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quarta-feira, outubro 03, 2012

Enquanto a legenda não sai...


Às vezes, é bom rir de bobagem. Ajuda a melhorar o inglês.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Enfim!

'A magia está de volta' com OUAT (com legendas em tempo recorde) e amanhã tem Castle! O bom de ficar ansiosa pela volta das séries é que vi quase tudo com legendas em inglês mesmo. Aliás, feliz dia do tradutor ontem pra Vicky, Fernanda, minha cunhada, Fal, Beatriz e Grissom's Girl. Algumas de nós ganham por isso, outras fazem por amor mesmo.

quarta-feira, março 28, 2012

Finalmente!

Sabe aquelas expressões idiomáticas que a gente não tem ideia do que significam? E aquelas abreviações das expressões idiomáticas, então? Desde que assisti 'Unfriendly Skies' que eu queria saber exatamente o que Sara disse sobre o cara do High Mile Club, mas esquecia de pesquisar. Ou você entende tudo na frase seguinte?

Sara: 'Delta Airlines, Voo 1109, Boston a Miami, março de 93, Ken Fuller. Olhos amêndoa, T.A., BMOC, nota dez em tudo'.

(T.A.: Thank you; BMOC: big man on campus. Fonte: InternetSlang.com)

Ah, tá.



Nota: o High Mile Club é um seleto grupo de pessoas que fizeram sexo em grandes altitudes. A modalidade mais comum é em banheiros de avião, o que os torna verdadeiros atletas no quesito contorcionismo.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Dia de...




Acho que duas pessoas valorizam o tradutor: quem não sabe a outra língua (e precisa do texto) e outro tradutor. Portanto, aproveite seu dia, sabendo que é dia de São Jerônimo (tradutor e santo padroeiro dos tradutores) e que tradutores são tão especiais que têm um segundo padroeiro: São Mesrob (9 de outubro).

De uma tradutora de dicionário e boa vontade,

odessa.

'Traduzo como o bêbado bebe: para esquecer, para atordoar' (Monteiro Lobato)

terça-feira, julho 05, 2011

Desapego



‘There are things we don't want to happen, but have to accept; things we don't want to know, but have to learn, and people we can't live without, but have to let go’
(JJ, o personagem de AJ Cook, de Criminal Minds, na sua carta formal de desligamento do BAU)

Tecla SAP: 'Existem coisas que não queremos que aconteçam, mas temos que aceitar; coisas que não queremos saber, mas temos que aprender, e pessoas sem as quais não podemos viver, mas temos que deixar ir.'

quinta-feira, setembro 30, 2010

Antes que eu me esqueça...

...ou que a conexão caia: hoje é dia de estrela. Dia do tradutor. Parabéns pra nós!

quinta-feira, julho 08, 2010

Reza braba

Fazer uma mudança durante uma estação de chuvas rigorosa, com o piso da casa antiga cedendo e a casa nova sem terminar. Adoecer quando consegue se mudar. Perder os 15 dias das férias com a mudança. Voltar pro trabalho ainda doente.

Parece enredo de novela mexicana, onde a mocinha tem que sofrer bem muito pra terminar bem. Espero que seja assim por aqui, porque a coisa não tá muito boa pro meu lado.

Torce aí, porque há dias que tento falar com a proprietária da casa, pra resolver quando consertar o piso do box e só cai na caixa postal. Parece que os pisos implicam comigo.

Quando eu organizar a horta, vou pensar seriamente num pezinho de arruda, cujo cheiro não suporto. Só por via das dúvidas.

***

Antes de ontem, fui fazer uma visita domiciliar (consulta na casa do paciente, quando ele não pode ir ao posto) e saí de lá com um monte de mudas de couve. Hoje, outro paciente me prometeu umas mudas de coentro, alface e cebolinha, talvez espinafre, e ainda ofereceu as sementes, porque onde trabalho plantam isso o ano inteiro pra vender na feira. Uma colega disse que tem manjericão, agrião, hortelã e outros temperos e é só passar na casa dela pra pegar. Parece que a horta sai.

E a enfermeira que trabalha comigo me deu de 'presente pra casa nova' um mensageiro dos ventos, de girassóis. Até parece que adivinhou que vou colocar uns girassóis de madeira no pergolado. Muita coincidência.

Descobri que os fantásticos organizadores, com todo o peso da papelada, estão arranhando as estantes que pintei durante o primeiro jogo do Brasil. Inaceitável. A maioria já está com feltro adesivo nos 'pés'. Anotem a dica, portanto.

