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quarta-feira, junho 12, 2013
segunda-feira, junho 10, 2013
Indicação
(...)" Mesmo aquele que não tem em seu interior um lobo, nem por isso pode ser considerado mais feliz. E mesmo a mais infeliz das existências tem os seus momentos luminosos e suas pequenas flores de ventura a brotar entre a areia e as pedras. Assim acontecia também com o Lobo da Estepe. Não se pode negar fosse, em geral, muito infeliz, e podia também fazer os outros infelizes, especialmente quando os queria ou era por eles estimado. Pois todos os que com ele se deram viram apenas uma das partes de seu ser. Muitos o estimaram por ser uma pessoa inteligente, refinada e arguta, e mostraram-se horrorizados e desapontados quando descobriam o lobo que morava nele. E assim tinha de ser pois Harry, como toda pessoa sensível, queria ser amado como um todo e, portanto, era exatamente com aqueles cujo amor lhe era mais precioso que ele não podia de maneira alguma encobrir ou perjurar o lobo. Havia outros, todavia, que amavam nele exatamente o lobo, o livre, o selvagem, o indômito, o perigoso e o forte, e estes achavam profundamente decepcionante e deplorável quando o selvagem e perverso se transformava em homem, e mostrava anseios de bondade e refinamento, gostava de ouvir Mozart, de ler poesia e acalentar ideais humanos. Em geral, estes se mostravam mais desapontados e irritados do que os outros, e dessa forma o Lobo da Estepe levava sua própria natureza dual e discordante aos destinos alheios toda vez que entrava em contato com as pessoas."
(Hermann Hesse, O lobo da estepe)
***
Indicação certeira do meu terapeuta, que adora Hermann Hesse! Só hoje, depois de três dias me encantando com o livro, descobri por que o nome me parecia tão familiar: 'Steppenwolf Theatre Company' foi co-fundada em Chicago por John Malkovich e tem, entre vários atores conhecidos, um de meus Williams prediletos no elenco fixo.
(Hermann Hesse, O lobo da estepe)
***
Indicação certeira do meu terapeuta, que adora Hermann Hesse! Só hoje, depois de três dias me encantando com o livro, descobri por que o nome me parecia tão familiar: 'Steppenwolf Theatre Company' foi co-fundada em Chicago por John Malkovich e tem, entre vários atores conhecidos, um de meus Williams prediletos no elenco fixo.
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segunda-feira, janeiro 07, 2013
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Feliz Ano Novo!
Agora sim, com a gentilíssima indicação de Vicky, que repassou a primeira coluna de Veríssimo depois da alta. Balanço total de vida pra resoluções de Ano Novo.
Desmoronando
Luiz Fernando Veríssimo
Publicado: 3/01/13 - 9h06
O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação. Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.
No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.
Desmoronando
Luiz Fernando Veríssimo
Publicado: 3/01/13 - 9h06
O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo. O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc. Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação. Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido...” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava. Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto. Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.
No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.
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segunda-feira, dezembro 17, 2012
O amor é cego...
...surdo, doido e imbecil, já disse alguém. Sem querer ofender nenhum deficiente físico ou mental (convivi e convivo com vários, afinal), eu digo que o ditado está certo. Hoje descobri nessa matéria sobre a alta de Veríssimo que realmente foi apenas gripe. GRIPE H1N1!!!!
Quando você quer bem a alguém, acredita no que quer acreditar. Deixei que meu conhecimento de quase seis anos numa enfermaria de doenças infecto-parasitárias fosse enganado por desculpas como 'é a idade' e 'ele é diabético'. Ainda bem que a informação só chegou agora.
Quando você quer bem a alguém, acredita no que quer acreditar. Deixei que meu conhecimento de quase seis anos numa enfermaria de doenças infecto-parasitárias fosse enganado por desculpas como 'é a idade' e 'ele é diabético'. Ainda bem que a informação só chegou agora.
