece uma loucura sem sentido, esse alguém é criticado pelos outros, seja abertamente, seja pelas costas. Isso vem acontecendo com certa frequência com muitas pessoas significativas em minha vida, incluindo eu mesma. Pessoas que quero bem, que me conhecem, que não me conhecem. Amigos, amigas e pelo menos um alguém que ignora minha exístência.
Quando William Petersen disse que estava saindo de CSI, muita gente entendeu que ele estava querendo descansar. Ele disse que não! Que sentia falta do teatro e realmente, saiu do set e começou a ensaiar pra 'Blackbird' (aliás, thanks, Danie. The play is great!), peça que ganhou prêmio em 2007 de melhor do ano. Começou a ser criticado antes de abrir a cortina na pré-estréia porque o personagem é polêmico. WP ainda fez o favor de comentar que a peça é sobre uma história de amor (bom, um amor um tantinho doentio, mas ele é sarcástico, não entenderam isso). Já estavam sem entender como alguém larga mão de ganhar 600.000 dólares por episódio pra ganhar uma ninharia e desiste de uma audiência de milhões pra menos de mil assentos por noite. Bem, olha aí: 'WP indicado ao Jefferson Award por Blackbird'. Se você não está com paciência, eu resumo. Esse prêmio é o mais importante de teatro na região do Meio-Oeste Americano e WP já ganhou uma vez e foi indicado outra, em 40 anos de palco. Foi indicado novamente, na primeira produção que levou aos palcos depois de sair de CSI como ator regular.
É pra realizar um sonho que Vicky está indo pra Westminster. Isso vale pra Geórgia, Kátia, Grissom's Girl, Fal, Fernanda, eu mesma... Embora sem garantias, nós queremos realizar algum sonho. Se formos bem-sucedidos, se vamos ter um reconhecimento com um Jeff Award, não importa. Alex Furtado, o guru de Vicky, deu um conselho pra aprendiz que vale pra qualquer um que tem certeza que está no caminho certo pra ser feliz sem destruir os outros no processo: 'Você está realizando seu sonho. Não espere que as pessoas entendam'.
E você, anônimo leitor? Quer um Jefferson Award também?
Quando William Petersen disse que estava saindo de CSI, muita gente entendeu que ele estava querendo descansar. Ele disse que não! Que sentia falta do teatro e realmente, saiu do set e começou a ensaiar pra 'Blackbird' (aliás, thanks, Danie. The play is great!), peça que ganhou prêmio em 2007 de melhor do ano. Começou a ser criticado antes de abrir a cortina na pré-estréia porque o personagem é polêmico. WP ainda fez o favor de comentar que a peça é sobre uma história de amor (bom, um amor um tantinho doentio, mas ele é sarcástico, não entenderam isso). Já estavam sem entender como alguém larga mão de ganhar 600.000 dólares por episódio pra ganhar uma ninharia e desiste de uma audiência de milhões pra menos de mil assentos por noite. Bem, olha aí: 'WP indicado ao Jefferson Award por Blackbird'. Se você não está com paciência, eu resumo. Esse prêmio é o mais importante de teatro na região do Meio-Oeste Americano e WP já ganhou uma vez e foi indicado outra, em 40 anos de palco. Foi indicado novamente, na primeira produção que levou aos palcos depois de sair de CSI como ator regular.
É pra realizar um sonho que Vicky está indo pra Westminster. Isso vale pra Geórgia, Kátia, Grissom's Girl, Fal, Fernanda, eu mesma... Embora sem garantias, nós queremos realizar algum sonho. Se formos bem-sucedidos, se vamos ter um reconhecimento com um Jeff Award, não importa. Alex Furtado, o guru de Vicky, deu um conselho pra aprendiz que vale pra qualquer um que tem certeza que está no caminho certo pra ser feliz sem destruir os outros no processo: 'Você está realizando seu sonho. Não espere que as pessoas entendam'.
E você, anônimo leitor? Quer um Jefferson Award também?
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terça-feira, junho 30, 2009
'I will be chasing a starlight until the end of my life'
Eu não sei onde eu estava com a cabeça quando não percebi 'Starlight' quando ouvi 'Black Holes ans Revelations' do Muse. Teclando com Vicky, ela contou que quando Mathew Belami (é assim que se escreve, Vi?) começar a tocar 'Starlight' no show, ela não responde por si. Assino embaixo!
Far away/ This ship has taken me far away/ Far away from the memories/ Of the people who care if I live or die
THE Starlight/ I will be chasing a starlight/ Until the end of my life/ I don't know if it's worth it anymore
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms
My life/ You electrify my life/ Let's conspire to ignite/ All the souls that would die just to feel alive
I'll never let you go/ If you promise not to fade away/ Never fade away
Our hopes and expectations/ Black holes and revelations/ Our hopes and expectations/ Black holes and revelations
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms
Far away/ This ship has taken me far away/ Far away from the memories/ Of the people who care if I live or die
I'll never let you go/ If you promise not to fade away/ Never fade away
Our hopes and expectations/ Black holes and revelations/ Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms/ I just wanted to hold
A propósito, passei a gostar do CD inteiro. Como gosto pode mudar de um mês pra outro! Eu respeitei quando soube que a série 'Crepúsculo' foi escrita ao som de Muse, mas só gostava de 'Unintended' naquela época porque é A canção GSR perfeita. Depois 'Invicible' entrou na lista (também por causa de Grissom e Sara), Vicky falou de 'Butterflies e Hurricanes' e eis mais uma fã do Muse. Vejamos se eu fico rica como Meyer escrevendo ao som deles.
