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sábado, julho 25, 2015
sábado, março 01, 2014
Finalmente!
Estante montada essa semana, só comigo e meus personagens. Atenção, Etna: seu manual não me disse o que fazer com oito dos pinos duplos e metade dos tambores e cavilhas que vieram na embalagem. Não é um absurdo que se tenha que adivinhar como montar um móvel que custou (mas não vale) 1500 reais?
Estou fazendo uma seleção criteriosa dos livros que permanecerão. Do contrário, onde ficarão as futuramente adquiridas obras de Monteiro Lobato (yes!) e temporadas de CSI (yes, yes, yes!)? Encontrei, por acaso, alguém muito interessado na minha velhíssima enciclopédia infantil, com mais de 30 anos de constante uso. Lembra, Hermano, de 'O mundo da criança'? Continua aqui.
Próxima montagem: sofá da sala, da Meu Móvel de Madeira. Depois vêm as fotos.
Estou fazendo uma seleção criteriosa dos livros que permanecerão. Do contrário, onde ficarão as futuramente adquiridas obras de Monteiro Lobato (yes!) e temporadas de CSI (yes, yes, yes!)? Encontrei, por acaso, alguém muito interessado na minha velhíssima enciclopédia infantil, com mais de 30 anos de constante uso. Lembra, Hermano, de 'O mundo da criança'? Continua aqui.
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sexta-feira, maio 17, 2013
Estava aqui pensando...
...que devo estar muito compensada. Em duas semanas, eu reli 'O universo numa casca de noz' e 'A megera domada', legendei um vídeo pela primeira vez e comecei um novo módulo de contos no Terapia da Palavra. Sem faltar ao trabalho, mantendo a cabeça fria com alguns diagnósticos complicados (em tempo: se você fosse médico, diria ao paciente 'eu não sei o que você tem'? Eu digo, e peço pra voltar na semana que vem, enquanto estudo).
Muito compensada ou hipomaníaca. Espera aí que eu vou dosar o lítio e já volto.
Muito compensada ou hipomaníaca. Espera aí que eu vou dosar o lítio e já volto.
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quinta-feira, janeiro 31, 2013
Doce Espera
Quando eu estava no internato de Medicina, prestes a me formar, comprei meu primeiro livro médico. Foi uma compra esperta àquela altura: um manual de clínica médica para médicos recém-formados, com dicas valiosíssimas, úteis até hoje. Uma delas era ‘quando estiver chegando a sua vez de pegar uma parte ruim da escala de serviço, planeje uma diversão para quando estiver desocupado, para poder aguardar por algo ansiosamente durante as longas noites’. Em suma, o melhor de alguma coisa pode ser a espera.
A maioria das pessoas tem alguma lembrança assim de sua infância: um evento marcante, um passeio, algo que foi aguardado e que, quase sempre, correspondeu às expectativas. É preciso entender que parte do que tornou tudo tão bom foram justamente as expectativas. Você imagina como vai ser, você sonha, você passa um filme em sua cabeça. Espere, não é assim que deve ser. Você recria a cena, surgem inúmeras variações, até uma ser escolhida. Tudo está perfeito em sua mente.
Estou falando disso porque uma amiga que nunca viu nem brincou Carnaval resolveu vir a Pernambuco nessa época do ano em que as pessoas parecem mudar ou assumir a verdadeira personalidade. Talvez por eu ter crescido sem ver Carnaval também, exceto na TV, só arrisquei uns passos na adolescência tardia, admiti que como manifestação cultural é ímpar e resolvi aproveitar o feriado pra ler. Dessa vez, eu não poderei fazer isso e vi-me contagiada com a idéia de mostrar ‘o melhor carnaval do mundo’ a alguém que alcançou os 30 anos sem ter visto a festa ao vivo.
‘Vamos fazer isso a sério!’ tem sido meu lema na vida e a ‘Missão Carnaval’ não poderia ser diferente. Pra começar, um roteiro porque Pernambuco tem tanto a se ver que um Carnaval apenas não é suficiente. Uma fantasia me pareceu essencial. Considerando que tomo lítio em altas doses e que, por causa disso, tenho tremores e dificuldade de acomodação visual, cortar e costurar tudo à mão – além de pintar o tecido – foi um desafio que levei com um bom humor que me surpreeendeu. Foram tarefas executadas com lentidão e de forma imprecisa, mas que me ajudaram a passar o tempo que pareceu se arrastar desde que essa aventura foi acertada. Também tem sido maravilhoso planejar um roteiro turístico da cidade onde nasci, mas onde só passei a residir quando vim fazer faculdade. Nunca fiz turismo antes e, pelo visto, essa pode ser a primeira de outras viagens para mim, que viajei muito, mas a trabalho.
Faltam oito dias e está quase tudo pronto: a programação, o cardápio, as sugestões de passeio, as fantasias, as reservas, os telefones de emergência, até a lista de episódios pra ver no dia que vamos ficar à toa. Se pode não dar certo? Claro! Eu não estou me importando muito com o que vai acontecer. Para quê? O perfeito, o impecável, o filme de Hollywood já aconteceu. Os ensaios fazem parte do espetáculo. Agora é pra valer. É hora do show!
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quinta-feira, dezembro 13, 2012
A propósito...
'coragem' deveria vir em gotas, em comprimidos, em drágeas de liberação lenta, em pílulas cor de rosa, pros médicos prescreverem.
porque alguns não pensam que em alguns falta insulina, a outros serotonina, melatonina, hemoglobina, e tudo parece apenas... falta de coragem.
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quarta-feira, julho 25, 2012
sexta-feira, junho 22, 2012
Descoberta a Causa!
Desde que comecei a escrever, eu perdi 30 quilos. Sério! Então eu parei de escrever. Chame de 'bloqueio de escritor', mas eu chamo de desespero, porque recomecei a engordar, depois de ter de volta as roupas que usava no tempo da faculdade e minha auto-estima.
Essa semana, alguém postou esse quadrinho do Facebook e tudo se esclareceu. A solução é que é difícil, porque eu simplesmente não consigo parar de ler.