Vou-me, porque tem tradução,louça pra lavar, roupa pra passar...

segunda-feira, junho 07, 2010

Colocando limite

De tanto levar na cabeça, um dia a gente aprende, eu espero. Consegui dizer 'não' a várias pessoas hoje, que seguiram pro hospital, porque eu sou só uma e não três médicas. Porque aquilo é um PSF e não uma UPA (unidade de pronto-atendimento). Ainda assim, atendi 26 pessoas.

Por colocar um limite, consegui chegar em tempo de trocar três galões por três latões de tinta. Estou de olho em outro pintor, porque continuo achando o orçamento do primeiro muito absurdo, e todo mundo pra quem eu digo e que conhece a casa, concorda comigo. Cruzem os dedos daí, pro orçamento do próximo ser mais em conta!

Palmas pra mim! Consegui passar metade da roupa, assistindo 'Love Actually' (5 reais, DVD original, no saldão da locadora). Preciso urgentemente de caixas pequenas pra embalar os filmes e livros do escritório. Talvez dê tempo de dar uns retoques na pintura das estantes, sempre arranha alguma prateleira. A tinta eu já tenho.

Ontem, encontrei um monte de idéias pra hortas. Como colecionava canecas, percebi que tenho o bastante pra tomar chá, café, o que seja, e ainda fazer uma mini-horta. Vejam que legal:

Horta em pás para cereal

Horta Vertical Na Janela

Horta em vasos de alumínio

Horta em vasinhos

(imagine essa última em canecas de cerâmica)

Ah, a planta mobiliada da casa também ficou pronta, mas eu posto depois. Tenho tradução pra fazer, mais um WIP.

domingo, abril 18, 2010

Hoje é dia de uma grande estrela

Dia de Monteiro Lobato

"Tentei arrancar de mim o carnegão da literatura. Impossível. Só consegui uma coisa: adiar para depois dos 30 o meu aparecimento. Literatura é cachaça. Vicia."

Abril é o mês do livro, a meu ver. O dia 23 de abril é o 'Dia Mundial do Livro e dos direitos do autor' e, embora o 'Dia Nacional do Livro' seja em 29 de outubro - por ser a data da Fundação da Biblioteca Nacional - o dia 18 de abril é o 'Dia Nacional do Livro Infantil' e porque Monteiro Lobato nasceu num 18 de abril, é 'Dia de Monteiro Lobato'.

Eu não sei quanto ao resto dos verdadeiros leitores - aqueles que leem porque amam e não porque precisam ler - mas eu comecei com Monteiro Lobato. Lembro da primeira vez que li 'Reinações de Narizinho'. 'O Sítio do Pica-Pau Amarelo' foi o primeiro dos meus mundos paralelos. Há uns dez anos, eu comecei a reler 'Reinações' e fiquei impressionada como o livro é 'politicamente incorreto' e por isso mesmo delicioso. Aliás,como a Emília é atrevida e desbocada! Como a censura da época não percebia que Lobato estava fazendo subversão pras crianças? E quando percebeu, como ele conseguiu ficar tanto tempo escrevendo até ser finalmente preso?

Lobato foi meu herói infantil, tanto por sua obra, quanto por sua história. Também foi o primeiro autor que eu soube que traduzia obras de outros autores. A tradução dele de 'Pollyana' supera à de Luiz Fernando Martins, ou minha admiração turva meu julgamento? Nunca soube a resposta, mas li 'Hans Staden' inúmeras vezes por causa da tradução de Lobato. Eu não imaginaria, naquela época, que teria meus personagens e concordaria que 'traduzo como o bêbado bebe: para esquecer, para atordoar', exatamente como ele.

Tenho certeza que Lobato se sentiria muito feliz em saber que me estimulou a aprender por prazer. Ele soube, como ninguém, transformar História, Geografia, Gramática Portuguesa, Matemática em assuntos tão curiosos que continuo fã de Mitologia Grega e fico rindo de mim mesma quando percebo que sou tão apaixonada por álgebra quanto o Visconde de Sabugosa. Nessas horas, tenho medo de acabar tão entupida de conhecimento quanto o sabuguinho e acabar precisando de uma intervenção cirúrgica, pra extrair metade das letrinhas que me entopem. De certa forma, Lobato era um geek, embora o termo não existisse na época dele: ele gostava de saber de tudo, de partilhar esse conhecimento e aplicá-lo no dia a dia. Não angariou muita simpatia ao longo da vida com essa atitude, mas parece que é assim com a maioria dos geeks.

Relendo sobre a vida de Lobato, percebo que continuo tão fã quanto no dia que peguei aquele livrão das mãos da minha mãe, achando que nunca ia conseguir lê-lo todo, de tão grande. Não imaginava que devoraria outros 11 volumes que reuniam toda a obra infantil do autor. Ao saber como e por que muitos deles haviam sido escritos, nunca me animei a procurar um título 'adulto' da obra dele. Nem mesmo 'Urupês'. O próprio Lobato reconheceu que perdeu muito tempo escrevendo para adultos até encontrar o público certo pra propagar suas idéias.