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sexta-feira, dezembro 14, 2012
Amém, amém, amém!!!
Luis Fernando Verissimo recebeu alta nesta sexta, diz hospital
Fonte: G1.
***
Eu precisava mesmo dessa notícia depois de Connecticut.
Fonte: G1.
***
Eu precisava mesmo dessa notícia depois de Connecticut.
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
A propósito...
'coragem' deveria vir em gotas, em comprimidos, em drágeas de liberação lenta, em pílulas cor de rosa, pros médicos prescreverem.
porque alguns não pensam que em alguns falta insulina, a outros serotonina, melatonina, hemoglobina, e tudo parece apenas... falta de coragem.
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domingo, dezembro 02, 2012
Empatia
Não pode ser coincidência. Minha labirintite piorou violentamente no dia em que recebi a notícia que Veríssimo estava internado em estado grave, além do Niemeyer fazendo diálise e (na época) Joelmir Beting com um AVC. E os sintomas ainda estão aqui, mais leves, porém estáveis, igual ao quadro do Veríssimo, segundo os boletins médicos.
Agora imagine isso com cada paciente.
Agora imagine isso com cada paciente.
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sexta-feira, novembro 30, 2012
segunda-feira, novembro 26, 2012
Ai, Luís Fernando...
"O paciente Luis Fernando Verissimo está acordado e lúcido, interagindo com a equipe e familiares. Tolerou bem a retirada do aparelho de ventilação mecânica, mantendo um bom padrão respiratório. Seu estado de saúde ainda inspira cuidados, necessitando de hemodiálise e monitorização no CTI", diz a nota completa no boletim assinado pelos médicos Alberto Augusto Rosa, Sandro Cadaval e Eubrando Silvestre Oliveira. (Do G1)
sábado, novembro 24, 2012
Estamos torcendo
Bom mesmo
Tem uma crônica do Paulo Mendes Campos em que ele conta de um amigo que sofria de pressão alta e era obrigado a fazer uma dieta rigorosa. Certa vez, no meio de uma conversa animada de um grupo, durante a qual mantivera um silêncio triste, ele suspirou fundo e declarou:
- Vocês ficam ai dizendo que bom mesmo é mulher. Bom mesmo é sal!
O que realmente diferencia os estágios da experiência humana nesta Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não apenas bom. Melhor do que tudo. Bom MESMO.
Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
- Conversa. Bom mesmo é mãe.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho de um pião bem lançado, o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, o cheiro da terra úmida e o cheiro de caderno novo?
- Bom mesmo é o cheiro de Vick VapoRub.
Mas acho que, tirando-se uma média das opiniões de pré-adolescentes normais brasileiros, se chegaria fatalmente à conclusão de que nesta fase bom mesmo, melhor do que tudo, melhor até do que fazer xixi na piscina, é passe de calcanhar que dá certo.
Mais tarde a gente se sente na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher (ou prima, que é parecido com mulher), mas no fundo ainda acha que bom mesmo é acordar na segunda-feira com febre e não precisar ir à aula.
Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa. Bom mesmo é sexo!
Esta fase dura geralmente até o fim da vida, mesmo quando o sexo precisa disputar a preferência com outras coisas boas (“Pra mim é sexo em primeiro e romance policial em segundo, mas longe”). Quando alguém diz que bom mesmo é outra coisa, está sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.
- Bom mesmo é figada com queijo.
- Melhor do que sexo?
- Bom...Cada coisa na sua hora.
Com a chamada idade madura, embora persista o consenso de que nada se iguala ao prazer, mesmo teórico, do sexo, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres da vida prática vão se impondo.
- Meu filho, eu sei que você aí, tão cheio de vida e de entusiasmo, não vai compreender isto. Mas tome nota do que eu digo porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E esta é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecido. E que bom, mas bom MESMO, é nunca mais ser obrigado a ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.