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domingo, março 04, 2012
O porquê de um blog

Num mundo que lê o Twitter a cada segundo, alguém pode se perguntar por que ainda escrevo aqui. Bem, alguns passam a vida desejando uma casa própria, eu tenho esse blog.
Esse espaço surgiu da necessidade de reclamar pra não encher a paciência dos que conviviam comigo, mas até onde isso beneficiou os outros, ignoro. Depois passei a reclamar aqui dos que conviviam comigo, aproveitando que eles ainda não conheciam o blog e não uso meu nome. Até que o blog se tornou algo meu, um lugar pra falar tudo que eu queria dizer e ninguém gostava (ou conhecia), na língua que eu quisesse. Como quase ninguém acessa, raros são os comentários idiotas. E postando eu evito muito spam na caixa postal dos meus conhecidos.
Minha intenção nunca foi ter milhares de seguidores, nem usar o espaço pra publicar tudo que consigo colocar 'no papel', ou falar o que bem quero sobre alguém. Quando encontro alguém que não vejo há tempos, aviso que esse blog é a maneira mais fácil de saber como estou indo. Sou mais fiel a ele que às redes sociais, que não domino muito e acho que expõem demais os usuários. Se eu gosto de algum texto, indico aqui. Se escrevo algo que acho que os outros devem ler, posto aqui. No fim, o blog serve como um filtro pra eu saber o que comentar ou não com as poucas pessoas com quem convivo.
Aqui, aceito manifestações de apoio e críticas educadas. Não discuto o mérito de certos pontos de vista, até porque não entendo a razão de alguém acessar e criticar o tempo inteiro um blog não jornalístico. Aqui, nunca aconteceu; mas sei de pessoas que se veem vítimas de verdadeiro bullying por causa de um post. Num antigo blog meu, um dos posts só teve comentários negativos, mas foi um comentário por pessoa. Como o blog era coletivo, eu entendi que era hora de ter meu próprio espaço, igual a uma casa de família, entende? Aliás, quase todos os comentaristas daquele post ainda falam comigo.
Blogs são como casas pros seus donos. Alguns moram neles, outros visitam-nos de quando em vez, mas continuam sendo seus donos. Se você cria um blog onde não recebe ninguém, só pra apreciação pública, você tem uma espécie de museu, e isso deve ser respeitado. Mas se todo mundo entra e sai da sua casa, e faz o que bem quer e entende, isso não é nem república estudantil. Por mais democrático que seja um espaço, ele precisa de regras pra dar certo. Com ou sem moderação de comentários, com ou sem aviso de censura, um blog é um espaço privado, mesmo que o dono não pague por ele.
A meu ver, leitores de blogs deveriam seguir as mesmas regras de educação que convidados na casa alheia: não estender a estadia sem convite, não ser inconveniente, não ofender o dono da casa, não levar nada sem permissão expressa do dono. Enfim, o que se espera de alguém que vêm à nossa casa, quer pela primeira, quer pela centésima vez.
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domingo, novembro 27, 2011
Questão interessante