***
Na verdade, anônimo leitor, eu não estou me importando muito se terei um público fiel. Veja que eu não tenho contador de acessos aqui. Sei que quase ninguém comenta, mas muita gente poderia acessar, certo? Não quero saber. Não escrevo nem faço mais nada esperando a opinião alheia favorável à minha pessoa. Muito Fal, eu sei.
Falar em Fal é lembrar de Suzi, que citou Picasso muito propriamente um dia desses: "Nunca fiz nada pra agradar ao público, não vou começar depois de velho". Coisa de artista? talvez, mas eu lembro que Fal é uma escritora bem sucedida, Suzi é uma designer fantástica de bijoux e nem vou dizer quem era Picasso (embora não seja meu estilo de pintura)
'I will be chasing a starlight/ Until the end of my life...'
Far away/ This ship has taken me far away/ Far away from the memories/ Of the people who care if I live or die
THE Starlight/ I will be chasing a starlight/ Until the end of my life/ I don't know if it's worth it anymore
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms
My life/ You electrify my life/ Let's conspire to ignite/ All the souls that would die just to feel alive
I'll never let you go/ If you promise not to fade away/ Never fade away
Our hopes and expectations/ Black holes and revelations/ Our hopes and expectations/ Black holes and revelations
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms
Far away/ This ship has taken me far away/ Far away from the memories/ Of the people who care if I live or die
I'll never let you go/ If you promise not to fade away/ Never fade away
Our hopes and expectations/ Black holes and revelations/ Our hopes and expectations
Black holes and revelations
Hold you in my arms/ I just wanted to hold you in my arms/ I just wanted to hold
A propósito, passei a gostar do CD inteiro. Como gosto pode mudar de um mês pra outro! Eu respeitei quando soube que a série 'Crepúsculo' foi escrita ao som de Muse, mas só gostava de 'Unintended' naquela época porque é A canção GSR perfeita. Depois 'Invicible' entrou na lista (também por causa de Grissom e Sara), Vicky falou de 'Butterflies e Hurricanes' e eis mais uma fã do Muse. Vejamos se eu fico rica como Meyer escrevendo ao som deles.
***
Na verdade, anônimo leitor, eu não estou me importando muito se terei um público fiel. Veja que eu não tenho contador de acessos aqui. Sei que quase ninguém comenta, mas muita gente poderia acessar, certo? Não quero saber. Não escrevo nem faço mais nada esperando a opinião alheia favorável à minha pessoa. Muito Fal, eu sei.
Falar em Fal é lembrar de Suzi, que citou Picasso muito propriamente um dia desses: "Nunca fiz nada pra agradar ao público, não vou começar depois de velho". Coisa de artista? talvez, mas eu lembro que Fal é uma escritora bem sucedida, Suzi é uma designer fantástica de bijoux e nem vou dizer quem era Picasso (embora não seja meu estilo de pintura)
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sexta-feira, junho 05, 2009
Saudades
“Em última análise, parece-me que deviamos ler apenas livros que nos mordam e firam. Se o livro que estamos a ler não nos desperta violentamente como uma pancada na cabeça para que nós havemos de nos dar o trabalho de o ler? Um livro tem que ser como a picareta para o mar gelado dentro de nós. É isto que penso.”
(Franz Kafka em Carta a Pollak)
***
Fal citou este comentário e eu assino embaixo! Meu querido e muito amado 'O Leitor' não durou duas semanas em minha mão. Foi o segundo livro que eu perdi na vida e estou louca de saudades dele. Gostei tanto que não tive temo de arranjar lugar na estante para ele: morou em minha bolsa até o dia de nossa separação.
Preciso desesperadamente de outro (e já ia comprar um pra quem me indicou o filme), porque é um livro que morde e fere, e certamente me despertou violentamente. De lembrança, ficou o marcador de Suzi, que espera paciente minha próxima ida ao Recife para se aninhar nas páginas do irmão gêmeo do livro amado.
Espero que esteja alegrando a vida de quem o encontrou ou que tenham entregue em alguma biblioteca. Aquele livro merece.
***
Aliás, adorei esse outro blog da Fal.
(Onde essa mulher arranja tempo, Deus? onde ela compra tempo aceitam aquele cartão de crédito que eu só uso em situações especiais?)
Citando a mesma (o grifo é meu):
'Acho sim, que a gente paga um preço alto demais (hahaha, olha eu me botando na sua turma, como se à sua altura estivesse), acho mesmo, mas a consciência, Lyrão e eu chegamos a esta conclusão, é um caminho sem volta. Talvez seja arrogância falar isso. Tudo bem, é arrogância. Mas quer saber? Dane-se. Eu não vou nunca mais pedir desculpa pelas minhas qualidades, só pelos meus defeitos (o que, convenhamos, ocupa boa parte das minhas escassas horas de vida). E sugiro aos chatinhos de plantão que, em vez de se cutucarem no msn pra dizer “Ih, lá vem a Fal de novo”, pura e simplesmente parem todos, por favor, todos, de falar comigo e de, principalmente, ouvir o que eu tenho a dizer'.