Se esse país teve um nacionalista, esse foi José Bento Renato Monteiro Lobato. É lamentável que eu não tenha sequer uma de suas obras, mas quando finalmente pude comprar toda a coleção em capa-dura, já rolava o litígio que perdura até hoje entre os herdeiros e a Editora Brasiliense, e não estavam mais disponíveis. Também não encontro as traduções, nem mesmo a de ‘Pollyana’, que era popular em minha infância, provavelmente pelo mesmo motivo. Conto os dias até 2018, quando todas as obras cairão em domínio público e eu terei as obras de arte do grande homem por aqui. É nessa hora que 'Harry Potter', 'O Senhor dos Anéis' e 'As Crônicas de Nárnia' vão mofar na estante. Porque eu estarei finalmente em casa.

"Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar." [Monteiro Lobato]

terça-feira, fevereiro 16, 2010

'Terça-Feira Gorda'

Anônimo leitor, se você sabe a razão de chamarem a terça-feira de Carnaval assim, por favor me informe. De minha parte, eu estou satisfeita que o feriadão esteja acabando, uma vez que é impossível resolver algo fora de casa nos dias de folia. Aqui no interior, porque muita coisa está fechada. Em Recife porque, bem, é a capital do frevo.
De fato, no Brasil, o ano só começa pra valer depois do Carnaval. Isso significa que, se o Carnaval é em março, são três meses perdidos no ano. Pra se ter uma idéia, a Globo só divulga a programação em abril. Novos programas, novas séries e minisséries, repaginação dos antigos programas, tudo é em abril.
Então, vamos às resoluções pós-Carnaval:
- Voltar a nadar: finalmente tem piscina aquecida numa das academias da cidade. Como aqui faz frio de verdade no inverno, natação o ano inteiro, só em piscina aquecida.
- Fazer uma 'Oficina de Criação Literária': como meu projeto de pós-graduação em Dermatologia não deu certo (a entidade não é reconhecida pela Associação Pernambuca de Dermatologia), eu resolvi investir na minha outra área de atuação. Medicina já me deu (e dará) alegrias, mas o sentimento de realização que tenho ao escrever é único.
- Continuar a tradução de 'Remember the Lake Tahoe' (fanfic CSI): é sempre bom ter um 'work in progress'. Como eu sou lenta, mas fiel, sei que um dia terminarei aquilo. Basta ser paciente e não me apressar.
- Ir ao Recife com mais frequência: eu nunca fui de muita farra, mas não sou eremita. Estou com saudade da minha livraria predileta, do mar e dos cinemas. Sem falar que preciso aumentar meu círculo de amizades.

E porque deu saudade deste Jack:

'The sparrow and the Hawk', de Jack Vettriano.

domingo, outubro 04, 2009

Dia do Tradutor

O bom de ser multitarefa é que a gente acaba com mais de um dia pra comemorar. Como quarta-feira passada era dia de São Jerônimo, padroeiro dos tradutores, foi Dia do Tradutor e eu nem sabia. Eu sou tradutora? Se sou, foi dia meu também. Não lembram de me dar parabéns nem no meu aniversário. Aliás, poucas foram as pessoas que me desejaram 'Feliz Natal' no último Natal, nem mesmo todas a quem eu mandei cartão me devolveram a gentileza. A cada resposta, fui descobrindo qual minha verdadeira família. Eu fui entendendo, portanto, o que significa 'amar ao próximo como a si mesmo'. Não é 'primeiro eu', como dizer alguns idiotas. Não! É ter um mínimo de amor-próprio pra poder amar todo o resto, é dar um pouquinho de valor a si, sabe?

Soube hoje do Dia do Tradutor por causa da Fal. Então vamos lá. Comecei a traduzir pra valer ano passado e não parei mais. Nunca ganhei um centavo e me divirto horrores com isso porque o faço pra partilhar legendas e fanfictions de CSI. Estou, inclusive, retomando a melhor fanfic GSR de todos os tempos, temporariamente suspensa porque retomei minha atividade médica (pra pagar as contas) e veio mudança de emprego, H1N1, sem falar que Grissom se mandou pra Sorbonne e isso ativou o meu lado escritora (tem Dia do Escritor?) e o lado ruim de ser multitarefa é que eu só tenho dois hemisférios cerebrais, duas mãos e minha casa continua sem o tal botão auto-clean. Quanto às legendas, não fiz por muito tempo porque o grupo não entendeu que a intenção é aprender uma língua a sério e estudar ciência. As fics estão aí e me fazem ter contato com pessoas maravilhosas.