"E, quando eu for, o que farão com as cartas, as fotos, os desabafos que guardei comigo, e só comigo? Invadirão a minha alma, os meus segredos, e nada saberão da tal veracidade, da intensidade que representam para mim. São muitos anos vividos na imensidão dos meus sentimentos, perdida em sonhos que não se realizaram e que numa invasão de privacidade, que realmente não terá mais razão de ser, serão jogados numa lata de lixo, ou guardados numa caixa, que não abrirão mais, dentro de um armário, ocupando um espaço.
E, num determinado dia, talvez, queimem os meus sonhos, os meus desafabos, porque a ninguém mais pertencerão."
(Sylvia)
Fonte: Blog Sylvia dos Ss
(Sylvia é outra médica escritora que se importa com quem atende, lá de Santa Catarina, também gosta de música, poesia e imagens bonitas)
Por minha vez, tenho meus papéis e (arquivos) privados. Sempre me pergunto o que fazer com isso. Tenho ideia pra onde vai quase tudo que possuo (e é quase nada), mas preciso manter meus escritos por enquanto. Se não permito que ninguém os leia enquanto estou viva, como será quando eu me for?
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quinta-feira, novembro 17, 2011
E pra mim
Olha outro doido que mora mais ou menos sozinho! O bom do Will, tirando é a variedade de temas, além do humor, lógico. Imagino o tanto de personagens que passeia pela casa dele.

('Mais ou Menos Sozinho', de Will Leite)
Será que tem mais que aqui?

('Antes de Dormir 04', de Will Leite)

('Mais ou Menos Sozinho', de Will Leite)
Será que tem mais que aqui?

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sábado, outubro 22, 2011
Novo Layout

Conhecidos e anônimos leitores,
Obrigada pelos cumprimentos ao novo layout do blog. Gastei horas num plano de fundo azul-escuro, com bolhas, e outras variações; embora eu soubesse exatamente o que queria: essa textura de açúcar refinado, pra combinar com a figura do título.
Mi hermano passou por aqui e disse que o blog está com mais cara 'de escritora', o que me fez rir, porque eu resolvi sair cortando gagdets sem piedade. É um dos conselhos mais repetidos aos novos escritores: 'corte, corte, corte', mas o 'corte' é a respeito do texto. Uma vez que a listinha à direita é um texto que me descreve, tentei cortar o máximo. O que não pude cortar, editei ou repaginei.
Sobre os marcadores: pra confessar, eu soube da existência da 'nuvem de tags' por causa do blog 'A seu tempo' há meses, e a) eu não sabia colocar, e b) sempre me esquecia de perguntar a alguém que soubesse. Mas, mesmo quando vocês não tinham acesso à lista completa de marcadores do blog , eu vinha reduzindo o número dos mesmos, porque demais atrapalha mais que ajuda. Infelizmente, o Blogger ainda não inventou (ou eu não descobri) um recurso do tipo: 'delete o marcador X em todos os posts onde ele aparece' ou 'englobe o marcador X no marcador Y'. Isso tem que ser feito manualmente, post por post. Haja paciência. Ou insônia.
Acabo de me lembrar que nunca coloquei Vettriano na lista dos 'Meus Jacks'. Dá licença, que vou ali corrigir a injustiça.
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segunda-feira, julho 25, 2011
Mais alguém se sentiu desse jeito?
“Na verdade não tinha nenhuma vocação definida, mas conseguira as notas mais altas através de uma disciplina inflexível, para não contrariar a mãe. Poderiam ter-lhe imposto a aprendizagem de qualquer outro ofício e os resultados seriam os mesmos. Desde muito menina a incomodava o rigor de Fernanda, o seu costume de decidir pelos outros, e teria sido capaz de um sacrifício muito mais duro que as lições de clavicórdio, só para não tropeçar na sua intransigência. No ato de encerramento, teve a impressão de que o pergaminho com letras góticas e maiúsculas a liberava de um compromisso que tinha aceito não tanto por obediência quanto por comodidade (...)”
(Gabriel Garcia Márquez, Cem Anos de Solidão)
Porque foi exatamente assim que me senti ao receber meu diploma do curso superior. O que a faculdade fez por mim foi me tirar totalmente o prazer de aprender pelo simples prazer de aprender.
***

A propósito, hoje é dia de estrela: Feliz Dia do Escritor. Eu não sei quanto a você, anônimo leitor, mas...

(Direitos da Imagem: Franquia 'Cantão', com a campanha 'Eu amo escrever', incluindo o selinho na coluna à direita)
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segunda-feira, junho 13, 2011
Estrelas
Anteontem foi dia de estrela porque foi aniversário de mi hermano. Somos irmãos de sangue e de coração, acho que isso diz tudo. Essa é pra ele, que gosta de roseiras:

Hoje é dia de estrela porque é o 123o aniversário de Fernando Pessoa, e depois que conheci a história de sua obra, passei a me sentir mais 'normal', com essa penca de personagens, de tão variadas personalidades. Não é o mesmo que Fernando Pessoa e seus heterônimos, mas deu aquela sensação de pertencer a algum lugar. Nem que seja o dos que vivem em várias dimensões, às vezes ao mesmo tempo.