(Luiz Fernando Veríssimo)
Tem uma crônica do Paulo Mendes Campos em que ele conta de um amigo que sofria de pressão alta e era obrigado a fazer uma dieta rigorosa. Certa vez, no meio de uma conversa animada de um grupo, durante a qual mantivera um silêncio triste, ele suspirou fundo e declarou:
- Vocês ficam ai dizendo que bom mesmo é mulher. Bom mesmo é sal!
O que realmente diferencia os estágios da experiência humana nesta Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não apenas bom. Melhor do que tudo. Bom MESMO.
Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria:
- Conversa. Bom mesmo é mãe.
Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho de um pião bem lançado, o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, o cheiro da terra úmida e o cheiro de caderno novo?
- Bom mesmo é o cheiro de Vick VapoRub.
Mas acho que, tirando-se uma média das opiniões de pré-adolescentes normais brasileiros, se chegaria fatalmente à conclusão de que nesta fase bom mesmo, melhor do que tudo, melhor até do que fazer xixi na piscina, é passe de calcanhar que dá certo.
Mais tarde a gente se sente na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher (ou prima, que é parecido com mulher), mas no fundo ainda acha que bom mesmo é acordar na segunda-feira com febre e não precisar ir à aula.
Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa. Bom mesmo é sexo!
Esta fase dura geralmente até o fim da vida, mesmo quando o sexo precisa disputar a preferência com outras coisas boas (“Pra mim é sexo em primeiro e romance policial em segundo, mas longe”). Quando alguém diz que bom mesmo é outra coisa, está sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.
- Bom mesmo é figada com queijo.
- Melhor do que sexo?
- Bom...Cada coisa na sua hora.
Com a chamada idade madura, embora persista o consenso de que nada se iguala ao prazer, mesmo teórico, do sexo, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres da vida prática vão se impondo.
- Meu filho, eu sei que você aí, tão cheio de vida e de entusiasmo, não vai compreender isto. Mas tome nota do que eu digo porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.
E esta é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecido. E que bom, mas bom MESMO, é nunca mais ser obrigado a ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.
(Luiz Fernando Veríssimo)
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Sei...
Estresse não é bom pra quem é bipolar, não é bom pra quem tem labirintite. E o Veríssimo na UTI, o Niemeyer fazendo diálise...
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sexta-feira, maio 25, 2012
Dia da Toalha
Em homenagem a Douglas Adams, autor de 'O Guia do Mochileiro da Galáxia', que recomenda que você tenha sempre uma toalha à mão, mas nunca explica o porquê. O livro (e seus subsequentes) é uma verdadeira referência no universo geek/nerd, e por causa disso o Dia do Nerd também é comemorado hoje.
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quarta-feira, maio 16, 2012
Ser ou não ser?
'Calma João que sozinho
é mais fácil desistir
e João não foi pra isso
que a gente chegou até aqui.'
(Do lado do bandido, Bruna Lombardi)
O que resta fazer quando uma pessoa se recusa a permanecer no hospital, tendo uma anemia tão grave que tem falta de ar quando começa a andar, vomita tudo que come ou bebe há três semanas, e perdeu 12 quilos em seis meses? A anemia pode ser corrigida com uma transfusão e os vômitos parariam se a pessoa esperasse tempo suficiente pra fazer uma cirurgia. Possivelmente parte desse peso seria recuperado e a pessoa teria mais tempo de vida. Eu me recuso a aceitar que alguém assina um termo de responsabilidade pra ir morrer em casa, de sede e fome.
Pra recomeçar logo assim, fica difícil.
é mais fácil desistir
e João não foi pra isso
que a gente chegou até aqui.'
(Do lado do bandido, Bruna Lombardi)
O que resta fazer quando uma pessoa se recusa a permanecer no hospital, tendo uma anemia tão grave que tem falta de ar quando começa a andar, vomita tudo que come ou bebe há três semanas, e perdeu 12 quilos em seis meses? A anemia pode ser corrigida com uma transfusão e os vômitos parariam se a pessoa esperasse tempo suficiente pra fazer uma cirurgia. Possivelmente parte desse peso seria recuperado e a pessoa teria mais tempo de vida. Eu me recuso a aceitar que alguém assina um termo de responsabilidade pra ir morrer em casa, de sede e fome.