(Olha aqui um texto sobre São Mesrob, do Paulo Coelho, que eu encontrei no meio de uma tradução pra essas legendas. São Mesrob é outro santo padroeiro dos tradutores)

Isso me ajudou recentemente no meu trabalho médico, numa aula importantíssima sobre Tuberculose e Hanseníase, onde tive que entrar em contato com o CDC, o American Leprosy, o ILEP, a OMS, em inglês e francês. Com o Ministério da Saúde também, mas foi o único órgão que não respondeu e a mensagem foi em português. Donde concluo que, apesar de tradutora de dicionário e boa vontade, eu estou no caminho certo e o dia 30 de setembro passa a partir deste ano a acompanhar o dia 18 de outubro nas comemorações aqui em casa. Vou ali assistir o segundo episódio da décima temporada da melhor série do mundo. Com legenda em inglês, claro. E sem dicionário!

quarta-feira, setembro 30, 2009

Hoje é dia de São Jerônimo (e de estrela)



Santo Padroeiro dos Tradutores. Como tradutora de dicionário e boa vontade, fica minha lembrança ao santo natural da Dalmácia, que recebeu formação católica, mas só foi batizado aos 20 anos. Possuidor de uma cultura clássica das maiores do tempo, é considerado um dos mestres da língua latina. Aproveitou integralmente sua imensa cultura no serviço da Igreja, lutando contra as heresias e defendendo a Fé católica. Atraído pela vida isolada e recolhida, na oração e nas austeridades, nem por isso deixava de participar ativamente, desde os vários locais em que viveu como ermitão, das grandes controvérsias do mundo culto de então. Foi secretário do Papa São Dâmaso, e recebeu deste o encargo de traduzir para o latim os Livros Sagrados, de modo a haver uma única versão oficial das Escrituras, para que não fossem estas deturpadas pelos hereges dos séculos futuros. Essa foi a origem da "Vulgata". Na fase final de sua vida, permaneceu em Belém, na Palestina, onde dirigiu um mosteiro de monges e deu assistência a um mosteiro feminino. (Hagiografia, Vida de Santos)

Como ser tradutor é difícil, dia 9 de outubro é dia de São Mesrob, o outro santo padroeiro dos tradutores.

domingo, setembro 27, 2009

Fazendo aquele balanço

Eu tinha cinco metas na vida: casa, cachorro, computador, carro e carreira. Aos 30 anos deveria tê-las alcançado. Com quase 34, continuo vivendo de aluguel, mas consegui sair da casa da minha mãe e isso é o que importa. Desisti de ter um carro (você só acumula dívidas, polui o planeta e engorda). Não tenho mais cachorro. Carreira? Desde que fui afastada pelo INSS, entendi que as pessoas sobrevivem sem mim e voltei, sim, a exercer a nobre arte da Medicina. Das oito às duas da tarde. Sobrou o computador, que agora é ‘notebook’. Pra sair da listinha de metas com ‘C’ (note que Companheiro, Casamento ou Criança nunca fizeram parte da lista), vamos mudar de letra. Eu não tenho mais metas, eu tenho tudo que quero: tenho um Abrigo, sou Autora, tenho Amigos e Acesso à rede. Como considero meus personagens reais, posso dizer que tenho um Amante. O que importa se o abrigo é alugado, se eu não sou publicada, se meus amigos estão geograficamente distantes, se o acesso à rede às vezes cai e se o amante é virtual?

Aos quase 34, eu estou dentro do peso ideal indicado pra minha altura (um dos motivos pra não ter um carro na lista de metas), tenho certeza mais que absoluta que não nasci nem pra ser casada, nem pra dividir um teto com ninguém por muito tempo. Continuo amante da música e cantando ‘na noite’ porque ainda não tenho vizinho do lado do escritório. Lembro de colocar água nas plantas, sei cuidar da minha casa e tirar manchas de quase tudo em roupas, nada me convence do valor de arear uma panela (limpar sim, arear não) e declaro profissionalmente que lavar roupa é a melhor terapia já inventada (ainda que “Amélia”, minha máquina de lavar roupa, trabalhe sempre que possível).

Aos quase 34, eu fiz dois cursos de línguas, por causa de CSI e ‘Arquivo X’ destravei meu inglês e ressuscitei meu espanhol, não estou esquecendo meu amado francês por causa de CSI e da própria Medicina e descobri que onde moro dão curso da LIBRAS (linguagem brasileira dos sinais para deficientes auditivos), mas nunca vou lá pra saber dos detalhes. De alguma maneira, minhas cólicas menstruais praticamente desapareceram, a tal depressão está supercompensada, a labirintite e a enxaqueca ameaçam e não me pegam, e minha acne está sob controle (mas isso é mérito meu, mérito profissional, afinal, eu adoro dermatologia).