Sem mais.
(Franz Kafka em Carta a Pollak)
***
Fal citou este comentário e eu assino embaixo! Meu querido e muito amado 'O Leitor' não durou duas semanas em minha mão. Foi o segundo livro que eu perdi na vida e estou louca de saudades dele. Gostei tanto que não tive temo de arranjar lugar na estante para ele: morou em minha bolsa até o dia de nossa separação.
Preciso desesperadamente de outro (e já ia comprar um pra quem me indicou o filme), porque é um livro que morde e fere, e certamente me despertou violentamente. De lembrança, ficou o marcador de Suzi, que espera paciente minha próxima ida ao Recife para se aninhar nas páginas do irmão gêmeo do livro amado.
Espero que esteja alegrando a vida de quem o encontrou ou que tenham entregue em alguma biblioteca. Aquele livro merece.
***
Aliás, adorei esse outro blog da Fal.
(Onde essa mulher arranja tempo, Deus? onde ela compra tempo aceitam aquele cartão de crédito que eu só uso em situações especiais?)
Citando a mesma (o grifo é meu):
'Acho sim, que a gente paga um preço alto demais (hahaha, olha eu me botando na sua turma, como se à sua altura estivesse), acho mesmo, mas a consciência, Lyrão e eu chegamos a esta conclusão, é um caminho sem volta. Talvez seja arrogância falar isso. Tudo bem, é arrogância. Mas quer saber? Dane-se. Eu não vou nunca mais pedir desculpa pelas minhas qualidades, só pelos meus defeitos (o que, convenhamos, ocupa boa parte das minhas escassas horas de vida). E sugiro aos chatinhos de plantão que, em vez de se cutucarem no msn pra dizer “Ih, lá vem a Fal de novo”, pura e simplesmente parem todos, por favor, todos, de falar comigo e de, principalmente, ouvir o que eu tenho a dizer'.
Sem mais.
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sexta-feira, maio 29, 2009
E-mail de Vicky (encaminhado para Fal)
Fal, Viviane (do 'Alta Fidelidade') mandou esse e-mail há alguns meses. Se você ainda não conhece, divirta-se. Eu destaquei (e comentei) as que se aplicam ao meu estado de espírito, trabalhando sempre contra o relógio e sendo cobrada por tudo e todos. Aliás, acabo de entender a fama da série: todos querem perder as estribeiras e não podem, por isso adoram o Jack.
Odessa
ENTRE NA CABEÇA DE JACK BAUER
DOIS ROTEIRISTAS DO SERIADO 24 HORAS REVELAM COMO FUNCIONA A MENTE DO AGENTE SECRETO MAIS CASCA-GROSSA DA TV
POR NICOLE RANADIVE E MATT MICHNOVETZ
:: Eu sou Jack Bauer, combato o terrorismo, vivo em Los Angeles.
:: Foda-se a diplomacia.
:: Ações falam mais alto que palavras. Gritos também são eficientes.
:: Se você atira no joelho da mulher de um cara, e mesmo assim ele não fala, ele é mau.
:: A vingança é o mais cruel dos truques. Vi isso acontecer aos outros, já fui vítima disso e até eu mesmo já fiz isso. Mas não muda nada, e não traz nenhum conforto.
:: A única coisa mais difícil do que correr para impedir um louco de soltar um vírus mortal que matará milhares de pessoas é fazer isso e, ao mesmo tempo, tentar injetar heroína no próprio braço.
:: Fui espancado, seqüestrado, envenenado por gás e levei tiros, mas a coisa mais aterradora que me aconteceu foi encarar minha filha depois de fazê-la acreditar que eu estava morto.
:: Eu como muitas bananas. Elas são uma ótima fonte de vitamina B e potássio. Também são fáceis de transportar.
:: Amor é um privilégio.
:: Se você tiver que confiar em alguém, que seja num gênio da computação esquisito.
:: Quando eu digo "merda", uma coisa ruim aconteceu, está prestes a acontecer, ou então vou tomar uma atitude drástica.
:: Qualquer homem pode errar. O que ele faz para consertar esse erro é que mostra seu caráter.
:: É melhor saber quem você é antes de se disfarçar. Se você não souber, pode se perder facilmente.
:: Tenha sempre pelo menos uma bateria de celular extra totalmente carregada.
:: Quantas vezes achei que o tempo tinha acabado, mas havia mais.
:: Quando interrogo um suspeito, sempre acho muito útil fazer as perguntas aos berros e repeti-las várias vezes.
:: Lembrem-se, terroristas usam o telefone tanto quanto nós.
:: No caso de precisar aterrissar numa rodovia, sempre aperte o cinto de segurança, coloque a poltrona na posição vertical e mantenha sua mesa fechada e travada.
:: Hoje em dia, tudo são chaves de carros e pen drives.
:: Se o presidente dos Estados Unidos mandar você atirar na cabeça de seu chefe a sangue-frio e à queimaroupa, respire fundo, peça perdão a Deus e o faça.
