Agora sim, com a gentilíssima indicação de Vicky, que repassou a primeira coluna de Veríssimo depois da alta. Balanço total de vida pra resoluções de Ano Novo.
Desmoronando
Luiz Fernando Veríssimo
Publicado: 3/01/13 - 9h06
O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação. Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.
No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
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quinta-feira, janeiro 03, 2013
Feliz Ano Novo!
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segunda-feira, outubro 01, 2012
Enfim!
'A magia está de volta' com OUAT (com legendas em tempo recorde) e amanhã tem Castle! O bom de ficar ansiosa pela volta das séries é que vi quase tudo com legendas em inglês mesmo. Aliás, feliz dia do tradutor ontem pra Vicky, Fernanda, minha cunhada, Fal, Beatriz e Grissom's Girl. Algumas de nós ganham por isso, outras fazem por amor mesmo.
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quarta-feira, julho 25, 2012
domingo, junho 24, 2012
quarta-feira, maio 30, 2012
Do Twitter
Não são só as crianças que têm amigos imaginários. A essa altura, eu tenho uma multidão imaginária, cuidadosamente dividida em vários mundos, onde habito simultaneamente. Alguns eu não criei, mas fui convidada a conhecer. Hogwarts é um deles, e pelo visto não sou só eu a única adulta a passear por lá.
Laugh! (@Laughbook): 'Voldemort is like a teenage girl. He has a diary, a tiara, a special cup, a pet he adores, and an obsession with a famous teenage boy.'
(Obrigada Vicky, que me apresentou Virág, que adora o Harry também)
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sábado, abril 07, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
domingo, agosto 28, 2011
Uma senhora indicação

Sabe quando a gente ganha um presente, dá aquele sorriso amarelo, agradece, depois esquece no armário? Um tempão depois, reencontra o embrulho e o presente se encaixa perfeitamente com você? Aconteceu comigo há uns dois, três meses.

Eu precisava de mais um HD externo, porque o primeiro não estava dando conta da quantidade de dados. Cinéfila e... como se chama quem acompanha fielmente algumas séries por mais de uma década? Pois é, precisei de mais um HD e encomendei um ao meu personal tecnológico, vulgo meu irmão. Claro que com direito a honorários! Irmão, irmão, negócios à parte.

Ele encomendou, recebeu, testou, colocou uns programinhas pra instalar na máquina quando eu chegasse em casa, uns filmes que eu poderia gostar de assistir e uma série que eu nunca tinha ouvido falar. Eu sou muito, mas muito seletiva com novas séries porque sou bastante fiel às que acompanho. Por exemplo, parei de assistir 'Californication' na segunda temporada (ainda bem que Vicky não passa mais por aqui, ela ama o Duchovny), assim como 'The L word', não porque fossem ruins, mas porque não eram boas o bastante pra prender minha atenção, quando eu já tenho 'Bones', CSI, etc.

Essa semana, eu estava 'arrumando' o HD novo (cria pasta, arrasta pasta, etc) e vi a pasta: 'Game of Thrones'. A essa altura, eu já havia me esquecido sobre o que era, mas tinha certeza que meu irmão havia detalhado o enredo. Mas eu tinha tanta coisa pra assistir, - incluindo os primeiros episódios da nova temporada de 'Torchwood' - que nem abri a pasta. Fiz isso hoje e assisti a primeira temporada inteira (com 10 episódios) num fôlego só.

A série se passa na época medieval, com reis, cavaleiros, tribos selvagens, juramentos de honra, testes de coragem, jogos de intriga e sedução. A classificação é adulta, tem cenas de morte e sexo. Não é para corações, nem estômagos fracos, mas se você conseguiu assistir 'Coração Valente', enfrenta numa boa. Aliás, confesso que eles me prenderam na cadeira logo na abertura. Genial.

Agora só falta eu assistir 'O homem de ferro', que meu irmão indica há uns três anos. O problema é que eu não sou fã do homem de ferro...
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quinta-feira, junho 09, 2011
O que é importante
'O que você faz, é importante. Mas não tão importante para ser sua vida toda.'
(Sully em 'Bones',2x16,'The Boneless Bride In The River')
Não sei se já citei essa fala aqui, mas é mais uma daquelas pra virar plaquinha no consultório e não me deixar esquecer de viver.
Lembrei de Vicky:

Imagem do Achados de Decoração.
(Sully em 'Bones',2x16,'The Boneless Bride In The River')
Não sei se já citei essa fala aqui, mas é mais uma daquelas pra virar plaquinha no consultório e não me deixar esquecer de viver.
Lembrei de Vicky:

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domingo, abril 10, 2011
O lado (não tão) negro da Força

Uma madrugada dessas, eu estava relendo uma fic GSR, e me deparei com Grissom atraindo Sara para o lado negro da Força que, no caso, eram os tradicionais sucrilhos cobertos de açúcar (coisa que nunca gostei muito). Logo, nem tudo precisa ser dark pra fazer companhia ao Darth Vader.


(essa acima veio do 'Achados de Decoração', mas é a cara de Vicky, que deve estar meio morta de felicidade depois de DOIS shows do Muse e do U2)



(Esse bolo do Cubo de Rubik, eu encontrei no 'about all cute things', num post sobre casamento geek)





Adendo:
Eu quase deixei passar as bebidas energéticas e refrigerantes. Algumas merecem menção honrosa.