Aos quase 34 anos, eu me sinto belíssima, desisti de me comparar com quem quer que seja, ainda leio os livros que gostaria de ter escrito, mas sobra pouco tempo pra eles. Hoje, eu leio e releio os livros que eu escrevo. Não faço questão de encontrar antigos conhecidos e nem me lembro quem era a melhor aluna de minha turma. Acho que desisti de sonhar e comecei a viver.




'Her Secret Life', by Jack Vettriano.

sábado, agosto 01, 2009

Anônimo leitor

Não é minha culpa! Alguém me perguntou se eu andava sem inspiração, mas a resposta é 'ando sem conexão'. Há um mês que eu luto com minha conexão e aqui as opções para troca de servidor são quase inexistentes. Eu reconheço que a culpa não é da empresa pelo que entendo de tecnologia, mas minha paciência anda acabando e meu tempo disponível pra recuperar o que deixei de fazer é mínimo. Então, ando 'agarrada' com meus próprios escritos (que precisam de pesquisa e vários têm que ser confirmados) e sem tempo pra responder emails e voltar à tradução da melhor fic GSR da história. Difícil é me explicar com a autora, que não deve ter tais problemas com internet lá no Primeiro Mundo, mas que também é superocupada e anda sem tempo pra concluir alguns dos 'work in progress' que dezenas de fãs do mundo inteiro cobram.

Parece que estou vendo: quando eu conseguir ler dez emails, essa porcaria cai novamente. Envio sinais de fumaça.

quarta-feira, maio 13, 2009

A título de Informação

Hoje começa o Festival de Cinema em Cannes

(Aceito as passagens, a hospedagem e os assentos para as premiéres mais elegantes da Europa. Dispensaria o intérprete, mas não falo francês desde, desde... esqueci)

***

Hoje é o dia de Nossa Senhora de Fátima.

(Difícil de esquecer a partir do ano passado. Após de uma festa do 'Dia das Mães', com um momento religioso, uma pessoa me fez ver, com sua atitude indiferente, que eu NUNCA vou fazer todas as pessoas entenderem que médico também é gente)

sábado, maio 02, 2009

Ah, é?

MINISTRO DA SAÚDE QUER DISCUTIR SITUAÇÃO DO MÉDICO NO BRASIL
O ministro da Saúde quer discutir com os dirigentes das entidades médicas nacionais a situação do médico no Brasil. Depois de apresentar um painel sobre a experiência do Sistema Único de Saúde (SUS) no 12º Congresso Mundial de Saúde Pública, que acontece em Istambul, na Turquia, José Gomes Temporão procurou os representantes da FENAM no evento e, através do secretário executivo do ministério, Francisco Campos, manifestou o interesse de marcar audiência com as diretorias da Federação Nacional dos Médicos, da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina.
O vice-presidente da FENAM, José Erivalder Guimarães de Oliveira, que participou da reunião informal com José Gomes Temporão e com o secretário executivo do Ministério da Saúde, Francisco Campos, disse que a audiência dará ênfase à questão da dificuldade de fixação de médicos em cidades do interior, em regiões de difícil acesso e em locais que apresentem situação de violência, um dos problemas mais graves do setor de saúde no Brasil e que é abordado como prioridade no Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos – PCCV, que a FENAM lançará no dia três de junho. Os principais pontos do PCCV, segundo José Erivalder, serão apresentados ao ministro na audiência. * Fonte: Fenam – 29.04.09

(Fonte: Boletim Médico 268, do SIMEPE)


Finalmente o Sindicato dos Médicos começa a mostrar serviço. Há anos que eu falo sobre as condições desumanas de trabalho neste blog e no anterior. Ano passado, quando entrei em completo esgotamento, soube que não fui a única. Sucessivos protestos públicos, apoiados pelos Conselhos Regionais de Medicina e Sindicatos da classe, revelam a precariedade a que estamos expostos. Violência em postos de saúde e emergências, ausência de estabilidade no emprego, não pagamento dos direitos básicos (como férias e décimo terceiro), não recolhimento da contribuição pro INSS...

Quem sabe dessa vez, algo é aprovado e cumprido. Se o ministro quiser minha opinião só precisa ler meu antigo blog e os posts desse aqui com o marcador 'ser médica'. De minha parte, eu mantenho a frase: 'Eu agora só sou doutora pra pagar as contas'. Já é impressionante que eu tenha voltado a exercer depois de quase morrer. Eu sou Técnica em Economia Doméstica, escritora e tradutora! E tenho dito.

sábado, janeiro 17, 2009

'Se você pode ler isto, agradeça a um professor de inglês'

Vicky tem esse adesivo no vidro do carro, em inglês, evidentemente.