:: Sem consciência, um homem torna-se seu pior inimigo.
:: Às vezes, é necessário criar um estratagema crível, mesmo correndo o risco de os outros pensarem que você é um babaca.
:: Às vezes, um celular pode ser usado para ativar um detonador secundário no colete de um terrorista, independentemente de quantos minutos sobram no seu plano.
:: Terroristas mortos servem muito bem como escudos humanos. Terroristas vivos também.
:: Burocratas querem resultados, mas jamais querem sujar as mãos. (a maior verdade da lista e a mais compatível com nossa realidade)
:: A segurança das pessoas que eu amo vale qualquer sacrifício. Até o da confiança delas.
:: Algumas pessoas não merecem morrer, mas isso não é problema meu.
:: Sérvios têm palavras diferentes para tudo.
:: Se você não tiver uma arma Taser, os fios de uma lâmpada produzem a corrente necessária para dar um choque no seu alvo, forte o suficiente para ele abrir o bico sem ficar com danos permanentes.
:: Às vezes, você tem de fazer o errado pelas razões certas.
:: Você não pode salvar todo mundo. (meu preferido!)
:: Se você me vir correndo na rua, provavelmente é uma boa idéia se esconder.
:: Não irrite os chineses.
Odessa
ENTRE NA CABEÇA DE JACK BAUER
DOIS ROTEIRISTAS DO SERIADO 24 HORAS REVELAM COMO FUNCIONA A MENTE DO AGENTE SECRETO MAIS CASCA-GROSSA DA TV
POR NICOLE RANADIVE E MATT MICHNOVETZ
:: Eu sou Jack Bauer, combato o terrorismo, vivo em Los Angeles.
:: Foda-se a diplomacia.
:: Ações falam mais alto que palavras. Gritos também são eficientes.
:: Se você atira no joelho da mulher de um cara, e mesmo assim ele não fala, ele é mau.
:: A vingança é o mais cruel dos truques. Vi isso acontecer aos outros, já fui vítima disso e até eu mesmo já fiz isso. Mas não muda nada, e não traz nenhum conforto.
:: A única coisa mais difícil do que correr para impedir um louco de soltar um vírus mortal que matará milhares de pessoas é fazer isso e, ao mesmo tempo, tentar injetar heroína no próprio braço.
:: Fui espancado, seqüestrado, envenenado por gás e levei tiros, mas a coisa mais aterradora que me aconteceu foi encarar minha filha depois de fazê-la acreditar que eu estava morto.
:: Eu como muitas bananas. Elas são uma ótima fonte de vitamina B e potássio. Também são fáceis de transportar.
:: Amor é um privilégio.
:: Se você tiver que confiar em alguém, que seja num gênio da computação esquisito.
:: Quando eu digo "merda", uma coisa ruim aconteceu, está prestes a acontecer, ou então vou tomar uma atitude drástica.
:: Qualquer homem pode errar. O que ele faz para consertar esse erro é que mostra seu caráter.
:: É melhor saber quem você é antes de se disfarçar. Se você não souber, pode se perder facilmente.
:: Tenha sempre pelo menos uma bateria de celular extra totalmente carregada.
:: Quantas vezes achei que o tempo tinha acabado, mas havia mais.
:: Quando interrogo um suspeito, sempre acho muito útil fazer as perguntas aos berros e repeti-las várias vezes.
:: Lembrem-se, terroristas usam o telefone tanto quanto nós.
:: No caso de precisar aterrissar numa rodovia, sempre aperte o cinto de segurança, coloque a poltrona na posição vertical e mantenha sua mesa fechada e travada.
:: Hoje em dia, tudo são chaves de carros e pen drives.
:: Se o presidente dos Estados Unidos mandar você atirar na cabeça de seu chefe a sangue-frio e à queimaroupa, respire fundo, peça perdão a Deus e o faça.
:: Sem consciência, um homem torna-se seu pior inimigo.
:: Às vezes, é necessário criar um estratagema crível, mesmo correndo o risco de os outros pensarem que você é um babaca.
:: Às vezes, um celular pode ser usado para ativar um detonador secundário no colete de um terrorista, independentemente de quantos minutos sobram no seu plano.
:: Terroristas mortos servem muito bem como escudos humanos. Terroristas vivos também.
:: Burocratas querem resultados, mas jamais querem sujar as mãos. (a maior verdade da lista e a mais compatível com nossa realidade)
:: A segurança das pessoas que eu amo vale qualquer sacrifício. Até o da confiança delas.
:: Algumas pessoas não merecem morrer, mas isso não é problema meu.
:: Sérvios têm palavras diferentes para tudo.
:: Se você não tiver uma arma Taser, os fios de uma lâmpada produzem a corrente necessária para dar um choque no seu alvo, forte o suficiente para ele abrir o bico sem ficar com danos permanentes.
:: Às vezes, você tem de fazer o errado pelas razões certas.
:: Você não pode salvar todo mundo. (meu preferido!)
:: Se você me vir correndo na rua, provavelmente é uma boa idéia se esconder.
:: Não irrite os chineses.
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segunda-feira, maio 25, 2009
Lembrei de ligar a TV!
