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terça-feira, abril 12, 2011

Não resisti

'Quando você entender, rirá'

Batman!

(Essa veio do Capinaremos, especialmente pra quem tem mais de 30)

domingo, janeiro 30, 2011

Dia de Estrelas

Porque hoje é dia da Saudade, dia do Portuário (meu avô era um), dia Nacional das Histórias em quadrinhos (Batman, yes!) e Dia da Não-Violência:









Uma boa semana a todos.

sábado, janeiro 29, 2011

Indicações interessantes

O pessoal do Byte que Gosto encontra cada novidade, que me pergunto como arranjam tempo pra trabalhar, por exemplo. Se você é geek, vai gostar dessa listinha de presentes para geeks/cientistas, do Psicofonia.net. Destaque para a Ecosphere, o sequenciamento (parcial) de DNA, micróbios de pelúcia. Outro presente bem bolado é o cortador de pizza do verdadeiro geek, postado no Chicclete.

No Tenso, você encontra vários modos de se tornar um super-herói:

(olha o Batman!)

Você pode aproveitar a dica do Caixa Pretta, para enviar suas cartas de graça. Lembra a fantástica idéia para fazer ligações telefônicas de graça, com uma gravação do som da moeda colocada no telefone público ou usando o gancho do aparelho. Não sei se as empresas telefônicas já conseguiram encontrar o meio de bloquear essa gracinha geek. O mesmo pros Correios.

No Ela tá de Xico, uma dica interessante sobre uso de camisinhas. Confesso que sabia da existência da técnica, mas é a primeira vez que vejo registrado em vídeo. Pra quem não sabe, a expressão 'estar de Xico' significa 'estar menstruada'.

O campeão da lista é do Bobolhando, com dicas de como fazer sexo seguro, evitando processos por estupro, agressão e por aí vai. Como boa fã de Medicina Legal, eu amei. Destaque para o Manual de Instruções para a Vida, no mesmo site.

Também vale a pena saber o que é o #jogojusto, no próprio Byte que eu gosto. Embora eu só jogue paciência e paciência spider, estou apoiando a iniciativa.

E você, anônimo leitor? Tem alguma dica?

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Certas coisas...

...eu não sei fazer. Apesar de toda boa vontade alheia, programas, etc, não consigo baixar vídeos. O programa diz que baixou, mas não estão na pasta, vai entender. Também estou apanhando pra postar isso, que vi no 'Byte que eu gosto': a evolução do Batmóvel. O site também indicou o vídeo de lançamento do tablet da Motorola. Fantástico.

sábado, dezembro 25, 2010

Por falar em canecas...



Geek é uma praga. Um acompanha o blog do outro e acaba nisso. Meu irmão (nerd extremo) tem um colega que indicou outra apaixonada por coisas que gritam 'sou geek'. Tudo isso pra eu mostrar essa caneca que mi hermano não largaria, sem falar do vestuário, com o qual ele seria capaz de ir pro trabalho. Bom, pro trabalho, não sei. Mas atenderia a porta vestido assim, com certeza.




Fonte: VeryJess

sábado, dezembro 04, 2010

Mais pintura

E daí que finalmente encontrei um vermelho próximo ao que quero pra sala de jantar. Há aaaaanos que sonho com uma parede vermelho-telha combinando com os assentos das cadeiras. O vermelho-telha (intitulado pelo fabricante 'carmim') que eu quero não se fabrica mais. Aqui não tem loja da Coral pra fazer a tinta na hora. Comprei 'vermelho', da Iquine, para pisos e cimentos. Emasso a parede, lixo, tiro foto do 'antes', cubro os móveis, e abro a lata de tinta. Cor de rosa. Vai que o pigmento está no fundo. Mexo, mexo, mexo. Cor de rosa Penélope Charmosa.

O vendedor disse que sou a segunda pessoa que vem trocar a mesma cor. Não tem outro lote da mesma cor. Saí de lá com uma lata de 'pérola', para outro cômodo e um vale de 9 reais. Será possível que vou ter que trazer a tinta da capital? Santo fim de mundo, Batman!

quarta-feira, junho 30, 2010

Falando em mudança

Atualizando, porque há dias que não falo muito da mudança.

25.06.10
Putz! Como tá frio! Enquanto eu estava varrendo casa, desempacotando as coisas, nem percebi, mas agora que me sentei, vou ali pegar um casaco.

Vamos à odisséia da mudança. Primeiro, toda mudança que se preza, tem algo quebrado. Os meninos só quebraram um vaso (velho) de plantas, quando o caminhão fez uma curva e desequilibrou o dito cujo. 'Normale'. Mas, pra ter um toque de irritação e comicidade: lembra que passei o mês engomando roupa?

Então, eu peguei toda a roupa engomada, ontem, minutos antes do pessoal chegar, coloquei num plásticos e coloquei sobre a escrivaninha que separei pra doação pros desabrigados. O pessoal chegou, e eu apontei pra uma estante onde estavam 'Srta Dess', 'Will', O HD externo, minha bolsa, etc: 'Ali, vocês não mexem'. 'Olha, cuidado com essas revistão, são de coleção (as revistas do Batman), cuidado que ali tem vidro (caixas com louça), isso é de quebrar, aquilo é roupa engomada, eu mesma levo, etc'. Minha culpa, reconheço. Muita informação de uma vez.