Pra recomeçar logo assim, fica difícil.
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domingo, novembro 27, 2011
Questão interessante

"E, quando eu for, o que farão com as cartas, as fotos, os desabafos que guardei comigo, e só comigo? Invadirão a minha alma, os meus segredos, e nada saberão da tal veracidade, da intensidade que representam para mim. São muitos anos vividos na imensidão dos meus sentimentos, perdida em sonhos que não se realizaram e que numa invasão de privacidade, que realmente não terá mais razão de ser, serão jogados numa lata de lixo, ou guardados numa caixa, que não abrirão mais, dentro de um armário, ocupando um espaço.
E, num determinado dia, talvez, queimem os meus sonhos, os meus desafabos, porque a ninguém mais pertencerão."
(Sylvia)
Fonte: Blog Sylvia dos Ss
(Sylvia é outra médica escritora que se importa com quem atende, lá de Santa Catarina, também gosta de música, poesia e imagens bonitas)
Por minha vez, tenho meus papéis e (arquivos) privados. Sempre me pergunto o que fazer com isso. Tenho ideia pra onde vai quase tudo que possuo (e é quase nada), mas preciso manter meus escritos por enquanto. Se não permito que ninguém os leia enquanto estou viva, como será quando eu me for?
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Só pra saber
"Oh Juventude: sabia que a geração de você não é a primeira a aspirar por uma vida plena de beleza e de liberdade? Sabia que todos aqueles que o precederam sentiam no coração aquilo que você sente hoje e que depois foram vítimas do ódio e da infelicidade? Sabia que todos aqueles desejos ardentes que você possui, somente vão se realizar se você for capaz de exercer amor e compreensão pelos homens, animais, plantas, e estrelas, de tal forma que cada alegria será também sua alegria, e cada dor também sua? Jovem, abra os olhos, o coração, abra as mãos e fuja daquele veneno que seus antecessores sugaram avidamente da História. Só então o mundo inteiro há de se tornar a pátria de todos vocês, e seu trabalho, seus esforços, se espalharão como bençãos sobre a Terra."
(- O Youth: Do you know that yours is not the first generation to yearn for a life full of beauty and freedom? Do you know that all your ancestors felt as you do -- and fell victim to trouble and hatred? Do you know also, that your fervent wishes can only find fulfillment if you succeed in attaining love and understanding of men, and animals, and plants, and stars, so that every joy becomes your joy and every pain your pain? Open your eyes, your heart, your hands, and avoid the poison your forebears so greedily sucked in from History. Then will all the earth be your fatherland, and all your work and effort spread forth blessings.
- em 1932; "Albert Einstein, The Human Side: New Glimpses From His Archives" )
Fonte:Wikipédia
Ah, tá. Pensei que era só eu.
(- O Youth: Do you know that yours is not the first generation to yearn for a life full of beauty and freedom? Do you know that all your ancestors felt as you do -- and fell victim to trouble and hatred? Do you know also, that your fervent wishes can only find fulfillment if you succeed in attaining love and understanding of men, and animals, and plants, and stars, so that every joy becomes your joy and every pain your pain? Open your eyes, your heart, your hands, and avoid the poison your forebears so greedily sucked in from History. Then will all the earth be your fatherland, and all your work and effort spread forth blessings.
- em 1932; "Albert Einstein, The Human Side: New Glimpses From His Archives" )
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Ah, tá. Pensei que era só eu.
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terça-feira, outubro 25, 2011
Não acredito!