Eu passo meses sem assistir o JN e logo a primeira notícia que William Bonner me dá a notícia de exercício ilegal da Medicina. O melhor das notícias com ele e Fátima é o modo como ele comenta os fatos, como se estivesse batendo papo com ela em casa, junto os trigêmeos. Ahá, você pensou que eu achava esse William mais uma carinha bonita? Ledo engano. Eu gosto do trabalho dele desde antes dele começar a namorar com Fátima. Isso faz tempo!
(Falando em Bonner, o que é que Fátima fez com esse homem, mô Deus? Está cada dia melhor! Eu nem vou me perguntar o que ele faz com ela. Quando eu crescer, quero metade daquela classe e conduta profissional.)
Quando adolescente, eu assistia três telejornais. Sabia de tudo sobre todos e quase nada sobre mim. Mantive-me atualizada durante todo o curso de Medicina, estudando e deixando de viver. Quando eu me formei, desliguei. Interessante: eu perdi tudo sobre o '11 de Setembro' e só um mês depois soube que o Pentágono foi atacado. Voltei a acompanhar as notícias e certa noite eu estava aos prantos por causa de reféns láááááá em Jerusalém! Foi quando entendi que precisava ver menos TV (eu só via os jornais e 'Arquivo X' mesmo).
Não me pergunte sobre o mundo no último ano. Vicky comentou em dezembro sobre os dez maiores escândalos de 2008. Eu só sabia de dois. Em compensação, o que eu escrevi e produzi nesse período valeu meu desligamento quase total (tá, eu ainda ligava a TV pra ver CSI). Sou a favor de um meio termo, mas sempre declarei que minha TV serve pra eu ver filmes. Aliás, a TV foi presente porque havia coisas mais importantes pra comprar na hora de montar uma casa inteira. Passei a me informar por agências de notícias e descobri CSI na internet. De vez em quando, eu pergunto pras pessoas, só de brincadeira: 'Ainda é William Bonner quem apresenta o JN?'.
Não era eu quem lembrava de ligar a TV, como você pode perceber, mas quem estava por perto: companheiro, família, o pessoal do plantão. Não sei, nem quero saber qual o nome da novela das seis, nem das sete. Nada contra novelas, mas descobri que minhas histórias são tão mais interessantes, que existem outras maneiras de rir além de 'Casseta e Planeta' e que as trilhas sonoras dos filmes são boas fontes de música. Deixa a Glória Perez se divertir com a cultura indiana (ela gosta de novelas temáticas), eu me divirto (e aprendo) de outros modos. Vou e venho na condução ouvindo sobre o que está acontecendo no lugar onde eu moro e trabalho, e vivo mais em paz.
Mas semana passada falaram da nova série do Dr. Dráuzio no 'Fantástico' (vou ali acessar o site da Globo e saber mais) e ainda há pouco vi que vai passar 'Cruzada' na 'Tela Quente'. Gostaria de ser como Fal, que trabalha com a TV ligada e comenta sobre o que passa. No meu caso, eu preciso me ouvir e só consigo se apenas um falar por vez. Melhor desligar a TV. William e Fátima entendem, tenho certeza.
(Falando em Bonner, o que é que Fátima fez com esse homem, mô Deus? Está cada dia melhor! Eu nem vou me perguntar o que ele faz com ela. Quando eu crescer, quero metade daquela classe e conduta profissional.)
Quando adolescente, eu assistia três telejornais. Sabia de tudo sobre todos e quase nada sobre mim. Mantive-me atualizada durante todo o curso de Medicina, estudando e deixando de viver. Quando eu me formei, desliguei. Interessante: eu perdi tudo sobre o '11 de Setembro' e só um mês depois soube que o Pentágono foi atacado. Voltei a acompanhar as notícias e certa noite eu estava aos prantos por causa de reféns láááááá em Jerusalém! Foi quando entendi que precisava ver menos TV (eu só via os jornais e 'Arquivo X' mesmo).
Não me pergunte sobre o mundo no último ano. Vicky comentou em dezembro sobre os dez maiores escândalos de 2008. Eu só sabia de dois. Em compensação, o que eu escrevi e produzi nesse período valeu meu desligamento quase total (tá, eu ainda ligava a TV pra ver CSI). Sou a favor de um meio termo, mas sempre declarei que minha TV serve pra eu ver filmes. Aliás, a TV foi presente porque havia coisas mais importantes pra comprar na hora de montar uma casa inteira. Passei a me informar por agências de notícias e descobri CSI na internet. De vez em quando, eu pergunto pras pessoas, só de brincadeira: 'Ainda é William Bonner quem apresenta o JN?'.
Não era eu quem lembrava de ligar a TV, como você pode perceber, mas quem estava por perto: companheiro, família, o pessoal do plantão. Não sei, nem quero saber qual o nome da novela das seis, nem das sete. Nada contra novelas, mas descobri que minhas histórias são tão mais interessantes, que existem outras maneiras de rir além de 'Casseta e Planeta' e que as trilhas sonoras dos filmes são boas fontes de música. Deixa a Glória Perez se divertir com a cultura indiana (ela gosta de novelas temáticas), eu me divirto (e aprendo) de outros modos. Vou e venho na condução ouvindo sobre o que está acontecendo no lugar onde eu moro e trabalho, e vivo mais em paz.