Eu aprendi francês como segunda língua (ainda que a falta de prática tenha enferrujado a pronúncia) porque detestava inglês. Meu primeiro professor de inglês era antipático e eu transferi a antipatia pra matéria. Todos os professores seguintes eram legais, mas não adiantou. Conheci espanhol na faculdade de Veterinária. Na faculdade de Medicina, eu conheci uma enfermeira britânica e descobri que inglês tem um som legal e é fácil de pronunciar. Inglês britânico, bem entendido.

Então, eu terminei a faculdade e tive dinheiro pra fazer um curso sério, pra ler literatura médica. Aí, Vicky me mostrou um modo mais interessante de aprender inglês. Quando você tem uma história inédita com os personagens da sua série predileta, qualquer língua se torna um desafio válido. Arquivo X, com os episódios legendados e fanfictions me tornou uma estudante dedicada. Meu ouvido acostumou-se de vez com o idioma.

A primeira fanfiction que Vicky me indicou tem mais de 50 páginas. Cinquenta! Eu não traduzia nem letra de música. E nem todos os termos estão no dicionário (Mulder xinga Scully mentalmente de coisas impublicáveis). Eu ficava telefonando: 'Vicky, o que é ****?', 'E ****?', e ela pacientemente traduzia. Até eu saber exatamente o que os agentes do FBI estavam fazendo fora do porão do Edifício J. Edgar Hoover.

Arquivo X acabou, eu fiquei sem acesso à internet, me desliguei um pouco do inglês, mas continuei assistindo filmes legendados. Então... meu ex me apresentou CSI e novamente Vicky, me deu acesso às temporadas da série. E eu comecei a corrigir as legendas. Eu, corrigindo legendas! E traduzindo fanfictions, fazendo parte de grupo de tradução de legendas, me correspondendo com as autoras das fics, um dos autores da série! Com dicionário, bem entendido.

(Interessante é que eu não procuro outras publicações em inglês, acho que falta interesse. Quer dizer, os sonetos de Shakespeare eu leio. E é inglês do século 18)

Quinta-feira, foi o último episódio com meu personagem predileto. As legendas em português só estão disponíveis no sábado. Pela primeira vez, eu assisti um episódio inédito com legendas em inglês. E entendi praticamente tudo! Não parei um vez pra abrir o dicionário. Nem umazinha.

Se eu pude saber o final da saga de Grissom mais cedo, agradeço aos meus professores de inglês. Eles sabem quem são.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Sonhando com liberdade

O bom da internet é que, com paciência e algum conhecimento de línguas, você descobre o que quiser. Passei quinze anos lembrando de uma música que ouvi em 'Dirty Dancing' e eis que a internet me fornece nome, letra e até o download! Desde então, venho me divertindo com isso. Tentando saber por que falam tanto de ópera e o que estão cantando naquelas árias, por exemplo. A Wikipédia ajuda (e muito) mesmo quando a pessoa só fala português.


Há catorze anos, eu assisti à entrega do Oscar e lembro perfeitamente que 'Um Sonho de Liberdade' (“The Shawshank redemption”) foi indicado como 'Melhor Filme'. A cena exibida para apresentar a história foi a de Dufresne colocando um disco de ópera para tocar através do alto-falante da prisão. Eu precisei de 14 exatos anos, mas agora sei 'o que aquelas italianas cantavam'.


A cena é de 'As bodas de Fígaro', uma ópera de enredo intricado (e cheio de subentendidos no dialeto original), onde Fígaro é noivo de Susanna e ambos são servos de um conde que deseja exercer seu 'direito de senhor' na noite de núpcias. A condessa e Susanna armam um plano onde Susanna marcará um encontro com o conde para essa noite, através de uma carta. E quem comparecerá é a própria esposa do conde, vestida como Susanna. 'Canzonnetta sull'aria', também conhecida como 'o dueto da carta' é cantada por duas vozes femininas onde a condessa dita a carta e Susanna repete a frase que está escrevendo.


Eu (muitas vezes) me perguntei se Dufresne chegou a explicar o enredo da ópera para os colegas da prisão, ou pelo menos para Red, que era seu amigo. Durante muito tempo eu procurei a tradução de 'Rita Rayworth and the Shawshank redemption', a short novel de Shephen King que deu origem ao filme, mas nunca encontrei. Talvez eu tivesse a vaga esperança de entender melhor uma cena que não precisa ser entendida, mas sentida intensamente.