Hoje é dia de estrela porque é o 123o aniversário de Fernando Pessoa, e depois que conheci a história de sua obra, passei a me sentir mais 'normal', com essa penca de personagens, de tão variadas personalidades. Não é o mesmo que Fernando Pessoa e seus heterônimos, mas deu aquela sensação de pertencer a algum lugar. Nem que seja o dos que vivem em várias dimensões, às vezes ao mesmo tempo.
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quinta-feira, junho 02, 2011
Atualização:
Meio-dia e cinqüenta minutos. Parece que ontem acertei na dosagem da medicação pra ‘apagar’ (embora nunca consiga dormir, de fato, antes da meia-noite) e, como deu saudade do tio (Bonner se auto-denomina assim na rede) e ele nos cumprimentou ao vivo no twitter. Passei parte desse tempo com o JN, parte arrumando a cozinha, parte bolando um marcador novo (bolas, o colar de Suzi que não ‘surge’ na imaginação!), parte, claro, ouvindo ‘Bones’, porque estou cansada de ouvir. Eu sei, o Booth é lindo, mas não é WP, então melhor treinar o inglês, tentar dormir e ficar ouvindo. Quem sabe eu sonho... com o WP, claro.

Voltando à faxina : ‘conseguimos’ tirar quase tudo do guarda-roupa. Sobrou um par de sapatos mofados que, a faxineira perdoe, mas estou sobrevivendo a tanta cólica, alergia e depressão essa semana, que ela vai ter que tirar. Estou lavando toda a roupa, sim, apesar que mal ver o mofo. Como diz um personagem meu, mas a respeito do pólen ao qual a filha dele é alérgica: ‘Claro que eu não via exatamente o pólen, mas o nariz da gente percebe que tem alguma coisa diferente.’ Mofo é do mesmo jeito, ou quase. Fica aquela camada esbranquicenta, irc! Então, estou lavando peça por peça de decoração (ou passando lustra-móveis, ou óleo, depende da situação da peça em questão, porque ‘lavar’ pode piorar o mofo), os cabides (claro que ‘os cabides’, vou pendurar roupa limpa em cabide mofado? Parece que não sei!), meu querido baú que pintei de branco (mal pintado) e nunca postei, mas gosto dele mesmo assim... Ou seja, é uma faxina bem ‘mulherzinha’ e pessoal.

Ainda assim, acho que vou pedir à faxineira que venha duas vezes essa semana, até pra compensar o tanto que não nos vemos. Preciso que alguém me ajude a passar tanta roupa. Eu comecei a passar roupa tão cedo que já não gosto mais, se é que um dia gostei - lavar roupa, sim, é brincar com água – ou cansei, e ainda tem meu ombro com bursite. Antes que digam que pareço uma velha, a me queixar de doenças por todos os lados, fui-me.

Voltando à faxina : ‘conseguimos’ tirar quase tudo do guarda-roupa. Sobrou um par de sapatos mofados que, a faxineira perdoe, mas estou sobrevivendo a tanta cólica, alergia e depressão essa semana, que ela vai ter que tirar. Estou lavando toda a roupa, sim, apesar que mal ver o mofo. Como diz um personagem meu, mas a respeito do pólen ao qual a filha dele é alérgica: ‘Claro que eu não via exatamente o pólen, mas o nariz da gente percebe que tem alguma coisa diferente.’ Mofo é do mesmo jeito, ou quase. Fica aquela camada esbranquicenta, irc! Então, estou lavando peça por peça de decoração (ou passando lustra-móveis, ou óleo, depende da situação da peça em questão, porque ‘lavar’ pode piorar o mofo), os cabides (claro que ‘os cabides’, vou pendurar roupa limpa em cabide mofado? Parece que não sei!), meu querido baú que pintei de branco (mal pintado) e nunca postei, mas gosto dele mesmo assim... Ou seja, é uma faxina bem ‘mulherzinha’ e pessoal.