Mas semana passada falaram da nova série do Dr. Dráuzio no 'Fantástico' (vou ali acessar o site da Globo e saber mais) e ainda há pouco vi que vai passar 'Cruzada' na 'Tela Quente'. Gostaria de ser como Fal, que trabalha com a TV ligada e comenta sobre o que passa. No meu caso, eu preciso me ouvir e só consigo se apenas um falar por vez. Melhor desligar a TV. William e Fátima entendem, tenho certeza.
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quinta-feira, maio 14, 2009
Da Fal
"Quando uma pessoa de bem não se choca com canalhice, é hora de rever o termo pessoa de bem. Porque canalhice é canalhice, leitorzinho matreiro, não se iluda jamais".
Anônimo, eu já contei sobre essa última semana? Melhor não. Lendo o 'Drops da Fal' percebo que não fui a única ultimamente com dias bons de se esquecer. Eu já disse que amo a Fal?
Tá, eu já disse. E daí? Ela está coberta de razão quando diz que a convivência rotineira com o leitor/fã destrói o mito do ídolo (ela não diz com essas palavras, mas diz). E, como Silvana comentou com ela, raramente a gente 'descobre que o ídolo é como a gente imagina ou ainda melhor' (por isso, Silvana não quer conhecer Meryl Streep ou Clint Eastwood jamais). Concordo! Melhor eu com minhas ilusões que eu completamente sozinha.
(Falando nisso, indico ou não indico a nona temporada de CSI pra Fal? Será que isso entra na classificação de 'convivência rotineira'? É no que dá ter uma família de coração: conflitos virtuais)
***
Ah, presentinho da Suzi, que conheci por causa da Fal, claro.

'Rosas do Jardim de Suzi'
Ela mesma quem plantou. Que mão artística, anônimo leitor, que mão!
Anônimo, eu já contei sobre essa última semana? Melhor não. Lendo o 'Drops da Fal' percebo que não fui a única ultimamente com dias bons de se esquecer. Eu já disse que amo a Fal?
Tá, eu já disse. E daí? Ela está coberta de razão quando diz que a convivência rotineira com o leitor/fã destrói o mito do ídolo (ela não diz com essas palavras, mas diz). E, como Silvana comentou com ela, raramente a gente 'descobre que o ídolo é como a gente imagina ou ainda melhor' (por isso, Silvana não quer conhecer Meryl Streep ou Clint Eastwood jamais). Concordo! Melhor eu com minhas ilusões que eu completamente sozinha.
(Falando nisso, indico ou não indico a nona temporada de CSI pra Fal? Será que isso entra na classificação de 'convivência rotineira'? É no que dá ter uma família de coração: conflitos virtuais)
***
Ah, presentinho da Suzi, que conheci por causa da Fal, claro.
'Rosas do Jardim de Suzi'
Ela mesma quem plantou. Que mão artística, anônimo leitor, que mão!
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sábado, maio 02, 2009
Ser mulher moderna
Se você acha que um diploma universitário vai automaticamente livrá-la da infinita labuta a que estão condenadas as rainhas do lar, sinto decepcioná-la. Fazendo jus ao feriadão por causa do 'Dia do Trabalho', de quinta até hoje eu já tirei todas as cortinas das janelas, coloquei pra lavar (o diploma me permitiu comprar uma máquina de lavar roupa, pelo menos), pra secar e pendurei-as de volta. Lavei todas as florzinhas de mentira que enfeitam a casa (eu não gosto de flores artificiais, mas sempre esqueço de pôr água nas flores de verdade), limpei todos os móveis, varri a casa, matei uma baratona cascuda que ousou entrar em casa (Grissom que me desculpe, mas barata cascuda não merece perdão), debulhei um saco de feijão verde, lavei louça, rearranjei os móveis da sala (obrigada ao curso Técnico de Economia Doméstica, que teve aulas de decoração), pintei a cadeira da escrivaninha que estava descascando (obrigada às aulas de Educação Artística), coloquei roupa pra lavar, recolhi a roupa seca e bolei um jeito de salvar minha saia preta novinha que ficou perdida por causa de um acidentezinho urbano. Ah, lembrei e coloquei água nas plantas, pus o lixo pra fora, coloquei o feijão pra cozinhar junto com os maxixes que ganhei no posto onde trabalho (médico em zona rural ganha presentes hortifrutigranjeiros), fui aos bancos (não, eu não tenho dinheiro suficiente pra duas contas, são as prefeituras que obrigam o contratado a ter conta no banco X ou Y), paguei luz, plano de saúde e fatura do cartão...
(Claro que em meio a isso tudo, eu encontrei Grissom's Girl no MSN com hora marcada, encomendei umas peças da Suzi, continuei a releitura de 'Minúsculos Assasinatos...', da Fal, e 'À Espera de Um Milagre', do Stephen King, escrevi mais algumas cenas, terminei uma de minhas histórias impublicáveis, reencontrei Ivone pessoalmente, que faz um verso no tempo que a gente leva pra verificar a frequência cardíaca, e tive uma enxaqueca por causa da saia)
Quando eu digo 'não' à manicure, que insiste que 'unha de doutora tem que ser comprida e vermelhona', ela não entende. Se eu fizesse como ela quer, o trabalho dela não duraria nem dois dias. Deixa eu ir passar roupa. Ainda tenho que estudar Hanseníase (diagnostiquei um caso essa semana).