Então, fico eu ajudando, mostrando o que é melhor levar primeiro, como desmontar o sofá-cama. Esse sofá foi a grande farra da mudança - eles apelidaram de sofá-sanfona porque nunca tinham visto um daqueles sofás – além das revistas do Batman). De repente, já no finalzinho, deixaram os móveis da doação pro final, pra ficar mais fácil de parar na igreja e entregar as doações. O que eu vejo SOBRE A CALÇADA? Minhas roupas engomadas, dentro dos plásticos, jogadas no chão. Santo Rivotril, Batman!

Eu apenas fiz um bolo com tudo e joguei em cima do caminhão. A antiga Odessa teria dado um show. O responsável pelo caminhão ficou mortificado, os outros deram um bronca no menino (era um bando de rapazote), mas eu deixei pra lá. Podia ter sido o computador. As roupas nem sujaram. Eu até disse a ele que era pra eu ter deixado na estante 'proibida', pra ele não ficar tão chateado, afinal, ele se ofereceu pra vir em cima do caminhão, de olho pras revistas do Batmam não sofrerem qualquer dano e foi uma ótima idéia, porque em alguma curva, algumas revistas caíram (ainda bem que estão em pastas de acetato) e ele viu imediatamente. Não sujou nenhuma. Mas que dá tristeza ver a pilha de roupa pra engomar DE NOVO, isso dá.

Desde ontem, eu varro areia dentro de casa. O lado de fora da casa ainda não foi terminado, então todo mundo que entra, por mais que tenha pano na entrada, traz areia pra dentro de casa. Tem a poeira que ficou da obra, tem a terra do vaso que quebrou...

Hoje, instalaram a internet e a parabólica - a gente só vê TV aqui com parabólica-, o marceneiro veio, consertou o armário e instalou a nova cabeceira da cama, o meu pintor/quebra-galho fez um orçamento pra colocar os beirais nas janelas e portas (pra proteger da chuva). Eu consegui a furadeira do marceneiro emprestada por uns instantes, mas a menor broca disponível para parede era a número dez. Como eu só tenho bucha oito, os ganchinhos vão se soltar se eu pendurar algo mais pesado que lingerie, mas já é um começo! Amanhã eu compro bucha 10 (aquelas buchas que a gente coloca na parede pra prender parafusos têm número. Bucha 10 é um tamanho enorme, pra aguentar muito peso, tipo roupa lavada).

E a vida é divertida! Um dos técnicos da internet sabe que gosto de CSI e ficou perguntando sobre a temporada que está passando na Record. Só eu mesma pra ter um técnico em internet que assiste CSI. Minha ex-manicure também assistia.

Acabo de descobrir que daqui de casa dá pra ouvir o sino da matriz, que toca a cada quinze minutos (acho), o dia inteiro. Só não é alto demais. Minha grande curiosidade é se a igreja Pentecostal aqui perto (que só percebi depois de assinar o contrato), é daquelas barulhentas. Espero que não. Já bastou o vizinho ouvindo forró ontem o dia inteiro em alto volume. Eu sei que era Dia de São João, mas espero que não vire rotina, porque foi-se o tempo que eu era boazinha. Eu nem perco tempo falando. Faço denúncia e pronto.

Falando em transporte de mudança:

Vou precisar retocar a pintura do guarda-roupa (superfície grande demais pra não sofrer danos), das estantes, da geladeira. Mas isso é coisa de mudança, de gente chata que fica procurando defeito em tudo e não admite que deveria ter fiscalizando (ainda mais) o transporte, porque o rapaz da mudança foi um achado. Veja a diferença: um conhecido teve o apartamento inundado pela chuva, a ponto de pingar água da lâmpada e se mudou em 24 horas. Cobraram 400 reais. Esse rapaz que contratei, cobrou SESSENTA reais pelo aluguel do caminhão e VINTE reais pela diária de cada menino. Eram três. Total: 120 reais. Eu dei 140, porque não quebraram nada. Eles não são profissionais, foram cuidadosos, eles ainda herdaram parte dos móveis da doação e me fizeram o favor de deixar as caixas do declutter na igreja. O menino das tais roupas perdeu um monte de coisa na chuva e ficou com meu antigo fogão, que está feio, mas perfeitamente funcional. Eu já ia comprar um mesmo, nem que seja no crediário. Por mim, só quero um fogão, que cozinhe e não estrague o bolo.

(mal se ouve a cantoria da igreja. Ou pediram pra baixar o som, ou estou ficando surda mesmo)

Piada de declutter: eu joguei fora um varão pra antena parabólica há mais de um ano, 'bota-fora' nem era chamado de declutter por aqui na época. Hoje, o cara me pergunta 'cadê o varão que dei pra senhora há uns dois anos?' Eu: 'ah, eu me separei, ele deve ter levado por engano'. Foi a única coisa, que me lembro de ter precisado, do que joguei fora, em anos e anos. Conclusão: é raro, mas você pode precisar de algo de que se desfez, mas quase sempre é algo que dá pra comprar. E é muito improvável que você precise de algo que foi pra declutter. Na dúvida, coloque nunca caixa 'para pensar' e tire do meio do caminho

AIJESUS! Estão cantando hinos ali na esquina. Cadê os fones de ouvido?
Entenda: eu adoro hinos religiosos, bem cantados. Minha mãe é vizinha de uma igreja adventista e eu ficava curtindo até o ensaio da banda. Sei. ou sabia, pelo menos um hino inteiro. Mas esse povo que não percebe que seu dom não é cantar, e ao invés de cantar, berra, ninguém merece. Por exemplo, eu gosto de 'o leão da tribo de Judá', e é evangélico

Estou precisando de férias dessa mudança!

sábado, junho 19, 2010

O que faz um dia de pintura

Saudade da Fal, da Suzi, da minha casa organizada, dos filmes classificados por ordem alfabética, das minhas estantes com livros classificados como só eu entendo, da casa sem esse cheiro horrível de tinta, e vazia, sem gente andando pra lá e pra cá.