Ainda assim, acho que vou pedir à faxineira que venha duas vezes essa semana, até pra compensar o tanto que não nos vemos. Preciso que alguém me ajude a passar tanta roupa. Eu comecei a passar roupa tão cedo que já não gosto mais, se é que um dia gostei - lavar roupa, sim, é brincar com água – ou cansei, e ainda tem meu ombro com bursite. Antes que digam que pareço uma velha, a me queixar de doenças por todos os lados, fui-me.
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quarta-feira, junho 01, 2011
Olha!
‘Limpamos’ (eu e a turma de personagens, o bom é que tem companhia) todas as gavetas do quarto. Não precisou organizar porque já estava organizado, como você deve imaginar. Uma pessoa com certo grau de TOC devido ao Transtorno bipolar arruma as gavetas como ensinaram na escola técnica de economia doméstica, e ainda dá um up grade - eu suponho que seja devido a isso, mas vamos ao que interessa. ‘Começamos’ ontem pela falta de sono. Meu sono é algo digno daqueles centros de estudo como em ‘Pirates of the Third Reich’ (CSI S06E15): essas ‘pilulinhas’ não dão conta. Uma vez, minha médica teve que prescrever Rohypnol e, além de ser difícil pra conseguir e receber olhares suspeitos nas farmácias, teve o mesmo efeito que água com açúcar. Tenho outras histórias semelhantes. Eu esperava que a idade fosse modificando esse aspecto da minha fisiologia, mas continuamos na mesma. Meio miligrama do mais comum dos controlados pra dormir me levou a assistir ‘Bones’, porque desisti de ficar rolando no sofá-cama (sim, senhora, ‘continuamos’ aqui por causa do mofo). Dois miligramas, no dia anterior, me levaram a acordar meio-dia. Ok. A porcaria até que funcionou, mas possivelmente porque eu mal dormia há noites e noites, mas meio-dia! Isso é embaraçoso, vergonhoso e ‘temos’ uma faxina a fazer, que fica sendo interrompida por ‘é bom lavar a louça’, ‘finalmente a chuva deu uma trégua, lava o pergolado que você prometeu há três dias!’, ‘vou enterrar o-que-se-decompõe, pra fazer adubo’, ‘é bom aproveitar pra passar outra vassoura na casa que não custa nada’ e... são duas e meia.

Hora de comer antes que eu comece a não dizer coisa-com-coisa (tem que ter hífen, não me importa a regra, que nunca entendia, nem na época da ED). Hora de tomar banho também e trocar de roupa, pra descansar, porque essa energia toda foi uma caneca de café que tomei pela ‘manhã’ (não acordei tão cedo assim, um comprimido e meio pra conseguir fechar os olhos de vez, aliás detesto tomar remédio, tomo porque preciso) e estou cansada, tão cansada (igual à poesia de Fernando Pessoa, que já devo ter postado).
Contei que estou cabendo de novo numa calça querida, especial pra bagunça? Era pra ‘enquanto eu emagrecia’, depois emagreci, não quis me desfazer da peça, mandei apertar e deixei pra me ajudar nos ‘serviços pesados’. Se faxina não é ‘serviço pesado’, não sei o que é. Bom, mas, eu engordei ‘um muitinho’, a ponto de tirar os ajustes da calça e ainda assim ela coube. Isso me fez bem, porque antes eu era tão gorda que jamais caberia naquela calça. Até pensei, coisa de ‘artista’, em emoldurar a calça jeans, manchada de tinta mesmo, com uma moldura dourada e colocar por aqui. Eu ia achar legal, me lembrando o que passei com essa calça, que foi uma das poucas jeans que tive, porque não gosto do tecido. Muito quente pro nosso clima, só gosto nessa época. Sobre emoldurar a calça: ou iam achar horrível, ou o máximo. Arte é assim mesmo. E o que mais importante: voltei a perder peso, devagarzinho, mas espero que sempre.

Sabe, é bom fazer faxina assim: sem ninguém pegando no pé, com boa companhia (excelente, eu diria!), ouvindo a trilha sonora de ‘Bones’ (que é ainda melhor que a série de TV).
(Acredita que parei tudo pra gritar, não muito alto, pra pessoa que joga água lá de cima ao lavar o terraço - e bate na minha parede, onde começou o mofo, o tempo úmido só ajudou - porque a mesma estava fazendo isso de novo? Que saco! Já falei, já mostrei - nessa época não 'pega' porque tudo aqui fica úmido. Bem dizia alguém que o melhor vizinho é aquele que você nem percebe que ele existe.)

Hora de comer antes que eu comece a não dizer coisa-com-coisa (tem que ter hífen, não me importa a regra, que nunca entendia, nem na época da ED). Hora de tomar banho também e trocar de roupa, pra descansar, porque essa energia toda foi uma caneca de café que tomei pela ‘manhã’ (não acordei tão cedo assim, um comprimido e meio pra conseguir fechar os olhos de vez, aliás detesto tomar remédio, tomo porque preciso) e estou cansada, tão cansada (igual à poesia de Fernando Pessoa, que já devo ter postado).
Contei que estou cabendo de novo numa calça querida, especial pra bagunça? Era pra ‘enquanto eu emagrecia’, depois emagreci, não quis me desfazer da peça, mandei apertar e deixei pra me ajudar nos ‘serviços pesados’. Se faxina não é ‘serviço pesado’, não sei o que é. Bom, mas, eu engordei ‘um muitinho’, a ponto de tirar os ajustes da calça e ainda assim ela coube. Isso me fez bem, porque antes eu era tão gorda que jamais caberia naquela calça. Até pensei, coisa de ‘artista’, em emoldurar a calça jeans, manchada de tinta mesmo, com uma moldura dourada e colocar por aqui. Eu ia achar legal, me lembrando o que passei com essa calça, que foi uma das poucas jeans que tive, porque não gosto do tecido. Muito quente pro nosso clima, só gosto nessa época. Sobre emoldurar a calça: ou iam achar horrível, ou o máximo. Arte é assim mesmo. E o que mais importante: voltei a perder peso, devagarzinho, mas espero que sempre.

