quarta-feira, outubro 01, 2008

Saudade

As sem-razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Tem dia que me bate uma saudade... Saudade de gente que nunca me viu, gente que morreu sem saber da minha existência, mas que marcou minha vida. Drummond foi assim. Neruda, Quintana, Vinícius (sinta a intimidade!). É por isso que eu ainda vou encontrar o Veríssimo ( O Luís Fernando, bem entendido), a Martha Medeiros, a Bruna Lombardi, o Dr Dráuzio e chamar todo mundo prum almoço qualquer dia, devidamente assistida pela Fal Azevedo (que entende de escrita e cozinha) e pela Cláudia Letti (que entende de escrita e amor). Querendo, pode aparecer por aqui, anônimo leitor, pois será bem-vindo!

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