Saudade de 'Bones', de WP em 'CSI' (ver na Record não vale), de escrever sem parar, da coleção do Batman organizada por ordem cronológica, do dileto irmão, do chão livre de tinta, da Fátima apresentando JN ao lado do Bonner, de ter tempo de ler sem pressa, e da mesa da cozinha sem esse monte de organizadores que só atrapalham na hora de encontrar o tempero certo pra fazer sopa. Sim, sopa, porque com esse frio e essa bagunça, não dá coragem de fazer mais nada, nem com as receitas da Fal e da Suzi.



Essa porcaria de tinta me deu dor de cabeça e já estou imaginando a casa amanhã, depois de mais um dia com os pintores por aqui. No mínimo, vou assistir o jogo do Brasil espirrando. Novidade: o chão da sala de jantar cedeu enquanto pintavam uma das paredes (eu não disse que aquela porcaria ia ceder?) e eu só vi agora que o pessoal foi embora.

Como Suzi comentou: 'Ao começar um novo projeto, tudo que apresentamos é apenas o resultado de um processo. Cuja qualidade será sempre proporcional à riqueza de nossa bagagem. E é aí que me pergunto: estou satisfeita com o que eu trouxe até aqui?'

Satisfeita, não sei, mas eu estou cansada, isso sim. Também deu saudade do tempo que eu podia ler vários blogs e acompanhar as histórias paralelas. Essa do telefone sem fio foi uma que só li agora, como só agora vi o post de Suzi me agradecendo pelas flores do Dia dos Namorados.

domingo, junho 13, 2010

Domingo de Santo Antônio

Espelho, espelho meu. Existe algo mais deprimentemente solitário que passar a noite dos namorados passando roupa e vendo filme não-romântico? Eu não me sinto Bridget Jones por SOU a Bridget Jones. Sem direito ao Colin Firth. Sem direito nem ao Hugh Grant.

Pois, eu passei quase toda a roupa. Continuo defendendo que não tem Paula Fuzeto, nem Martha Stewart que me façam dobrar um lençol com elástico com perfeição. Aliás, passar lençol com elástico já dá tanto trabalho que eu quase – quase – prefiro comprar daqueles tradicionais.

Resolvi que ia lavar a cozinha (incluindo paredes), o banheiro em uso e a área de serviço – o que me obrigaria a fazer o tão adiado declutter da área de serviço. Mas, antes de tudo, havia uns armários pra tirar do meio do caminho. No primeiro armário, tudo desandou. Eu tirei tudo de dentro. TUDO. Até o escorredor de macarrão, que é de plástico e não pesa nada. Coloquei tudo em cima da mesa. Soltei os parafusos gigantes que o prendiam à parede, pelo tamanho da bucha, número 10 ou 12, e... CABUM! Dá pra acreditar que os pés (de plástico) e a última prateleira (de MDF, como quase todo o armário), não suportaram o peso do próprio armário?

Meu ex bem dizia que MDF é feito de cuspe com cera de ouvido. Como pós-mulher dele (coisa de Mário Prata), posso dizer que ele estava certíssimo. É i-na-cre-di-tável. Eu fiquei com um armário ‘na chom’ porque soltei DOIS parafusos. A última prateleira era presa às laterais do armário por parafusos, pivotantes e tachinhas (na parte de trás). Ela está ali, soltinha. Parece um banquinho pra criança.

(Tommy! Sai daí agora mesmo. Eu disse ‘parece’, não disse que pode sentar. Não agüenta nem seu peso. Ai, personagens!)

Deu até medo de mexer no resto sozinha. Deixei pra lavar as paredes outro dia, embora o armário já esteja fora da cozinha. É mais um item agora pra imensa lista de coisas que não posso resolver sozinha, mesmo tendo MDF sobrando em casa (um antigo guarda-roupa virou um monte de prateleiras há anos, mas não tenho mais o serrote que resolveria a situação). Preciso comprar tinta a óleo branco-gelo, fosco. Vou aproveitar o marceneiro e resolver a situação do baú da cama, outro problema causado pela ‘resistência’ do MDF. Gastos, gastos, gastos.

Comecei (quase terminei) o declutter da área de serviço. A técnica é básica. ‘Você precisou das informações técnicas dessa revista científica nos últimos dez anos?’. Foda-se. Fotos de coisas bonitas, reportagens interessantes, fotos dos trigêmeos da Fátima Bernardes ao sair da maternidade (pelamordedeus, o povo já tem uns 15 anos!). Lixo, lixo, lixo. Manual do Curso de Suporte Avançado à Vida: pro pessoal da emergência. Manual de implantação de unidade de saúde da família: pro arquivo do posto. Caderno de caligrafia (eu ainda faço caligrafia): lixo. Quando a letra começar a piorar, eu compro um novo por 2 reais. A coleção ‘O Mundo da Criança’, que fiz tanta questão de trazer da casa materna. Bem, eu usei informações dela nos últimos dois meses, eh, eh. A coleção do Batman... Ponto de discussão. Adiante. Cartas em francês que têm vinte anos, de uma correspondente que nunca mais verei e sem significado sentimental: lixo. O livro de Patologia de Robbins, cujos exemplares guardo (são dois), um porque foi na lombada dele que li minha primeira grande palavra (se ler ‘Patologia’ não provou que eu já sabia ler, nada mais provaria) e outro porque foi minha mãe que me cedeu, mas já era desatualizado quando eu era estudante: a quem interessar possa.