E as pessoas ainda me perguntam por que eu não quero filhos! Cadê tempo?
(Claro que em meio a isso tudo, eu encontrei Grissom's Girl no MSN com hora marcada, encomendei umas peças da Suzi, continuei a releitura de 'Minúsculos Assasinatos...', da Fal, e 'À Espera de Um Milagre', do Stephen King, escrevi mais algumas cenas, terminei uma de minhas histórias impublicáveis, reencontrei Ivone pessoalmente, que faz um verso no tempo que a gente leva pra verificar a frequência cardíaca, e tive uma enxaqueca por causa da saia)
Quando eu digo 'não' à manicure, que insiste que 'unha de doutora tem que ser comprida e vermelhona', ela não entende. Se eu fizesse como ela quer, o trabalho dela não duraria nem dois dias. Deixa eu ir passar roupa. Ainda tenho que estudar Hanseníase (diagnostiquei um caso essa semana).
E as pessoas ainda me perguntam por que eu não quero filhos! Cadê tempo?
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quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Do Drops da Fal
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Silvana diz:
Solidão é não ter nenhum nome pra colocar na agenda, naquele ítem: "Em caso de emergência avisar..."
Silvana diz:
Solidão é não ter nenhum nome pra colocar na agenda, naquele ítem: "Em caso de emergência avisar..."
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Conforme prometido
Eu falei tanto das análises cômicas da Fal a respeito das novelas da Glória Perez que é justo fazer propaganda de 'Caminho da Roça'. A novela deve ter umas três semanas (nem adianta se horrorizar, anônimo leitor, eu só liguei a TV essa semana pra ver 'Espanglês' na Globo e porque a Paz Vega, bem, é tudo que eu queria ser em matéria de beleza) e Fal está engatinhando na sátira, mas engatinhando firme.
Segundo ela, falta o Alexandre (marido dela, falecido há algum tempo) para dar os apelidos legais pros personagens, mas o que já temos é bem promissor:
"Pelo que eu entendi da nobela, a India é um lugar lindo e feliz e colorido, onde todo mundo passa o dia todo dançando no meio da rua ao som de Raul Seixas. Eu não vou lá nem amarrada."
"É um chavão atrás do outro, a moçada dos treinamentos inspiracionais deve de tar nadando de braçada. "Abraçar a incerteza", "ser feliz fazendo feliz", "o deus que moram em vc mora nele" (é? e o deus que mora ni mim não paga aluguel, é um perdulário), "onde vc vê problemas eu vejo desafios" (essa é de nanar)."
"Depois que a missão dessa novela é resumir 6 mil anos de história em 50 minutos então todas as personagens passam o tempo todo dando lições umas pras outra, pro mó de instruir a platéia. O que é um porre."
E outras pérolas assim, intercaladas com a descrição hilária da trama.
Como eu disse pra Fal, "nem me dei ao trabalho de assistir à novela propriamente dita, uma vez que é sempre assim no primeiro mês: ela vai explicar a 'cultura' onde se ambienta a história. Em 'Explode Coração', eu aguentei na boa, porque minha bisavó era cigana, mas aí era um caso de família".
Bom, anônimo leitor, vai se acostumando com 'Peri, o Batman', 'Shazam', 'Jupira Maria', 'Indiiiiiira', 'Toni Uepa' e outros tantos, porque como diz a própria Fal, 'é personagem demais. Eu fico zonza.'
Pra se ter uma idéia, 'Toni Uepa é o comerciante mau. Ele é preconceituoso, odeia pobre, enfim, mas a gente deixa, porque ele usa as mudinha mais lindas do mundo. lindas. E toca sininhos. Tamos aí. Ele tem um monte de filhos, Rá-gincana, Amistad, Reive e Xande e é casado com a Indiiiiiiiira.'
Se você acessar o blog dela, começa de baixo pra cima (os posts mais recentes vêm primeiro) e procura os posts da novela. Fal, como eu, não separa os posts por assunto, então tem 'Caminho da Roça', conversas no MSN com os amigos, recados para os leitores, as aventuras dos gatos e cachorro que estão na casa dela e assim vai. Aliás, a Fal não mede palavras. Pensando bem, não mede nada.
"Então que inventamos a roda, o telégrafo, o telefone, o celular, os foguetes, as vacinas, o asfalto, o fax e a prótese peniana e as pessoas ainda aparecem na casa alheia sem avisar antes como faziam há 200 anos atrás. Nada, nada, nada me tira mais do sério do que gente que “dá uma passada”, pqp. E os amigos da minha mãe parecem ter essa tendência bastante acentuada. Daí, ela viaja e eu fico aqui, sendo tirada da cama nos horários mais improváveis. Nossa, como eu odeio isso. Liga antes, caraio, combina".