A saga de Harry Potter vai sumir das prateleiras

Fãs de Harry Potter, tremei! A saga criada por J.K. Rowling, que começou no cinema com a turminha aí ao lado na foto e enfeitiçou multidões ao redor do planeta, vai desaparecer. O motivo é simples e não foi dito em latim. A Warner Bros. revelou que todos os títulos de Harry Potter não serão mais produzidos para rechear as prateleiras.
Em outras palavras, caso você ainda não tenha captado a mensagem, isso significa dizer que os fãs de carteirinha que não compraram seus filmes, precisam ficar atentos porque uma regressiva vai começar em 29 de dezembro de 2011, quando chegarão os últimos lotes produzidos oficialmente. A boa notícia é que Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 também chegará no dia 2 do mesmo mês. Portanto, prepare-se!
Mais do que um passe de mágica, a estratégia do estúdio visa valorizar ainda mais essa preciosa parte de seu acervo. Para quem está achando tudo isso uma tremenda insanidade, a tática não é nova. Os estúdios Disney já são praticantes deste modelo de negócio, relançando seus clássicos de tempos em tempos e depois fechando as "comportas" novamente. Basta ver o recente sucesso de O Rei Leão 3D, posicionado atualmente como a animação deles de maior faturamento de todos os tempos. Os filmes da franquia de James Bond anteriores a 007 - Quantum of Solace, também passaram por processo semelhante, lançados em edições especiais.
Assim, sobre o futuro dos filmes protagonizados pelos adorados bruxinhos nada se sabe, mas não é difícil imaginar que todos retornarão - em algum momento - em 3D, aproveitando a tendência e o crescimento do número de salas com a tecnologia mundo afora.
De concreto, o que se sabe é que os filmes de Potter tornaram-se a franquia número um em termos de rentabilidade, rendendo mais de US$ 12.1 bilhões para a Warner Bros. Entertainment, sendo US$ 7 bilhões de bilheterias e US$ 5.1 bilhões no mercado de locação e vendas ao consumidor direto.
Vale lembrar que a medida do "sumiço" não se aplicará para as vendas através do sistema Electronic Sell-Through (arquivo baixado e com tempo de duração) e VOD (possibilidade de assistir os títulos através de conexão banda larga).
Fonte: Adoro Cinema
Pra quem não sabe, a Warner Bross comprou os direitos de todos os livros da saga da escritora J.K. Rowling bem no início da produção dos filmes. Claro, ela deve ter direito a royalties ou o preço foi muito bom, porque há vários anos ela é bem mais rica que a Rainha da Inglaterra (tida como modelo de a pessoa mais rica do reino). Por coincidência, justo hoje - durante aquela aula com os Trestálios -, eu estava pensando em comprar 'Animais fantásticos & onde habitam', o único sobre HP, escrito por Rowling, que eu ainda não li. Melhor reservar correndo.

Fãs de Harry Potter, tremei! A saga criada por J.K. Rowling, que começou no cinema com a turminha aí ao lado na foto e enfeitiçou multidões ao redor do planeta, vai desaparecer. O motivo é simples e não foi dito em latim. A Warner Bros. revelou que todos os títulos de Harry Potter não serão mais produzidos para rechear as prateleiras.
Em outras palavras, caso você ainda não tenha captado a mensagem, isso significa dizer que os fãs de carteirinha que não compraram seus filmes, precisam ficar atentos porque uma regressiva vai começar em 29 de dezembro de 2011, quando chegarão os últimos lotes produzidos oficialmente. A boa notícia é que Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 também chegará no dia 2 do mesmo mês. Portanto, prepare-se!
Mais do que um passe de mágica, a estratégia do estúdio visa valorizar ainda mais essa preciosa parte de seu acervo. Para quem está achando tudo isso uma tremenda insanidade, a tática não é nova. Os estúdios Disney já são praticantes deste modelo de negócio, relançando seus clássicos de tempos em tempos e depois fechando as "comportas" novamente. Basta ver o recente sucesso de O Rei Leão 3D, posicionado atualmente como a animação deles de maior faturamento de todos os tempos. Os filmes da franquia de James Bond anteriores a 007 - Quantum of Solace, também passaram por processo semelhante, lançados em edições especiais.