Devagar, a gente vai descobrindo o que realmente importa na vida. O que sobrou da segunda placa de formatura (quebrada numa mudança): lixo. Eu não dou o mínimo valor a isso. Se desse, estaria indo pro encontro de dez anos de formados da turma. Olhando em volta, vou percebendo novamente o que levaria numa mala feita em 15 minutos: um dos computadores, o HD externo, os livros de poesia, ‘A chave do reino interior’. O resto eu encontraria em livrarias e sebos.

Preciso pintar as prateleiras da área de serviço, incluindo os suportes. A ‘caixa de brinquedos’, que foi da minha infância e que prezo bastante, embora só esteja guardando prateleiras excedentes no momento. Retocar as estantes de aço. Coisas a fazer durante a semana. Até quinta-feira, quando irei à capital correndo, ver minha médica e meu irmão. No sábado, o pintor vem, pra começar a cimentar e emassar. Continua o trabalho no domingo.

Como terminaram a pintura da casa nova por dentro (e aquele explorador já era), eu vou dar uma olhadinha como vão as coisas por lá. Aproveito pra medir o banheiro e saber o que é possível fazer. É hora de mudar o endereço das correspondências e avisar à dona desta casa aqui que estou partindo.

Deixa eu ver se os assentos das cadeiras da mesa da cozinha já secaram (estavam implorando uma limpeza) e preciso mesmo lavar o chão da cozinha. A área de serviço eu lavo durante a semana. Parece que tem jogo do Brasil essa semana, né? Eu gostava tanto de futebol. O que houve comigo?

E, não, eu não estou 'bem'. É só rotina. Just in case.

***

Ah, Vicky me mandou essa foto, em retribuição pelas flores. Thank you, my dear.



Flores no St James' Park

sábado, junho 05, 2010

Segurança e apego

Então, voltei correndo pra pegar a encomenda de latas, galões, lixas e tudo mais, porque tinha um compromisso inadiável, esse sim, sem direito a atraso. No meio do caminho... Havia ‘três galões’ e não ‘três latões’, justamente da cor mais necessária pra começar a pintura, porque vão começar pelo exterior (afinal, eu ainda estou por aqui e não quero tinta nos meus livros, nem móveis). Um engano perfeitamente desculpável da vendedora, porque eu li a lista ao invés de entregá-la, ficava mais fácil pra ela conferir os preços no computador daquela forma e deu no que deu. Uma diferença de R$152,7. Bem que eu estava animada demais com o custo do material, né?

Como nessa cidade, os horários das lojas são diferentes das de cidade grande, no sábado, o armazém fecha às 13h, quando eu ainda não estaria disponível. Posso tentar na segunda-feira, mas sabe como são as segundas-feiras. Espero resolver a troca logo, porque vão começar na terça-feira à tarde, segundo o pintor. Mesmo sem a tinta, dá pra ir lixando, pintando os portões, a área de serviço, o quarto do primeiro andar, etc. Não vai ser desculpa pro serviço não começar. Já telefonei pro armazém e reservei a tinta, pra não faltar.

Um calor e tanto, ainda mais depois do frio que fez ontem, com tanta chuva. Acabei não telefonando pro gesseiro, mais um adiamento. Em compensação, encerrei o declutter da sala de estar, comecei uma faxina na área de serviço, coloquei a roupa pra passar bem à vista e comprei mais organizadores pra arrumar a bagunça do escritório. Encontrei adaptadores de tomada! Continuo sem encontrar uma espécie de alarme bem simples que tem na casa onde estou. Sei que tem em Recife e não é caro.





Ambos em torno de 5 reais, me deixam mais tranquila, mesmo morando sozinha. Como durmo trancada no quarto, dá tempo de pelo menos ligar pra delegacia, ou pro vizinho, até que consigam arrombar a porta do quarto, né? Sem falar que eu não gostaria de perder o pouco de valor que conquistei na vida. Quer dizer, tem valor pra mim, mas acho que o ladrão só ia querer mesmo o computador e, talvez, o DVD. Qual o ladrão que rouba livros?

Falando em coisas de valor pessoal, estou pensando em não me desfazer da coleção do Batman. Interessante. Eu adoro colocar coisa fora, desde criança. Estou num verdadeiro furor de ‘declutter’ (caixas-arquivos, tremei), mas quando vi a coleção ali, toda em pastas de acrílico/acetato, ou como se chama, toda etiquetada, meu coração vacilou. Eu acho que não voltaria a colecionar, mas gosto de reler as antigas sagas. ‘Gotham City contra o crime’ marcou uma geração. Eram histórias onde quem resolvia as broncas era a polícia da cidade, e não o homem-morcego. Um marco foi Renée Montoya se assumindo como a primeira heroína gay dos quadrinhos. Nem vou falar de Dick Giordano, nem de Frank Miller. Aquilo, sim, é arte. Pelo menos a gente entende o que está desenhado. Quer dizer, houve uma fase com Kelley Jones que... Bem, cada um com seu gosto.