É por isso que quando tocam a campainha e eu não estou com saco pra atender (ou lá numa de minhas realidades alternativas, escrevendo pra aguentar ESSA realidade aqui), fico lembrando que quem sabe onde eu moro (não é muita gente) tem meu telefone. Se for o carteiro, o cara da companhia de energia elétrica, ele volta quando eu estiver disposta a falar com o mundo (o agente comunitário de saúde aparece aqui a cada seis meses, viu? E nunca me cadastrou no Programa de Saúde da Família. Não é incrível, anônimo leitor? Eu, médica do PSF, não sou cadastrada no programa).
A propósito, metade da cidade deve ter meu telefone (sabe como é médico), se for uma emergência, no mínimo vão berrar do outro lado do muro: 'doutooooooora!'. Interessante é que os pacientes só ligam em caso grave mesmo, o pessoal do hospital também. O que prova que quem toca a campainha da minha casa sem se fazer anunciar ou é o carteiro (com uma improvável encomenda), ou é o cara da luz (que vem dia 12 ou 13 de cada mês), ou é mal-educado mesmo. As Testemunhas de Jeová da igreja ali na esquina já se convenceram que eu não discuto religião, embora aprove todas que não fazem mal pra ninguém.
Segundo ela, falta o Alexandre (marido dela, falecido há algum tempo) para dar os apelidos legais pros personagens, mas o que já temos é bem promissor:
"Pelo que eu entendi da nobela, a India é um lugar lindo e feliz e colorido, onde todo mundo passa o dia todo dançando no meio da rua ao som de Raul Seixas. Eu não vou lá nem amarrada."
"É um chavão atrás do outro, a moçada dos treinamentos inspiracionais deve de tar nadando de braçada. "Abraçar a incerteza", "ser feliz fazendo feliz", "o deus que moram em vc mora nele" (é? e o deus que mora ni mim não paga aluguel, é um perdulário), "onde vc vê problemas eu vejo desafios" (essa é de nanar)."
"Depois que a missão dessa novela é resumir 6 mil anos de história em 50 minutos então todas as personagens passam o tempo todo dando lições umas pras outra, pro mó de instruir a platéia. O que é um porre."
E outras pérolas assim, intercaladas com a descrição hilária da trama.
Como eu disse pra Fal, "nem me dei ao trabalho de assistir à novela propriamente dita, uma vez que é sempre assim no primeiro mês: ela vai explicar a 'cultura' onde se ambienta a história. Em 'Explode Coração', eu aguentei na boa, porque minha bisavó era cigana, mas aí era um caso de família".
Bom, anônimo leitor, vai se acostumando com 'Peri, o Batman', 'Shazam', 'Jupira Maria', 'Indiiiiiira', 'Toni Uepa' e outros tantos, porque como diz a própria Fal, 'é personagem demais. Eu fico zonza.'
Pra se ter uma idéia, 'Toni Uepa é o comerciante mau. Ele é preconceituoso, odeia pobre, enfim, mas a gente deixa, porque ele usa as mudinha mais lindas do mundo. lindas. E toca sininhos. Tamos aí. Ele tem um monte de filhos, Rá-gincana, Amistad, Reive e Xande e é casado com a Indiiiiiiiira.'
Se você acessar o blog dela, começa de baixo pra cima (os posts mais recentes vêm primeiro) e procura os posts da novela. Fal, como eu, não separa os posts por assunto, então tem 'Caminho da Roça', conversas no MSN com os amigos, recados para os leitores, as aventuras dos gatos e cachorro que estão na casa dela e assim vai. Aliás, a Fal não mede palavras. Pensando bem, não mede nada.
"Então que inventamos a roda, o telégrafo, o telefone, o celular, os foguetes, as vacinas, o asfalto, o fax e a prótese peniana e as pessoas ainda aparecem na casa alheia sem avisar antes como faziam há 200 anos atrás. Nada, nada, nada me tira mais do sério do que gente que “dá uma passada”, pqp. E os amigos da minha mãe parecem ter essa tendência bastante acentuada. Daí, ela viaja e eu fico aqui, sendo tirada da cama nos horários mais improváveis. Nossa, como eu odeio isso. Liga antes, caraio, combina".
É por isso que quando tocam a campainha e eu não estou com saco pra atender (ou lá numa de minhas realidades alternativas, escrevendo pra aguentar ESSA realidade aqui), fico lembrando que quem sabe onde eu moro (não é muita gente) tem meu telefone. Se for o carteiro, o cara da companhia de energia elétrica, ele volta quando eu estiver disposta a falar com o mundo (o agente comunitário de saúde aparece aqui a cada seis meses, viu? E nunca me cadastrou no Programa de Saúde da Família. Não é incrível, anônimo leitor? Eu, médica do PSF, não sou cadastrada no programa).
A propósito, metade da cidade deve ter meu telefone (sabe como é médico), se for uma emergência, no mínimo vão berrar do outro lado do muro: 'doutooooooora!'. Interessante é que os pacientes só ligam em caso grave mesmo, o pessoal do hospital também. O que prova que quem toca a campainha da minha casa sem se fazer anunciar ou é o carteiro (com uma improvável encomenda), ou é o cara da luz (que vem dia 12 ou 13 de cada mês), ou é mal-educado mesmo. As Testemunhas de Jeová da igreja ali na esquina já se convenceram que eu não discuto religião, embora aprove todas que não fazem mal pra ninguém.
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