Assim, sobre o futuro dos filmes protagonizados pelos adorados bruxinhos nada se sabe, mas não é difícil imaginar que todos retornarão - em algum momento - em 3D, aproveitando a tendência e o crescimento do número de salas com a tecnologia mundo afora.
De concreto, o que se sabe é que os filmes de Potter tornaram-se a franquia número um em termos de rentabilidade, rendendo mais de US$ 12.1 bilhões para a Warner Bros. Entertainment, sendo US$ 7 bilhões de bilheterias e US$ 5.1 bilhões no mercado de locação e vendas ao consumidor direto.
Vale lembrar que a medida do "sumiço" não se aplicará para as vendas através do sistema Electronic Sell-Through (arquivo baixado e com tempo de duração) e VOD (possibilidade de assistir os títulos através de conexão banda larga).
Fonte: Adoro Cinema
Pra quem não sabe, a Warner Bross comprou os direitos de todos os livros da saga da escritora J.K. Rowling bem no início da produção dos filmes. Claro, ela deve ter direito a royalties ou o preço foi muito bom, porque há vários anos ela é bem mais rica que a Rainha da Inglaterra (tida como modelo de a pessoa mais rica do reino). Por coincidência, justo hoje - durante aquela aula com os Trestálios -, eu estava pensando em comprar 'Animais fantásticos & onde habitam', o único sobre HP, escrito por Rowling, que eu ainda não li. Melhor reservar correndo.
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quinta-feira, outubro 20, 2011
Oh!

Thanks, Grissom's Girl, for the book. It's the third 'Pride and prejudice' of my life, but this is my first original.
(não, eu não perdi os outros. O primeiro era uma versão resumida pra adolescentes, o segundo foi relido mês passado e - a propósito - não gostei da adaptação pro cinema. Só valeu mesmo pela atuação do Donald Sutterland)
É, eu também adoraria ter uma casa própria, exatamente pra acomodar meus livros como eles merecem.
***
Aliás
Greve dos Correios, greve dos bancários, greve na INFRAERO. Consumidor também deveria entrar em greve.
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terça-feira, outubro 18, 2011
Eu indico
Com o fim da greve dos Correios, uma porção de 'mimos' (esqueça as contas, ainda não chegaram e já estão pagas) acaba de chegar, incluindo isso (antes que acabe o chocolate do mundo):

Altamente viciante, mas não indico para alérgicos a leite, a chocolate e a portadores de enxaqueca. Para ocasiões muitos especiais, combina perfeitamente com:
(os grifos são meus)

Altamente viciante, mas não indico para alérgicos a leite, a chocolate e a portadores de enxaqueca. Para ocasiões muitos especiais, combina perfeitamente com:
Não existe meio de verificar qual a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso o que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo 'esboço' não é a palavra certa, porque um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete para si mesmo provérbio alemão: 'Einmal ist keinmal', 'uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca.
(...) Mas o homem, porque não tem senão uma vida, não tem nenhuma possibilidade de verificar a hipótese através de experimentos, de maneira que não saberá nunca se errou ou acertou ao obedecer a um sentimento.
(Milan Kundera, 'A insustentável leveza do ser')
(os grifos são meus)
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sexta-feira, setembro 30, 2011
Dia de...


Acho que duas pessoas valorizam o tradutor: quem não sabe a outra língua (e precisa do texto) e outro tradutor. Portanto, aproveite seu dia, sabendo que é dia de São Jerônimo (tradutor e santo padroeiro dos tradutores) e que tradutores são tão especiais que têm um segundo padroeiro: São Mesrob (9 de outubro).
De uma tradutora de dicionário e boa vontade,
odessa.
'Traduzo como o bêbado bebe: para esquecer, para atordoar' (Monteiro Lobato)
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