Em compensação, já são duas caixas enormes de coisas pra passar adiante. Perdi as contas das sacolas e sacolões de lixo. Hoje, dia do Meio Ambiente, eu só trouxe uma sacola plástica pra casa, porque já havia levado as minhas. Mesmo reaproveitando as sacolas pra novas compras ou como saco de lixo, tem tanta, mas tanta sacola aqui, que (palavra!), estou embalando tudo que é frágil com sacolas plásticas. Ainda não usei uma folha de jornal ou outro papel! E acho que vai sobrar sacola pra colocar os DVDs e VHS, como comentei em outro post. Quando eu terminar de desempacotar tudo, vou fazer duas boas ações. A primeira é arranjar espaço, me livrando de tanto saco. A segunda, é sair distribuindo sacolas pelas barracas das feiras, porque os feirantes vivem precisando de sacolas pra colocar as frutas e legumes. A maioria das pessoas aqui não usa, nem mesmo sabe o que é uma sacola reciclável. Tem gente que insiste que a compra não vai caber na minha sacola, acham estranho quando eu compro um objeto pequeno e simplesmente coloco dentro da bolsa. Por outro lado, o pessoal dos sítios, quando faz compras nos supermercados, pede que embalem as compras em caixas, mais resistentes pro transporte até em casa.

quarta-feira, maio 26, 2010

Planejando uma mudança

O início de minhas noites, durante a semana, é quase sempre o mesmo. Eu entro em casa, cumprimento a turma invisível pro resto do mundo, e acesso a internet, na esperança de ainda encontrar minha correspondente habitual online. Como a maioria das mulheres, quando falamos, fazemos um balanço do dia e começamos a ter idéias. Não sei quanto a ela, mas enquanto teclamos, já encontrei soluções impossíveis pra histórias que eu escrevia no momento, conflitos no trabalho e agora é a vez ter idéias pra casa nova.

Pensar na mudança me distrai de uma fase bem pesada no trabalho, onde uma pessoa está partindo aos pouquinhos, consciente, e com o bom humor praticamente intacto. É bom ter algo pra desviar minha atenção. Hoje, são as seasons finales de Bones (segundo a correspondente, ‘de partir o coração’) e CSI (com um serial Killer com habilidades médicas e cirúrgicas, apelidado de Dr Jeckyll).

Enquanto isso, estou me preparando pra hercúlea tarefa de embalar tudo. O problema são aqueles objetos e papéis que você nunca usa, mas sabe que se jogar fora, vai precisar deles. É um desperdício de espaço, isso sim! Percebi isso nesse fim de semana, estudando pros pacientes graves. Estou fortemente inclinada a jogar fora toda a papelada da faculdade e revistas médicas que guardo há dez anos e nunca uso. Percebo que, ao longo dos anos, consultei mais as poucas 'Casa Cláudia' que possuo que as revistas médicas. Pra tudo, eu corro pra internet, pros sites dos laboratórios. É assim que eu nunca leio os livros-texto, onde está a verdadeira ciência. Tem mais informação de manejo de dor grave no meu livro de Clínica Médica do que no último curso que fiz por correspondência! No curso, havia muita ciência, claro, mas pra aliviar a dor do povo, está tudo no livro que tenho há uns 9 anos. Por outro lado, as únicas roupas que eu não uso e continuo guardando, são os vestidos da festa de formatura, mas estou cabendo em quase todos eles!

Eu nunca gostei de juntar coisa. Se meu irmão não encontrar um interessado pelas revistas do Batman, eu vou doar pra biblioteca. Na verdade, eu queria passar pra alguém que desse valor à coleção. Meu irmão pediu uma lista atualizada pra fazer isso, mas cadê tempo? Se desfazer de bens pode parecer desperdício, mas pode ser um ganho de tempo e de dinheiro. Ainda assim, estou controlando cada centavo. A correspondente ainda fez a maldade de me mostrar que a Submarino está vendendo 6 temporadas de CSI por 600 reais, mas ainda não é dessa vez que eu retribuo o bem que aquelas pessoas me fizeram.

Eu ia na casa tirar umas fotos e postar aqui, mas o carregador de pilha cismou de novo comigo. Amanhã, compro umas pilhas alcalinas, seja o que for. Talvez consiga um cabo pra substituir o do carregador. Quero fotografar e medir a casa, planejar a decoração, mas vou contratar logo um pintor. Ele pode começar a pintar a casa onde estou morando por fora, enquanto ainda estou aqui, e terminar quando eu sair.

Aliás, ainda não disse à dona dessa casa aqui que estou saindo. Depois da maneira como fui tratada, sendo repreendida pelo que não fiz, como se não tivesse direito de sair do imóvel desde que pagasse a multa e deixasse tudo como encontrei, entendi que posso esperar mais uns dias pra ter esse aborrecimento extra. Ontem tive uma enxaqueca. Fazia tanto tempo que não tinha, que não reconheci logo o que estava sentindo. Achei que era a história da casa, mas concluí que é preocupação com minha paciente que está partindo. A palavra ‘casa’ agora tornou-se sinônimo de muito trabalho e diversão. Como será que vai minha casa nova?