Sabe, é bom fazer faxina assim: sem ninguém pegando no pé, com boa companhia (excelente, eu diria!), ouvindo a trilha sonora de ‘Bones’ (que é ainda melhor que a série de TV).
(Acredita que parei tudo pra gritar, não muito alto, pra pessoa que joga água lá de cima ao lavar o terraço - e bate na minha parede, onde começou o mofo, o tempo úmido só ajudou - porque a mesma estava fazendo isso de novo? Que saco! Já falei, já mostrei - nessa época não 'pega' porque tudo aqui fica úmido. Bem dizia alguém que o melhor vizinho é aquele que você nem percebe que ele existe.)
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segunda-feira, maio 30, 2011
Porcaria de crise alérgica!
Quem mandou eu começar uma faxina? Eu falei 'começar'. Não passou da sala, graças ao nariz. Então eu me lembrei por que pago faxineira (e aqui não é caro). Não sei se valeu o esforço de 'começar', ou se a culpa é minha de esquecer o dia inteiro de tomar o antialérgico (como assim, 'não tem mais hífen'? Ainda bem que nunca aprendi aquelas regras, aprendi de tanto ler).
Sim, eu lembrei de comer. Os personagens me obrigaram.

(Direitos autorais da imagem: Walt Disney e quem herdou a companhia)
Sim, eu lembrei de comer. Os personagens me obrigaram.