Acho que Red tinha razão:


“Não faço idéia do que aquelas italianas cantavam. Na verdade, eu nem quero saber. Há coisas que é melhor deixar sem ser dito. Acho que era algo tão belo que não pode ser expresso em palavras e faz o seu coração se apertar por causa da música. Aquelas vozes voaram mais alto e mais longe do que qualquer homem pode imaginar num lugar cinzento. Era como um belo pássaro que voou para nossa gaiola e fez os muros desaparecerem. E pelo mais breve momento, cada homem de Shawshank se sentiu livre”.


Mas, se você, anônimo leitor, é curioso como eu, aí vai:


Condessa: Oh, escreve, eu digo a você
(Susanna senta para escrever)
Condessa: ‘Uma cançãozinha na brisa...’ ("Canzonetta sull'aria ... " )
Susanna: ‘Na brisa...’ ("Sull'aria ... ")
Condessa: ‘Que suave angra...’ (Che soave zeffiretto ... ")
Susanna: ‘Angra...’ ("Zeffiretto ... ")
Condessa: ‘Irá sussurrar esta noite...’ ("Questa sera spirerà ... ")
Susanna: ‘Irá sussurrar esta noite...’ ("Questa sera spirerà ... ")
Condessa: ‘Entre os pinheiros do bosque...’ ("Sotto i pini del boschetto.")
Susanna: ‘Entre os pinheiros...’ ("Sotto i pini ... ")
Condessa: ‘Entre os pinheiros do bosque...’ ("Sotto i pini del boschetto...")
Susanna: ‘Entre os pinheiros... do bosque...’ ("Sotto i pini... del boschetto...")
Condessa: E ele entenderá o resto. (Ei già il resto capirà.)
Susanna: Oh, sim, certamente ele entenderá o resto. (Certo, certo il capirà.)


Para quem não conhece o blog: eu não sei italiano, mas estudei francês e inglês e conheço espanhol. Essa tradução é desta página, que exibe o texto original (em italiano) e a tradução em inglês. Eu sei que 'tradução da tradução' é quase um crime, mas se nem na Wikipédia eu encontrei, pelo menos dá pra ter uma idéia. Crime mesmo é não encontrar uma única ária da ópera mais famosa de Mozart com tradução para o português.


P.S.: Coincidentemente, meus dois filmes prediletos 'de prisão' são do 'Mestre do Terror': 'The Green Mille' e 'The Shawshank redemption'. Eu não gosto de terror, mas a-do-rei 'The Green Mille' ('À Espera de um milagre'), filme E livro. E se você é aficcionado por cinema, eis o script de The Shanwshank Redemption.

sábado, novembro 01, 2008

Deus, dai-me paciência. Dai-me MUITA paciência.

(porque paciência é igual a dinheiro, só serve muito e de uma vez só. Dinheiro aos pouquinhos não rende nada!)

***

Meu computador está como carro velho: aprendeu o caminho da oficina. Isso significa, basicamente, que deu pau mais uma vez. Ainda bem que o ‘mecânico’ (leia-se ‘meu irmão’) é competente o suficiente pra resolver a questão por telefone(!).

Não, eu não sou tradutora, mas tenho boa vontade. Não, eu também não sou salvadora do mundo, mas ‘incorporo o personagem’. Não, eu ainda não aprendi que as pessoas não gostam de gente que quer ajudar, mas eu bem que queria aprender!

Como eu já disse: eu queria aprender a dizer ‘não é da minha conta’!

***

Deu pra perceber que eu estou na TPM? :)

Não enche!

PS: Minha médica (e os livros médicos que atravancam minha estante) diz que o tratamento farmacológico da TPM é com anti-depressivos. Ah, tá. Eu tomo toda sorte de anti-depressivos há uma década e continuo esperando a melhora dos sintomas da TPM. Sugestão pessoal? Diminua café, sal e chocolate da dieta e faça exercício físico. ISSO funciona! (Deu pra perceber que eu não estou fazendo tudo que deveria, certo?).

***

Ah, Deus abençoe a Suzi. Adorei o mimo!

sábado, outubro 25, 2008

Não falei que era meu irmão?

Resposta do meu irmão (Com algumas edições)

Olá!

Então vamos lá:
Homem de Ferro => Eu realmente recomendaria, tendo como lembrança alguns filmes que vimos juntos, umas revistas que lemos e etc. Uma boa história, muito bem conduzido e divertido.

O Melhor Amigo da Noiva => eu, assim como várias pessoas, também pensávamos que seria uma cópia descarada de "O Casamento do Meu Melhor Amigo", que eu adoro. Mas...surpresa! Não é, e adorei mesmo. Recomendo.

O Filho do Rambow => que bom que gostou da sinopse, por que desde que vi o trailer e vi a respeito, meu primeiro comentário para Fabiana foi: "Sinto que é o tipo de filme que Odessa adoraria ver", mas não foi para o cinema. Recomendo.