'Bye, Bye, Baby II', by Jack Vettriano.

domingo, março 07, 2010

Solidão

Alguém me explica o que é que eu continuo fazendo aqui?

Eu falo de coisas que ninguém à minha volta entende, ou se importa. Falo de gente que ninguém conhece, prefere ignorar, ou simplesmente não suporta. Ouço músicas que quem passa os dias comigo, sequer ouviu falar. Me emociono com textos que a maioria nunca leu.

Passei a vida querendo fugir de casa, sabendo exatamente o que levar na bagagem, seguindo o princípio do Tao de saber o que é o bastante, pra sempre ter o bastante. No momento, eu preciso de três ou quatro caixas pros meus livros. Dispenso a coleção de revistas do Batman. Quem quiser, que leve os livros de Medicina.

Ah, eu leio. Não tão compulsivamente quanto a alguns anos, nem tão indiscriminadamente, mas continuo achando que ler é a melhor coisa do mundo. A melhor, sem discussão. Nada mais me transporta a outros mundos dessa forma, embora o cinema e o teatro cheguem perto, mas pra isso eu preciso de mais gente além do autor. Leitura é o melhor custo/benefício em matéria de viagem, com riscos mínimos.

Eu assisto programas de TV que raramente posso discutir, gosto de assuntos que quase nunca posso aprofundar. Passei a criar mundos e pessoas pra poder partilhar tudo isso. Amo desesperadamente gente que ninguém mais conhece. Fico rindo na madrugada, de coisas que os outros não entendem. Descobri que quando assumi minha esquisitice, comecei a ser verdadeiramente feliz. E finalmente cheguei à conclusão que meu maior dilema nos dias finais será que histórias irei rememorar, se me for dado tempo pra isso.

Quem sabe na próxima vida, eu consiga achar meu lugar.

domingo, abril 26, 2009

Do 'Nerds somos Nozes'

(Parabéns pro meu querido homem-morcego. Depois desse post pros 70 anos de Batman, deu mesmo vontade de retomar a coleção de 15 anos, parada há uns dez meses. Não foi só CSI que me segurou nesse plano de existência...

Tirando o comentário da dupla gay com o Robin. Se Adam West encontrar comigo do outro lado, não respondo por mim. Ele permitiu que a própria opção sexual interferisse na construção do personagem na série de TV e deu no que deu: até fã confunde as coisas. O Robin é FILHO adotivo do Batman. Os três primeiros Robins tiveram Bruce Wayne como tutor legal e Dick Grayson foi oficialmente adotado há alguns anos. Capisce?

E, sim, Joel Shumacher é o diretor de meu filme predileto, mas que fez besteira com o morcego, isso fez.)

Sábado, 25 de Abril de 2009
Parabéns, Batman…

Por FiliPêra

por ter um sido um herói que alegrou a moçada nos anos 30 e 40, por ter sobrevivido a toda a escrotidão e castração do período do Macartismo, por ter uma série de TV bundona e que não afeta a sua imagem, por ter alguns dos melhores vilões dos quadrinhos, por ser um dos únicos heróis críveis das comics americanas, por ter evoluído juntamente com seus leitores, por ter alguns dos maiores clássicos das HQ’s– como Batman: Ano Um, O Cavaleiro das Trevas, A Piada Mortal e Asilo Arkham – na sua carreira, por ter recebido escritores do calibre de Grant Morrison, Frank Miller, Neil Gaiman e Alan Moore para compor suas tramas, por permitir que artistas como Alex Ross, Jim Lee, Neal Adams e Frank Quitely ajudassem no processo de te dar vida, por ter pisado no Arkham e não ter enlouquecido de vez, por não deixar que as bombas cinematográficas de Joel Schumacher impedissem seu retorno triunfal aos cinemas, por mostrar ao Justiceiro que também é necessário cérebro para combater o crime, por não permitir que as maluquices do Coringa afetassem a sua tênue sanidade, por não ter cedido aos apelos do Robin e formar uma dupla gay de super-heróis, por mostrar ao seu amigo Superman que a kryptonita torna ele um pateta, por ter aproveitado esse momento de patetice do Superman e aplicar nele uma surra inesquecível, por mandar uma bala radioativa nos bagos de Darkseid e salvar o mundo… enfim, parabéns por ter completado 70 anos de história no dia 18 de abril; não é qualquer um que consegue nesse mundo, onde o lucro vem antes da arte, chegar a tão excelente forma.

Parabéns, você é o maior super-herói que já pisou na Terra!

Galeria completa de capas do Batman AQUI.

domingo, março 22, 2009

Sobrevivendo

Nem sempre a gente vive. Em certos dias, sobrevive. Precisamos de manutenção, como a casa, os carros e a geladeira. De vez em quando, precisamos reiniciar o sistema, limpar o HD, fazer back-up de alguns arquivos que estão ocupando espaço e que usamos uma vez por ano somente.

Ocasionalmente, damos uma repaginada. Escolhemos formas mais fáceis de fazer certas coisas e percebemos que certos objetos à nossa volta perderam o encanto ou sua função em nossa vida. É aí que limpamos o guarda-roupa e doamos um monte de peças que só ocupam espaço, remexemos na papelada que se acumula pelas gavetas (ou nos organizadores de bagunça), arquivamos as contas pagas e descartamos as notas do supermercado dos meses passados. Nessas épocas, descobrimos que há anos aqueles brincos caíram de moda ou estão desparelhados, e você sem espaço no 'porta-jóias'.