(Direitos autorais da imagem: Walt Disney e quem herdou a companhia)
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Antes que saiam perguntando
Pra quem não sabe, aqui mora uma turma enorme de personagens, que pelo visto a cada dia aumenta mais, ainda bem que não ocupa espaço, não come 'de verdade', mas dá abraços melhores que de muita gente. Amo essas pessoas e sei que não são reais, são 'meus arquétipos'. Então não sou esquizofrênica, pros desinformados. Ser bipolar já basta. Tchau, que o pequeno é insistente. Vou deixar ele desenhando, ou digitando, e ver alguma coisa com o avô dele, que é 'um de meus amores'.
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Vida
O atendimento pra religar o número da TIM demora tanto que dá tempo de checar o twitter, o email e escrever o post com uma mão só. Liga, atende, dá o número do protocolo e você fica 'alô', sozinha. Liga, dão aquelas infinitas alternativas, você fica homérica da vida, dão o número do protocolo e a moça jura pra você que ligar pro 1056 e aquele não é o número 1056. Eu desliguei e conferi. Era o 1056. Liga, infinitas alternativas, '0, seu ddd, o número do seu telefone, depos disque estrela', número do protocolo... Enquanto isso, adivinha: não tinha conta sumida! Era aquela que chegou na sexta-feira mesmo, só que chegou tão atrasada que pensei que já era outra. Esqueci de conferir os meses. Eu não sou uma bagunceira, só uma desorganizada, tenho salvação e...
Valeu a espera! Primeiro a menina do atendimento (quando a gente começa a chamar a 'menina do atendimento', realmente os anos pesam) era um doce, segundo que tive uma idéia boba e brilhante. Falando com a tal 'menina', percebi que nunca me esqueço de pagar o aluguel e minha desculpa pro atraso com a TIM é que estou dentro de casa, esqueço o passar dos dias. Mas quando estava trabalhando, esquecia (se a a conta não chegava) por causa do corre-corre. O aluguel, não, nunca falta. Pode perguntar à dona da casa. Então veio aquele 'plim!'. Já coloquei um avisão ao lado do computador, já que não saio da frente dele mesmo.
(quando a gente diz que a menina do atendimento era 'um doce' tá na idade de ser avó)
PS, nada a ver com a crônica, se isso for crônica: o irmão daquele meu garoto tá começando a andar e quer aprender a mexer aqui. Dá licença.
Valeu a espera! Primeiro a menina do atendimento (quando a gente começa a chamar a 'menina do atendimento', realmente os anos pesam) era um doce, segundo que tive uma idéia boba e brilhante. Falando com a tal 'menina', percebi que nunca me esqueço de pagar o aluguel e minha desculpa pro atraso com a TIM é que estou dentro de casa, esqueço o passar dos dias. Mas quando estava trabalhando, esquecia (se a a conta não chegava) por causa do corre-corre. O aluguel, não, nunca falta. Pode perguntar à dona da casa. Então veio aquele 'plim!'. Já coloquei um avisão ao lado do computador, já que não saio da frente dele mesmo.
(quando a gente diz que a menina do atendimento era 'um doce' tá na idade de ser avó)
PS, nada a ver com a crônica, se isso for crônica: o irmão daquele meu garoto tá começando a andar e quer aprender a mexer aqui. Dá licença.
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Hipoglicemia
O que é que eu ia comentar mesmo? Ando assim, chegando nos lugares em casa e me perguntando o que fui fazer ali, levando objetos completamente diferentes pros outros lugares, então percebo e tenho que voltar, como diria a Emília (antes que alguém diga Que Emília?', ora você conhece outra além daquela do Monteiro Lobato?). Bem, como diria a Emília: eu ando uma velha coroca, pra não dizer que sou uma, porque sempre sempre me senti velha, além dessa geração. Pode perguntar a quem estudou comigo e todas confirmarão. 'Todas' porque é uma escola onde só estudam meninas, não por razões sexistas, mas porque duvido que meninos queiram ser técnicos em Economia Doméstica. Quer dizer, devem haver alguns, mas os pais não permitiriam, e taí uma questão interessante e espinhosa pra D. Noilde, a antiga diretora da minha Escola da Escola Doméstica), alguns pensariam. Tarde demais. Ela ofereceu o curso misto há tanto tempo que as fotos que vi eram em preto e branco, mas parece que a idéia não 'pegou'.
Mas (não se começa parágrafo com 'mas', agora é tarde, 'seu' Cegalla), como eu estava tentando dizer e a memória não ajuda (fico me perguntando como homens como João Cabral, Saramago, conseguiam. Se não fosse o tal google...). Eu pensava que era confusa até ligar pra TIM. Povo de Deus!). Eles pedem o número do DDD, o número do telefone celular, 'depois tecle estrela’, e falam tão rápido que eu fiz tudo certo que da primeira vez repetiram o número inteiro pra conferir se eu havia digitado certo e achei que havia digitado errado, de tão rápido de que a 'atendente' falou. Fui atendida numa sala tão barulhenta, que eu não conseguia entendê-la, apesar de atenciosa e educada. Entendem por que eu não ligo pra resolver tudo no site, porque antes preciso passar por esse mesmo calvário pra pegar login e senha do site?
O que eu conseguir deduzir, do incidente inteiro: o carteiro não ter me entregue a conta da TIM (e eu pago tudo muito antes da data, basta colocar na caixa, se não colocar, esqueço), o site da TIM (que omiti porque nem vale teclar), revirar a cada atrás da conta (que achei estar paga, inclundo o fichário impecável das contas e a sacola não-tão-impecável onde sacudo tudo pra arquivar depois), aproveitar e arquivar dois terços daquela papelada (como aquilo se junta? É igual sacola plástica? Se reproduz?), todo o atendimento, o email pro meu irmão contando parte da saga (ou ele adora isso, ou ele perdoa e deleta sem nem ler, mas acho que não porque ele comenta comigo), é que isso é vida, sim, mas também desgasta, e eu já amanheço desgastada.
Sim, senhora, eu faço minha parte e me esforço pra tudo dar certo. Deus sabe que acordei cedo, que realmente mal dormi, tomei café de verdade, varri a sala (não pergunte o estado anterior, D. Noilde cairia dura), arrumei esses papéis, 'redecorei o banheiro' (não pergunte como se decora banheiro, é frescura), ia lavar o pergolado mas começou a chover (eita as minhocas devem ter fugido!), coloquei o lixo pra fora, comecei a faxina do quarto (isso significa: tirar as gavetas, pôr sobre a cama e deixar arejando até amanhã porque 'cansei'), terminei de 'organizar os organizadores' com as miçangas e outras bolinhas pra fazer colar, marcador e outras frescuras que meu irmão não deve ter muito interesse, lavei a louça e acabo de descobrir que estou morrendo de fome, porque já estava morrendo de fome quando escrevi pro hermano e já se passaram mais de duas horas! Daí falar tanta besteira ao mesmo tempo: é hipoglicemia.

Eu sei, vocês acham que fiz pouco. Eu esqueci de falar da horas que chorei, que continuo chorando. Esqueci de falar de dor. Eu ando com tanta cólica desde ontem! Eu sinto tanta dor que, se eu fosse professora de Medicina, eu ia ensinar que, exceto se prejudicasse muito o diagnóstico, o médico começasse passando a dor da gente, depois o médico pensava no diagnóstico. Eu devo pagar algum pecado, por achar que minha mãe exagerava. Ela sente mais dor que eu, acho. Os médicos não entendem, a não ser quando são eles os doentes. É por isso que as pessoas com dor são tão briguentas, irritadas. Saia um dia com dor de cabeça, nem precisa ser a enxaqueca que já tive hoje, e perceba como sua paciência diminui. Talvez por isso, eu fosse tão atenciosa, tão paciente, na faculdade, com quem tinha dor. Os colegas me achavam uma idiota. Mal sabiam eles da dor física e emocional que eu enfrentava. Sabe aquela preguiça pra sair da cama, certos dias? Multiplique por pelo menos cem, acrescente a pior dor de sua vida multiplique por dois (exceto se for uma cólica renal ou um parto), e entenda que algumas pessoas sentem esse nível de dor emocionalmente. Às vezes, fisicamente também.