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quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Lembrancinha do hermano
Para quem se interessar: parece um Pokemón, mas a criatura acima é uma orquídea abelha, ou Ophrys insetifera. Além de ser parecida com o inseto, ela emite o mesmo odor das abelhas quando estão prontas para acasalar. Assim, atraem os zangões que visitam as flores e acabam espalhando seu pólem por aí.
Vicky deve gostar, ela adora orquídeas.
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segunda-feira, janeiro 10, 2011
Insônia, insônia...
The L word (Los Angeles, um monte de garotas, que não querem saber de rapazes, se você me entende)

Torchwood, da BBC (spin-off de 'Dr Who', com um toque de Arquivo X. Indicação de Vicky)

Californication, com David Duchovny (indicação de Vicky, há anos)

Todas pra maiores de 21 anos (contém cenas de sexo, uso de drogas, relacionamentos homo e/ou bissexuais, e outras impropriedades). Você foi avisado.

Torchwood, da BBC (spin-off de 'Dr Who', com um toque de Arquivo X. Indicação de Vicky)

Californication, com David Duchovny (indicação de Vicky, há anos)

Todas pra maiores de 21 anos (contém cenas de sexo, uso de drogas, relacionamentos homo e/ou bissexuais, e outras impropriedades). Você foi avisado.
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terça-feira, janeiro 04, 2011
Melhores momentos de 2010
- ser devidamente apresentada a mais uma série de TV:

- Ler, e estudar:

- passar o Carnaval em Nárnia, graças a Fernanda:

- participar de uma Oficina de Crônicas, do blog Terapia da Palavra.
- reunir Fernanda, mi hermano e esposa; e Vicky, recém-chegada da pós em Londres, que me trouxe esse presente:

Edição comemorativa de CSI (10 anos)

- Ler, e estudar:

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- participar de uma Oficina de Crônicas, do blog Terapia da Palavra.
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Edição comemorativa de CSI (10 anos)
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sábado, dezembro 25, 2010
Cadê meus criminalistas?

Como muita gente, ando morrendo de saudade da minha série predileta, e nem posso compensar assistindo outras séries que gosto. Todo mundo está de férias, por causa das festas. E eu admito:
Muitos me consideram
Será? Se sou, enquanto janeiro não vem, o jeito é rever 10 anos e meio de CSI, 5 anos e meio de Bones, 5 anos e meio de Criminal Minds, verificar as indicações de Vicky (como Californication, com David Duchovny), e é importante esclarecer:

Bom, CSI volta dia 06 de janeiro de 2011 e aqui está o calendário completo das séries, pra 2011. Enquanto isso, votos de bom Natal...

... e pra matar as saudades, encontrei uma coleção fantástica de canecas com o tema CSI.
Adoro esses tumblers:
Eles também têm uma porção de objetos na linha GSR.

Ímã, com as frases que qualquer fã GSR sabe de cor

A propósito:
P.S.: Li em algum lugar ('Organize-se num minuto', 'Chega de Bagunça', não lembro onde exatamente) que você pode fotografar diversos itens que guarda pelo valor sentimental e passá-los adiante, por causa do volume de peças que recolhemos ao longo da vida. Por exemplo, você pode digitalizar todos aqueles álbuns de fotos e ainda compartilhar com o pessoal da família. A idéia vale pra diversos objetos, como essas canecas que adoro, e outros itens colecionáveis. Eu salvo as imagens e economizo um dinheirão.
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segunda-feira, dezembro 20, 2010
Compras? Nem pensar!

Acabo de passar pelo supermercado, atravessar a feira, pagar as contas, entregar as lembrancinhas de Natal e adeus mundo! Não fosse pela consulta com a médica, e a sessão de terapia, ninguém me arrancava mais de casa essa semana. Eu tenho tanto abuso a fazer compras que pensei, por muitos anos, que havia nascido com o sexo trocado. Hoje, eu sei que não tenho paciência com vendedores, nem gosto de escolher muito. Raramente meu gosto muda, ao contrário da moda que tem sempre mil novidades. Às vezes, me sinto como a mãe do rapaz em 'Adeus, Lênin!', querendo sempre as mesmas marcas de comida ou de roupa que ela consumiu a vida inteira, sem entender que estava em pleno fim do comunismo (e o capitalismo veio com tudo). Eu quero, sim, que o queijo do Reino tenha o sabor da minha infância, não aquela coisa laranja de tanto corante, intragável. Eu quero a rosca de Natal, feita por meu irmão, com a receita de pão de queijo que minha mãe conseguiu no melhor bufê da cidade (propriedade de uma ex-aluna da minha escola, vale salientar). Eu continuo querendo pelo menos uma vela perfumada na noite de Natal.

Deve ser por isso que, mesmo sozinha, eu compro rosca de Natal na padaria, uso roupa especial só pra mim mesma, faço torta com direito a velinha (ei, é aniversário do Homem!), mais ou menos como na minha infância. E pra não dizer que não sou a favor de novidades, nada de gente me estressando na véspera de Natal porque a árvore ainda não foi montada, porque precisa enrolar docinho, porque os guardanapos de pano devem estar dobrados como aprendi na escola. Dobradura pro Natal, é a que aprendi com meu irmão. Vivo me prometendo que um dia ainda faço todos os enfeites de Natal assim:

Sim, eu tenho PMD, e isso inclui um pouco de TOC. Meus presentes são comprados com meses de antecedência, sempre sei onde estão guardados a árvore e os enfeites, toda a comida já foi comprada e tem o suficiente pra ler e assistir no feirado. É verdade que o plano inicial incluía fazer biscoitos pra dar de presente, mas não me peça pra cozinhar a sério neste estado de espírito. Quem sabe no ano que vem, você receba algo assim:
Ou assim:

Com direito a designs especiais pra gente como Vicky, claro:

Pra Shirley:

Pra Suzi:

Pra Fê:

Pra Marta, mãe de Fê:

Pra Doda:

Pra Valda:

Pra minha cunhada, outra apaixonada por borboletas:

Pro dileto hermano:

E eu me contento com um enfeite pra árvore:

E falando em enfeites de Natal, que tal essa guirlanda?
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