(Você tem jóias, anônima leitora? As minhas peças prediletas do momento são as bijuterias que comprei da Suzi. Ninguém tem iguais! Pra quê ouro e diamantes? Eu gosto é do design, não do custo do que está pendurado em mim).

Eu sou ordeira, já fui organizada e mantenho uma certa rotina em minha vida. Me desfaço de roupas que não uso, independente de estarem velhas ou não. Troco com amigas que me repassam, por sua vez, outras peças que estão mofando no guarda-roupa delas.
Mas não empresto mais nada: dinheiro, livros, filmes ou as revistas do Batman. Como diz Martha Medeiros:

'a ninguém ofereço meu vinho branco
não empresto minhas roupas mais caras
e são só meus os meus segredos'

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Há 13 anos...

Eu não perdia uma cerimõnia de entrega do Oscar. Eu só soube que o Oscar era esses mês por causa de um e-mail de Fernanda. Claro, meu irmão me convidou, mas eu não estava com espírito para me arrancar do meu canto para a capital em pleno Carnaval. Ontem à noite, eu pensei se valia a pena assistir a entrega de prêmios para filmes aos quais eu não havia visto nem o trailer.

Da última vez que perdi o Oscar, minha mãe havia me colocado de castigo. É, anônimo leitor, eu, no terceiro período de Medicina e de castigo! E nem me dei ao trabalho de argumentar 'Mas é noite de Oscar!', isso não cola com minha mãe (Claro que num ano seguinte, eu acordei a casa inteira por causa de 'A lista de Shindler'. Minha mãe é fã de carteirinha de Spilberg, não foi vingança não). Se eu merecia o castigo de perder o Oscar, tudo bem, mas eu me prometi que daquele ano em diante só passaria a noite do Oscar com quem entendesse de cinema.

Fernanda estava na primeira vez que tive verdadeira companhia pra festa, assim como o ex (que ainda era namorado dela!) e meu irmão. Foi uma das melhores noites de minha vida!

Então, eu perdi meu amado Heath Leadger ganhando Oscar póstumo. Considerando que eu, fã de Leadger e leitora do 'Batman', não tive coragem nem de assistir a esse
o filme, dá pra entender meu desligamento temporário das novidades do mundo. 'Cavaleiro das Trevas', 'Wall-e' e 'A duquesa' estão há meses aqui, enviados por meu irmão e eu sem me animar muito pra assistir...

De qualquer forma, eis a lista dos principais prêmios:

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Diretor
Danny Boyle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn, de Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Kate Winslet, de O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger, de Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black, de Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Roteiro Adaptado
Simon Beaufoy, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Filme Estrangeiro
Departures, de Kundo Koyama

Melhor Animação
Wall-E, de Andrew Stanton

Melhor Fotografia
Anthony Dod Mantle, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
A Duquesa

Melhor Som
Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Efeitos Sonoros
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Trilha Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Canção
Jai Ho, de Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curtametragem (animação)
La Maison em Petits, de Kunio Kato

Melhor Curtametragem
Toyland, de Jochen Alexander

Melhor Curtametragem (documentário)
Smile Pinki

Melhor Documentário em Longametragem
O Equilibrista, de James Marsh

quarta-feira, outubro 22, 2008

Madame Coco Chanel (estilista) nunca se importou que copiassem os modelos de suas roupas porque 'boas idéias devem ser compartilhadas'. Bem, obrigada pelo poema, anônimo leitor!


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Preciso me certificar se minha prezada genitora continua neste plano de existência. Hoje, EU não apenas saí comprando mais de uma roupa sem ter planejado com ainda fiz questão de sair de uma das lojas já usando uma das blusas (vermelha, ainda por cima) !!!! Pra entender tal comentário, leia este post.
***
Eu ando relendo meus antigos escritos, deve ser a crise de aniversário chegando. A gente fica repensando a vida, o que conseguiu até agora, que já está na quarta década de existência (é, quarta década, se vou fazer 33, a terceira década já passou). Do meu antigo blog: "A maldição de Eva não foi 'Parirás teus filhos com dor', certamente a condenação foi 'Sangrarás todos os meses com dor'. "
Porque fazer a minha parte na tradução da legenda do 2o episódio da 9a temporada de CSI exigiu inúmeras paradas para deitar, melhorar da dismenorréia (nome chique pra 'cólica menstrual') e voltar para o computador. Mas a legenda saiu!
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Vou ali estender a roupa lavada e procurar uma história do Batman. Fui inventar de comentar algo com meu terapeuta e usei a tal história como exemplo. Agora, quero ler de novo. Detalhe: são APENAS quinze anos de revistas na minha coleção. Vai ser fácil pra encontrar...
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Também do antigo blog (quando eu fazia poesia):
queria largar tudo e sair por aí
sem hora nem dia pra pra voltar
sem plano de vôos
em vigia
sem porto pra ancorar
queria saber ser irresponsável
e assumir de vez essa minha loucura
que vive à espreita
mas não se assume
queria sair de vez do armário
desaparecer pelo mundo
garanto que não haveria boletim de ocorrência
Acho que, no que melhorei da depressão, meu lado poético tirou férias.
(Pro lado poético: "Ei! Pode até se aposentar viu? Não estou fazendo questão".)
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Não, eu não sou alcoolista (não se usa mais o termo 'alcoólatra' porque é doença e não vício). Mas eu adoro esse texto da Oração da Serenidade, como escrita por Reinhold Niebuhr:

"Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença: vivendo um dia a cada vez, aproveitando um momento de cada vez; aceitando as dificuldades como um caminho para a paz; indagando, como fez Jesus, a este mundo pecador, não como eu teria feito; aceitando que Você tornaria tudo correto se eu me submetesse à sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e extremamente feliz com você para sempre no futuro. Amém."

quarta-feira, setembro 24, 2008

Sobre todas as coisas:

Alguém quer me explicar por que raios a conexão tinha que cair às 11 da noite? Para loucas mortais (Vicky, Fal, Grissom’s Girl, eu...) isso é meio da tarde. E, como aqui tudo fecha às seis da noite, só amanhã pra falar com o suporte! Mas nem assim eu voltaria a morar na capital.
* * *
Então, Vicky, sobre o guitarrista do Muse:
Algumas suspiram por astros de rock, outras por 'Williams'. Cada qual com seu cada qual. E os últimos três foi você quem me apresentou.
* * *
Enquanto a Fal tem ‘aquela ruma’ (como dizem onde eu cresci) de gatos e o Baco, eu ando criando grilos. Calma fãs GSR, eu explico. Aqui tem muito mato e os grilos (insetos) acham que entrar em casa é o maior barato. Problema é quando eu finalmente resolvo dormir e eles querem cantar. Então, essa fã de Entomologia (desde pequenininha, viu? CSI é consequência) fica pulando pela casa tão logo percebe um grilo pulando dentro de casa. Além do barulho, eles roem roupas e livros (crime!). É, eu pego com a mão, por quê?

E ontem, duas da madrugada, havia uma rãzinha no banheiro. Eu particularmente desenvolvi uma técnica excelente com um copo e uma folha de papel, mas depois de morar um mês num quarto de hospital, numa cidadezinha no interior do Rio Grande do Norte... Gente, a enfermeira que dividia o quarto comigo tinha pavor às rãs. Eu fiquei craque na apreensão e busca.

E... tem sempre algum sapo na área de serviço. Eu desisti de explicar pra eles que ali não tem muita comida, mas... Eles devem gostar do Batman (a coleção de revistas ultrapassou o limite possível do escritório e migrou, com suas estantes e caixas-arquivo, para a área de serviço, que é imensa). Quem quer que seja o sapo da vez, ele é carinhosamente chamado de ‘Grissom’ (outro incompreendido que faz o bem). Vai que aparece um escorpião, o sapo está lá no ‘turno do cemitério’. Sapos e escorpiões são inimigos mortais vos ensina essa instrutora do curso ‘Acidentes com Animais Peçonhentos’.

Agora... não me apresentem aranhas. Eu sou como o Rony Weasley. Ok, ok, elas não têm culpa, mas adivinha por que eu caí de amores pelo William Petersen? Segurar uma caranguejeira na mão ‘incorporando o personagem’ é coisa pra um Homem.
* * *
Eu nem vou tentar explicar. Quem lê isso aqui entende, quem não lê... como foi que chegou aqui mesmo?
* * *
A conexão voltou...

sábado, setembro 06, 2008

Ruminando

Interessantes as estranhas companhias que escolhemos para partilharem a estrada conosco. Dos últimos dez anos, certas variáveis permaneceram. Harry Potter está aqui ao meu lado, nesse exato instante, embaixo dos 'Sonetos' de Shakespeare, ao lado das oito temporadas de CSI, próximo a uma agenda do Batman.
É o que sobra. Tudo passa em minha vida. Meus personagens permanecem. Sempre.

Certo. Ninguém entendeu nada. E daí? Ninguém mesmo lê isso aqui. Quem lê, entende.

quinta-feira, julho 17, 2008

MEDO!

Eu ainda não havia visto, pode tacar pedra. Leio (e coleciono)Batman há quase 20 anos e o Coringa me assusta. Não quis ver o filme (ainda não aceitei o que aconteceu com o Heath Ledger) e só agora vi o pôster.



Quem sabe um dia?

segunda-feira, março 20, 2006

20.03.06
Nada ainda da mudança grande. O caminhão foi pra revisão e só estará pronto amanhã. Na sexta, trouxe mamãe e Jolie pra verem como a casa ficou excelente depois de pintada. Claro que Jolie fez xixi na cozinha e quartos, cheirou a casa toda e adorou tanto espaço pra correr. Acho que ela nunca teve tanto espaço.
A louça extra de mamãe veio, mais livros (o resto da biblioteca médica, todos os romances médicos e de autores médicos, “Os reis malditos”, claro). A coleção do Batman já está com meu irmão. A gente coleciona Batman há uns quinze anos e resolvi dar-lhe a coleção de presente de formatura.
Ontem trouxe a TV, o vídeos e alguns filmes. Não sei se tenho mais livros ou filmes. Vou catalogar depois eu digo. Lavei tanta roupa ontem que a corda encheu. Só agora me dou conta da dificuldade que era lavar roupa num apartamento. Num instante a roupa seca aqui.
Comecei a arrancar o mato do jardim. A terra está tão seca que desisti. Molhei os canteiros e vou tentar hoje de novo.
Trouxe parte da louça e os vidros da cozinha. A única coisa que não se substitui eu já quebrei: minha placa de formatura. É a segunda placa que quebra.
Deixa eu ir trabalhar. Tenho que postar isso. Meus parcos leitores devem pensar que morri.