O Incrível Hulk => meus comentários são favoráveis e surpresa: diferente de "Hulk", com Eric Bana, este tem muito muito mais a ver com a série que assistíamos! Nossa, foi maravilhoso ficar tendo a minha memória ser estimulada por uma série de detalhes no filme que faziam referência a série. Esqueça o "Hulk" de Eric Bana, por que este é um novo começo, e com ligação com "Homem de Ferro". Recomendo.

Quanto aos livros de "O Senhor dos Anéis", eu tenho! Os meus eu vendi para pagar umas coisas a alguns anos; mas depois Vicky notou que já possuía uma cópia em Inglês e uma em Português, e me presenteou com esta última. Empresto para você com prazer; já vou separá-los.

Ah, tenho uma outra coisa para você ler: "A Ciência Por Trás de House"; à primeira vista pensei que o livro falava só dos absurdos de House, mas é muito melhor que isto. Trata de diagnóstico e sobre curiosidades do sistema de saúde como um todo. Sinto que você gostaria; meu interesse maior era em processo de diagnóstico, que eu adoro e serve para qualquer área.

Bom trabalho aí nas legendas, na banda, no grupo, e na volta ao trabalho. Amanhã Mamãe vai passar por aqui para deixar as suas coisas. Beijos,

PS: Ah, dá um recado para o teu terapeuta: "CSI: Perigo! Altamente viciante! Eu atesto!!!"

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Novo e-mail pro meu irmão (que não assiste CSI e precisa que explicação pra tudo que eu falo):

Vou-me embora, que a legenda está se 'arrastando'. Novamente, uma semana com poucas pessoas e um monte de termos de química e ornintologia. Ninguém merece! Por que o Gilbert (olha a intimidade, só Sara chama ele de 'Gilbert', até os amigos o chamam de 'Gil') tem que ser tão eclético em seus conhecimentos? Droga!

Oh! Acabo de ficar com o diálogo dele com a psicóloga que a polícia mandou pra fazer as sessões de aconselhamento e apoio após a morte do 'negão de olho verde'. O espertinho ao invés de falar sobre a profunda ligação emocional com Warrick, desandou a falar... do cachorro que ele cria desde que ele e Sara ficaram juntos!

KKKKKKK
Psiquiatra sofre pra entender a mensagem inserida no contexto, viu? ('Hank', o cachorro, é a ligação afetiva de GG com Sara agora que ela não está em Vegas. Seria o 'filho' deles. E Warrick era um filho para Grissom). Coitado do meu terapeuta, que passou a assistir CSI para entender metade do que eu falo (você sabe EXATAMENTE do que estou falando, não?)

Fui.

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Família é quem lhe faz bem perto de si. Esse cara é meu irmão, o resto dos parentes é coincidência genética.

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Da família: Vicky, Grissom's Girl, Fal, Suzi, minhas irmãs de alma, Naná, Fernanda e por aí vai. Tem gente em que nunca pus os olhos ou ouvi a voz. E daí? Sua prima lá do outro lado do Brasil deixou de ser parente por causa disso?

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Cadê essa legenda que não termina?

(Deve ter um santo pros tradutores)

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Tem mesmo!

São Jerônimo (30 de Setembro).
http://www.biancawandt.com/curiosidades.html
http://cafetradutorescristaos.blogspot.com/2007/09/valha-me-so-jernimo.html

E... São Mesrob (9 de Outubro)
O texto aqui http://vivendo-e-traduzindo.blogspot.com/2008/03/o-outro-santo-tradutor.html é de Paulo Coelho (!!!!!) e vale até postar um pedacinho. Os destaques são meus.

"...penso em todas as pessoas que nunca conheci, e que talvez jamais tenha a oportunidade de encontrar, mas que neste momento estão com meus livros nas mãos, procurando dar o melhor de si para manter a fidelidade do que procurei dividir com os meus leitores.

Mas penso, sobretudo, em meu sogro, Christiano Monteiro Oiticica profissão: tradutor, hoje em companhia dos anjos e de São Mesrob, assistindo a esta cena.Lembro-me dele grudado à sua velha máquina de escrever, muitas vezes se queixando de como seu trabalho era mal pago (o que é infelizmente verdade até hoje). Logo em seguida, explicava que o verdadeiro motivo de continuar naquela tarefa era seu entusiasmo de dividir um conhecimento que, se não fosse pelos tradutores, jamais chegaria até seu povo.

Faço uma prece silenciosa por ele, por todos aqueles que me ajudaram com meus livros, e pelos que me permitiram ler obras às quais jamais teria acesso, desta maneira ajudando anonimamente a formar minha vida e meu caráter."