Entendeu meu dia?
Antes que eu escreva mais besteiras aqui que o habitual, vou comer. E não liguem pros meus horários. Eu só costumava comer depois do último paciente, porque tinha pena dele ficar com fome.
Mas (não se começa parágrafo com 'mas', agora é tarde, 'seu' Cegalla), como eu estava tentando dizer e a memória não ajuda (fico me perguntando como homens como João Cabral, Saramago, conseguiam. Se não fosse o tal google...). Eu pensava que era confusa até ligar pra TIM. Povo de Deus!). Eles pedem o número do DDD, o número do telefone celular, 'depois tecle estrela’, e falam tão rápido que eu fiz tudo certo que da primeira vez repetiram o número inteiro pra conferir se eu havia digitado certo e achei que havia digitado errado, de tão rápido de que a 'atendente' falou. Fui atendida numa sala tão barulhenta, que eu não conseguia entendê-la, apesar de atenciosa e educada. Entendem por que eu não ligo pra resolver tudo no site, porque antes preciso passar por esse mesmo calvário pra pegar login e senha do site?
O que eu conseguir deduzir, do incidente inteiro: o carteiro não ter me entregue a conta da TIM (e eu pago tudo muito antes da data, basta colocar na caixa, se não colocar, esqueço), o site da TIM (que omiti porque nem vale teclar), revirar a cada atrás da conta (que achei estar paga, inclundo o fichário impecável das contas e a sacola não-tão-impecável onde sacudo tudo pra arquivar depois), aproveitar e arquivar dois terços daquela papelada (como aquilo se junta? É igual sacola plástica? Se reproduz?), todo o atendimento, o email pro meu irmão contando parte da saga (ou ele adora isso, ou ele perdoa e deleta sem nem ler, mas acho que não porque ele comenta comigo), é que isso é vida, sim, mas também desgasta, e eu já amanheço desgastada.
Sim, senhora, eu faço minha parte e me esforço pra tudo dar certo. Deus sabe que acordei cedo, que realmente mal dormi, tomei café de verdade, varri a sala (não pergunte o estado anterior, D. Noilde cairia dura), arrumei esses papéis, 'redecorei o banheiro' (não pergunte como se decora banheiro, é frescura), ia lavar o pergolado mas começou a chover (eita as minhocas devem ter fugido!), coloquei o lixo pra fora, comecei a faxina do quarto (isso significa: tirar as gavetas, pôr sobre a cama e deixar arejando até amanhã porque 'cansei'), terminei de 'organizar os organizadores' com as miçangas e outras bolinhas pra fazer colar, marcador e outras frescuras que meu irmão não deve ter muito interesse, lavei a louça e acabo de descobrir que estou morrendo de fome, porque já estava morrendo de fome quando escrevi pro hermano e já se passaram mais de duas horas! Daí falar tanta besteira ao mesmo tempo: é hipoglicemia.

Eu sei, vocês acham que fiz pouco. Eu esqueci de falar da horas que chorei, que continuo chorando. Esqueci de falar de dor. Eu ando com tanta cólica desde ontem! Eu sinto tanta dor que, se eu fosse professora de Medicina, eu ia ensinar que, exceto se prejudicasse muito o diagnóstico, o médico começasse passando a dor da gente, depois o médico pensava no diagnóstico. Eu devo pagar algum pecado, por achar que minha mãe exagerava. Ela sente mais dor que eu, acho. Os médicos não entendem, a não ser quando são eles os doentes. É por isso que as pessoas com dor são tão briguentas, irritadas. Saia um dia com dor de cabeça, nem precisa ser a enxaqueca que já tive hoje, e perceba como sua paciência diminui. Talvez por isso, eu fosse tão atenciosa, tão paciente, na faculdade, com quem tinha dor. Os colegas me achavam uma idiota. Mal sabiam eles da dor física e emocional que eu enfrentava. Sabe aquela preguiça pra sair da cama, certos dias? Multiplique por pelo menos cem, acrescente a pior dor de sua vida multiplique por dois (exceto se for uma cólica renal ou um parto), e entenda que algumas pessoas sentem esse nível de dor emocionalmente. Às vezes, fisicamente também.
Entendeu meu dia?
Antes que eu escreva mais besteiras aqui que o habitual, vou comer. E não liguem pros meus horários. Eu só costumava comer depois do último paciente, porque tinha pena dele ficar com fome.
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